Estou em crise

PaperArtist_2014-02-09_11-21-48O mais bacana é a contra-capa do livro do John Schulz com a recomendação do professor Renato Leite Marcondes, da FEA-RP. Com escravidão, sem escravidão, com bolha imobiliária, sem bolha imobiliária, a história econômica nos oferece um vasto arsenal de experimentos “naturais” para estudos.

Pode-se pensar, claro, em termos teóricos (veja o quanto a teoria avançou nos últimos anos, em termos de modelagem de comportamentos, digamos, “anômalos”) e também empíricos (a (clio)econometria não me deixa mentir).

 

Aula de Escolha Pública

Um clássico exemplo de Escolha Pública é a explicação positiva (e não normativa) do porquê da existência de quotas. Achei este exemplo. Aí vai um trecho:

“The economy is so bad, I often roam around looking for passengers, but do not get a single one for a whole morning,” said Ho Chin-chuang, a taxi driver of eight years who lined up in front of a hospital in Taipei earlier this month.

Ho and other taxi operators who have seen business drop because of the economic downturn issued a call recently for the government to impose a quota on the number of taxis countrywide.

At present, the number of registered taxi drivers is estimated at more than 90,000, of which more than 31,000 operate in Taipei City, official statistics show.

The figures do not include unlicensed cabs.

With the low threshold for becoming a taxi driver, many people who have lost their jobs in the financial downturn have turned to it as a source of income, meaning that the true number of taxis is likely to be larger.

Interessante, não? Obviamente, há uma questão de auto-regulação de mercado bem simples: se todo mundo entra no mercado de táxis, não é difícil perceber – não existe assimetria de informação suficiente para qualificar alguém de idiota (*) – que a remuneração individual cairá. Logo, o argumento de que muitos se candidatam a uma licença de táxi é falacioso.

Além disso, é interessante observar a velha e boa regularidade empírica: sindicalistas lutam pelos sindicalizados, não pela categoria, embora usem o discurso de que, sim, lutam por esta e, claro, pelos consumidores ou, sei lá, pelo bem-estar do país, pelo meio-ambiente mundial ou pela Via Láctea.

Como nos ensinou Higgs, crises são momentos que alguns interesses especiais aproveitam para ampliar o tamanho do governo, o que torna a relação sindicato-políticos mais perigosa para a sociedade.

(*) Suponho que se ensina economia na escola, não doutrinação ideológica anti-mercado, como no Brasil.

Polêmica – UPDATED

Wednesday, September 17, 2008

Finanças é Picaretagem

Depois de mais um bail out, dessa vez de U$ 85 bilhões para o AIG, todos se perguntam de quem é a culpa desse financial meltdown. O SB tem uma hipótese: Um dos grandes culpados [além do tesouro e do Fed] são as decisões do oligopólio formado pelos intermediários financeiros. Especificamente, as decisões são tomadas com base num conhecimento pretensioso, aparentemente sério, mas fundamentalmente fraco e falho, esse conhecimento é para os incautos uma ciência, para outros uma picaretagem, chamada finanças.
Todo economista, talvez até mesmo alguns economistas de porta de cadeia, sabe que um Ph.D. em finanças garante um excelente salário e muito pouco conhecimento. Os profissionais de finanças, munidos de uma infinidade de dados, rodam modelos cujos fundamentos pouco entendem. Ganham milhões nos mercados financeiros para dar conselhos no mais das vezes óbvios e, não raramente, desastrosos. Tomem o caso do AIG como ilustração. Será que não havia um único analista de finanças dentro do AIG, provavelmente ganhando meio milhão de dólares por ano, com a mínima capacidade de identificar uma bolha no mercado imobiliário a ponto de dizer que uma carteira com U$ 57.8 bilhões segurando subprime mortgages é o fim da picada?

O texto acima é do Selva Brasilis e, creio, é útil para uma boa e saudável polêmica.

UPDATE:

Um artigo (para jornal) otimista

Assim se inicia o artigo de Alex Tabarrok:

Forget the talk of recession. The world is about to enter a new era in which miracle drugs will conquer cancer and other killer diseases and technological and scientific advances will trigger unprecedented economic growth and global prosperity.

Pie in the sky optimism? Perhaps. But there are reasons to be optimistic, and they rest not on science fiction but within the badly misnamed “dismal science,” economics.

To understand why economics triggers such optimism, imagine that there are two deadly diseases. One disease is relatively rare, the other common. If you had to choose, would you rather be afflicted with the rare or the common disease?

Termine de ler aqui.