Vergonha de uma geração

Quando eu era novo, os senhores do poder me convenceram a assinar um abaixo-assinado pelo impeachment de um governador robusto aqui de Minas. Hoje, no poder, eles fazem a vergonha de uma geração.

Onde está a responsabilidade social de Dilma e Serra?

Pergunta que obviamente surge quando se ouve o que ambos sempre declaram – de maneira discreta ou escancarada – o que pensam sobre a política monetária. Se você caiu na conversa mole de que “agora os juros cairão para sempre”, prepare-se e reveja suas expectativas.

Ah sim, se você não for racional, não ligue para o que eu escrevi. Só não me venha pedir dinheiro, nem aumentar minha carga tributária para repor suas perdas, tá?

Reflexões

Se fosse o Bush a olhar para o traseiro da moça, aposto, a blogosfera da esquerda anaeróbica estaria em ira pura. Mas como é o Obama, a esperança, a mudança…etc, tudo é engraçado. O ponto não é se você gosta do Bush ou não. O ponto é que a hipocrisia da imprensa e da blogosfera, neste aspecto, não são diferentes.

Vá lá que a blogosfera seja um elemento renovador na forma de se fazer e se ler notícia, mas nem tudo é diferente dos meios tradicionais. Afinal, são os mesmos seres humanos…

Pterodoxia ganha espaço: restrições às importações

Metade dos industriais brasileiros (os que não dependem de importações) está feliz: a pterodoxia pública ignorou a população e atendeu seus interesses.

E agora patotinha?

Nenhum especialista em política externa deste Brasilzão daria conta de uma mulher como esta

Ei, eu me refiro aos que adoram um bolivarianismo light na cueca (ou em algum outro lugar de sua carcaça animal).

p.s. o título do post poderia ser: “você acha que tudo que uma mulher negra diz está errado porque ela ‘não tem informação’”? A patota não-liberal adora este argumento, mas nunca o usa quando a minoria (mulheres ou negros, etc) está a seu lado. O argumento da esquerda é sempre assim: “a minoria que concorda comigo encontrou a luz; a que não está comigo, é alienada”.

FGTS

Adolfo Sachsida tem boas perguntas sobre a maluquice do governo de achar que sabe melhor do que o trabalhador onde aplicar o seu FGTS. Parece até coisa dos livros de George Orwell: o ministro do trabalho decide o que é melhor para o trabalhador.

Bons momentos da blogosfera (e um arroto boliviano)

A blogosfera em alto nível.

Leo Monasterio mostra a besteira de certa visão cultorocêntrica e Laurini mostra que currículo de escolas pode ser algo inteligente. Enquanto Morales apela para teorias conspiratórias, reproduzo um trecho do Laurini que, aliás, ficou muito bom.

Nos cursos de filosofia, acho que eles deveriam começar com uma boa de lógica, como o The Principles of Mathematics de Russel e Whitehead, lógicamente para refutar esta base e aderir a base lógica da matemática socialista moderna (se você não é filiado ao partido, 1+1=0, caso contrário 1+1=6, na sua conta bancária). Depois já no segundo ano poderiam discutir Kant entre as brincadeiras de pega-pega no recreio. E com 8 anos de idade já dá para discutir o existencialismo, desde Kierkegaard, passando por Jaspers até Camus e Sartre. Lógico que aos 10 eles já podem refutar todas as correntes da filosofia e aderir ao materialismo histórico de Marx, já que o objetivo é somente esse.

Impressionante mesmo é o silêncio dos intelectuais. Dos engajados eu não espero nada, mas o restante também? Aliás, intelectual que é intelectual compra esta idéia?

Imprensa é culpada de tudo

Belo texto da Torre sobre esta tara da esquerda nacional em sempre culpar a imprensa por tudo que ocorre no universo. Nunca a culpa é de alguém (afinal, o direito de propriedade também é um roubo para estes filósofos miseráveis), sempre da “imprensa” (não-domesticada aos desejos eróticos dos políticos governistas).

Febeapá – século XXI

A esquerda brasileira tem mania de grandeza. Bush, claro, é formiguinha perto de gente que se propõe a: (a) escolher um papa, (b) indicar Celso Furtado para o Nobel de Economia porque…porque…ah…porque ele nunca foi capaz de revisar o Formação Econômica do Brasil, (c) propor isto.

Nunca antes na história deste país fez tanto sentido usar a expressão: “guardadas (quer dizer, consideradas por sua mente humana) as devidas proporções (que são bem menores do que desejam os nossos psicopatas), acho que…”.

Menos, gente, menos. Um investment grade não torna o brasileiro melhor que um austríaco ou um inglês. É só uma classificação dada por uma agência de risco, gente. É importante e tal, mas é bom manter a dose diária de Gardenal, ok?

Crime contra a humanidade é usar o dinheiro alheio sem critérios…ou você não faz parte da humanidade?

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça está adotando critérios elásticos para conceder milionárias indenizações retroativas e pensões vitalícias a pessoas que não conseguem atender a uma exigência básica: a prova de que perderam o emprego, durante o regime militar (1964-1985), por perseguição política explícita. Um caso exemplar é o de Diógenes Oliveira, militante petista gaúcho e ex-secretário de Transportes da Prefeitura de Porto Alegre, que conseguiu uma indenização retroativa de R$ 400 mil e rendimento mensal vitalício de R$ 1.627,72 por, supostamente, ter sido obrigado a abandonar, em 1966, o emprego que tinha na Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE).

Leia mais aqui. Ah sim, clique aí no link acima para saber mais sobre ética na política, caixa dois e esquerda brasileira.

O bom e velho argumento da autoridade (científica, não política)

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, defendeu a manutenção das condições atuais do Tratado de Itaipu, que está sendo questionado pelo presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo. “Para construir o Mercosul, é preciso respeitar os contratos e os acordos entre os países”, disse o executivo, após participar do Fórum Projeto Brasil, realizado em São Paulo. “O tratado de Itaipu é um instrumento legítimo, que foi aprovado pelos Congressos do Brasil e do Paraguai”, acrescentou.

Olha aí o currículo do sujeito e me diga: quem entende mais do tema? Lugo? Amigos de Lugo? Ou Tolmasquim? Com tanto “carteiraço político” não custa lembrar que alguns diplomas valem, realmente, mais do que outros além do que, ambos, valem mais do que nenhum. Parece que o homem aí entende do balaco-baco.

Terrorismo no Brasil

A blogosfera politicamente correta chamará isto de relativismo cultural ou de democracia. Mas o nome é outro. Uma questão que nunca foi debatida entre os blogueiros ou jornalistas no nível que deveria foi, no início da administração da Silva, a afirmativa – por parte de nosso George Bush brasileiro – que a ABIN não deveria se preocupar com supostos movimentos sociais.

Interferir nas atividades da ABIN pode muito bem ser um ato de democracia quanto um de interferência inadequada (pense na administração Bush se intrometendo nas agências de inteligência). Não vigiar “supostos” movimentos sociais tem uma consequência previsível: aumento da probabilidade de atividades terroristas em seu território (inclusive o famoso cyberterrorismo, já que alguns destes “supostos” movimentos sociais se dediquem a ensinar a meninada a manipular – de maneira até ilegal – a rede mundial de informações sob uma justificativa, digamos, “supostamente” social).

Não importa se o autoritarismo vem da esquerda ou da direita. O fato é que até o autoritarismo, no Brasil atual, é monopolizado: só temos o da esquerda. O da direita, por algum motivo, emagreceu e nem chega aos pés do seu irmão mais velho, o dos anos 60-80. Para um liberal, quanto menos dos dois, melhor.

Os profetas do apocalipse – FAO

Atenção lógica e fatos, aí vem chumbo grosso. Quando vier o excesso de oferta, senhor burocrata multinacional, o senhora também “culpará” o mercado? Ou falará de um “suposto” efeito do mercado? Pode até acertar na análise, mas fala como se estivesse no deserto, pregando para os fugitivos do Egito antigo…

UPDATE: mais críticas aqui.

Facebook e as FARC: é a tecnologia

Os fascínoras das FARC (no Brasil, conhecidos, no máximo, como “insurgentes” pela esquerda aneróbica) levaram uma porrada da tecnologia. Mais um exemplo dos novos tempos em que vivemos…

p.s. link consertado. Thanks, Angelo.