Próximo domingo… (off-topic e auto-promoção indecente)

Para quem não sabe, domingo que vem estarei neste evento da seção brasileira da Kyodo Minyou.

Traduzo: a Kyodo Minyou é uma sociedade de músicas folclóricas japonesas e sua seccional brasileira fará seu décimo-nono campeonato no próximo domingo. Os portais de descendentes, sempre jovens, nunca (ou quase nunca) noticiam estes eventos. Embora seja ótimo ouvir a meninada cantar estes j-pop’s e enka (alguns poucos), é raro ver alguém se arriscar na música folclórica (minyou). Uma pena.

De qualquer forma, novamente, estarei com meu repertório tradicional (mas, na próxima vez, ahá, eu vou tentar algo diferente…).

Claudio
p.s. é midi, seu sei, mas dá uma idéia da música. Uma letra menor (a que eu normalmente canto) está aqui.

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Decisões pessoais para 2007 (agora?)

Digo, para o segundo semestre de 2007.

1. Voltei a estudar japonês (recordar é sofrer…he he he).
2. Sim, em breve, mais empenho físico.
3. Intimar o Leo Monasterio a me ensinar Econometria Espacial (ok, vou só pedir umas referências para ele).
4. Insistir nas três metas acima.

頑張ります!!

Claudio
p.s. você não instalou seu teclado japonês da Microsoft, né?

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Há políticos que falam asneiras e há os outros

‘Do we need to wait until 2009 to permit 100 per cent foreign-owned education ventures to operate in the country? Meanwhile, developing a qualified labour force is Vietnam’s main task,’ he said.

Quem disse isto? O Ministro da Indústria e Planejamento…do Vietnã.

Só fica selvagem quem quer.

Claudio

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Jornalismo Econômico – A aula que você não teve (parte III)

A aula de hoje é rápida. Leia o trecho abaixo (o link original tá abaixo do textinho) e preste atenção ao trecho em negrito.

In the latest EconTalk, I talk with David Henderson about whether it’s reasonable to presume that economists agree on various issues such as the minimum wage, trade, the causes of growth or the sources of inflation. I used to agree with David that in the area of microeconomics, there is much more consensus than in macroeconomics. Lately, I’m not so sure. At the end of the conversation, I raise the issue of incentives. As the market for talking economists has expanded, I believe that economists do more talking and that the reward for taking polemical stands has increased.

Grifos meus, texto do Russel Roberts.

Percebeu o problema potencial? Quanto maior a demanda por “cabeças de papagaio”, maior a quantidade de “blaboseira” porque nem sempre a qualidade acompanha a quantidade.

Na verdade, esta lição mostra que os incentivos podem aumentar o número de economistas entrevistados picaretas. Se o jornalista e/ou o (tele)espectador não entendem muito de economia, então o potencial de enganação por parte do dito cujo é amplificado.

Aí você me pergunta: quem é picareta? Quem não é? Eu não vou apontar bruxas aqui, mas não é difícil descobrir. Assim como há jornalistas mal treinados em economia, há economistas mal intencionados que não querem informar, mas sim lucrar com a entrega de um produto ligeiramente (?) diferente do que eu e você esperamos…

Claudio
p.s. Dica: faça uma pesquisa estatística bacana, com questionários, usando os emails dos economistas acadêmicos mais produtivos do país. Não consulte o Lattes (acredite: um membro destas comissões do MEC me disse que há muita gente sendo questionada por informações muito erradas no Lattes..coisa feia…), consulte o econlit. Dá uma boa dissertação/tese em economia ou em jornalismo econômico. Pergunte-lhes sobre o jornalismo econômico no Brasil, etc, etc.

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Quanto vale um charutão? Pergunte a George Stigler

George Stigler é um falecido – e sagaz – economista que me ensinou mais com seus livros do que muita pterodoxia na faculdade. Uma das lições que ficaram na história do pensamento econômico (aposto que seu professor não ensina nada dele, né?) é a tal “teoria da captura”.

Em resumo, Stigler desconfiava da captura das agências reguladoras pelos regulados. Tanto isto é importante que qualquer agência séria (sob um governo sério) tem várias restrições sobre os “presentes” que os reguladores podem ganhar dos regulados (sejam eles dois bezerros, uma Land Rover ou algo similar).

Aí, depois desta rápida aulinha, eu vou no blog da Tia Cris e leio:

“A conselheira Denise Abreu, por exemplo, é irmã de Olten Ayres de Abreu Júnior. O que faz Olten? Adivinhou quem respondeu que ele presta serviços à TAM — que se mobilizou, diga-se, em favor da nomeação de irmã. Josef Barat, também diretor da Anac, é dono da Planam Consult, empresa privada que já prestou consultoria à TAM e à Gol.”

É o tipo da coisa que não me alegra, embora Stigler possa estar rindo de mim lá no céu.

Claudio

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Por que não estou nem aí para a bolsa?

Eis o temor dos analistas. E eis o gráfico da bolsa.

Se você não é de colocar todos os seus ovos no mesmo cesto, não há com o que se preocupar.

Obviamente, muita gente ganha dinheiro nestas horas: os analistas que são pagos por suas consultorias. Muitos deles fazem previsões bem estranhas que podem passar como sólidas para quem não entende muito do mercado. Todo cuidado é pouco.

Conselho? Nenhum. Somente que há apenas três variáveis importantes nestas horas: a sua taxa de preferência intertemporal (“impaciência”), o quanto você aplicou na bolsa e no restante e o tamanho do choque em relação à tendência da série do Ibovespa. Cada um sabe qual delas dói mais em seu bolso.

Claudio

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No Fly Day

Eis uma campanha interessante porque atinge o grande duopólio TAM-Gol e a “famosa” competência regulatória do sistema INFRAERO-ANAC sob as bençãos do governo federal.

O link é este.

Se eu viajasse com freqüência, realmente seria um custo mínimo para mim – dado tudo o que tem sido feito (ou que não tem sido feito) – em relação aos problemas.

Claudio

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Existe mesmo um dominó democrático?

The “domino theory” has a long and impressive history guiding global foreign policy. According to this theory, increases or decreases in democracy in one country spread and “infect” neighboring countries, increasing or decreasing their democracy in turn. Using panel data that covers over 130 countries between 1900 and 2000, this paper empirically investigates the domino theory. We find that democratic dominoes do in fact fall, as the theory contends. However, these dominoes fall significantly “lighter” than the historical importance of this model suggests. Countries consistently “catch” only about 11 percent of the increases or decreases in their average geographic neighbors’ increases or decreases in democracy. We also explore whether U.S. military intervention is capable of spreading democracy, as policymakers reasoning according to the domino theory have argued. Our results are mixed. Post-WWII occupation of Austria successfully spread democracy to its neighbors. More recent occupations in Haiti and the Dominican Republic failed to do so.

Aposto que o Leo vai gostar disto.

Claudio

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O pão nosso de cada dia

O pão quentinho está chegando cada vez mais para o paulistano de forma clandestina. Cerca de 20% dos 15 milhões de pães consumidos diariamente na Capital são produzidos em escala industrial em dezenas de fábricas irregulares, sem alvará de funcionamento, desprovidos de controle de higiene e até com farinha de trigo roubada ( veja texto abaixo). Por isso, a principal conseqüência da invasão dos pães piratas para os donos das padarias é impedir o aumento do preço do produto. Hoje, o quilo do pão custa, em média, R$ 5,50.

Eis algo para se pensar. A pergunta básica é: por que um sujeito faz isto? Pode-se dizer que, em alguns casos, ele esteja desempregado e, portanto, no desespero, ignore os direitos de propriedade e roube farinha dos outros para fabricar pão.

É uma hipótese.

Outra é que o mesmo desempregado seja honesto mas não resista à nossa pesada carga tributária e esteja fazendo pães para a venda com boas condições de higiene, mas sem o pagamento do “dízimo estatal”.

Em ambas as hipóteses, a falha do governo é bem clara: não se consegue adotar um incentivo que leve o sujeito para a produção formal. Por que? Primeiro, a carga tributária. Segundo, o discurso da “exclusão social”, que faz vista grossa para o roubo do pobre mas é duro com, digamos, a dona da Daslu.

De qualquer forma, espero que uma sociedade baseada na economia de mercado (não é o que diz a nossa Constituição?) faça o que for necessário para gerar mais empresários, não mais daqueles ridículos e mafiosos sindicatos…

Claudio

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