A microssaia do poder

O Sergio, lá da UFSC, mostra que o Qualis da CAPES está viesado pelo paroquialismo. A sugestão (proposta) dele é tão simples que espanta algum economista não ter pensado nela antes (com ou sem modelo matemático na cabeça).

Esta discussão é importantíssima porque, atualmente, vivemos uma época em que economistas devidamente adestrados por fundos públicos ou por incentivos distorcidos se calam diante dos mais absurdos que ocorrem em todas as dimensões da vida nacional.

É a microssaia do intelectual de um lado, que não o deixa caminhar confortavelmente sem o risco de se expor e, do outro, é a microssaia do poder, que se arroga o poder de fiscalizador e aplica uma prova como a do ENADE que, honestamente, como disseram alguns blogueiros (e.g., o Adolfo Sachsida e também o Diego), mostra que o valor desta prova, para o mercado de trabalho, é próximo de zero.

O pior de tudo é que não há (há? Cadê?) quem possa justificar o uso (ou não) destas microssaias com isenção. Afinal, enquanto o setor privado brasileiro se entrega ao rent-seeking puro e simples (com 40% da economia nas mãos do governo, o que você esperava?), só resta ao cidadão engolir tomadas padronizadas pelo governo que elegeu.

A tomada tem três pinos, eleitor. Escolha o seu.