Globalização contra Maurício de Souza

Aposto que o leitor chegou aqui pensando encontrar mais uma malvadeza da dupla “George Bush-Stan Lee” contra os pobres quadrinistas brasileiros. Ledo engano.

Aliás, se você leu a piada que relatei há alguns dias, sobre a dialética, esta vai lhe parecer interessante. O Alex Castro voltou a New Orleans e já estava em processo de mutação para se transformar no Cascão quando foi seduzido pela globalização (neoliberal, excludente, individualista, imperialista, chauvinista, burguesa, imposta, sogra, quiabo, xixi, etc).

Agora, graças à globalização, Alex não será o Cascão.

Melhor para ele e para os produtores (burgueses, nacionalistas, exploradores, capitalistas, fascistas, individualistas, etc) brasileiros que lhe entregam Phebo em New Orleans.

Eu sei, eu sei, um outro mundo é possível mas, pensando bem, no caso, acho que o certo seria dizer que, nele, o imundo é bem mais provável. Ou será que um “outro imundo é possível”?

Claudio

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Agora que ganhamos, vamos mandar mais meninos-bomba…

Só rindo…para não chorar.

Antigamente, diziam alguns, eleições era sinônimo de paz e democracia. Puro “wishful thinking”. Será? Relações entre eleições e conflitos nunca foram muito tranquilas nas Ciências Políticas, mas eis que o Hamas nos dá um bom exemplo.

Os líderes do movimento islâmico Hamas, Ismail Haniyeh e Mahmoud al-Zahar, afirmaram hoje que a vitória de seu partido nas eleições legislativas palestinas terá conseqüências internacionais sem precedentes para o processo de paz. “Nossa vitória é uma lição à comunidade internacional, e mudará a atitude de Israel, dos países árabes e do Ocidente em relação ao conflito palestino-israelense”, segundo os dois dirigentes.

Al-Zahar afirmou que “a vitória terá conseqüências sem precedentes, o Hamas se unirá à ANP e lutará contra a corrupção”. “A luta armada contra Israel continuará, e nossa vitória levará Israel a fazer concessões aos palestinos e mudará a atitude da Jordânia e do Egito em relação ao conflito”, disse Al-Zahar, que pediu a todas as facções que se somem ao programa político de seu partido.

Parabéns ao Hamas por jogar limpo nas eleições. Boa sorte no cumprimento de seu programa de governo…

Claudio

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Internet e sua vida

Pesquisa mostra que: “mais internet = mais relações sociais”. Onde estão aqueles consultores que já queriam intervenção/regulação estatal para diminuir as horas dos meninos e meninas na rede?

É a pesquisa científica mostrando o quão frágil é a tal “afirmação categórica e demolidora”.

Claudio

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Violência

Já que o Leo falou do Rio de Janeiro, eis uma notícia pouco bairrista. Para não dizerem que estou favorecendo os não-cariocas, que tal esta provável ação terrorista da esquerda anaeróbica em Santos?

A Economia do Conflito (Hirshleifer, Hirshleifer…preciso ler….Hirshleifer…) está mesmo na moda. O bom do Brasil é que os brasileiros ajudam os pesquisadores a alcançarem dimensões robustas nas bases de dados sobre violência.

Claudio

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Celebridades

O Claudio me mandou uma lista de celebridades formadas em Economia. Tem de tudo. Desde o Scott Adams até o Lionel Richie. Mas o meu economista-celebridade predileto é o Mick Jagger.
(Pergunta inevitável: “Sir Jagger, a letra de Satisfaction está associada à idéia de insaciabilidade dos desejos?”)
E os brasileiros? Eu só me lembro do Sebastião “Miséria-Pouca-É-Bobagem” Salgado.

Leo.

Leo.

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Just in Time

Da coluna Gente Boa:

Viva o carioca!

A poeta Marcia Brito estava no calçadão de Ipanema com um amigo. Pediu dois mates a uma ambulante. “Ih, só tenho um, colega”, disse a vendedora — que imediatamente pediu um segundo para resolver o problema. Sacou do celular e ligou para o vendedor mais próximo. E em um minuto Marcia e amigo tomavam seus mates, estupidamente gelados e servidos com o indestrutível jeitinho carioca.

(O causo é bom, só não concordo com essa mania de achar que tudo é jeitinho “carioca”. Se eu já acho o nacionalismo uma besteira atroz, o bairrismo então é um imbecilidade sem tamanho.)

Leo.

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Há um jeito de ignorar a política monetária e crescer

A solução é simples: divida o Brasil entre vários invasores – militarmente falando – e deixe que várias moedas circulem. Haverá guerras, mortes, mas, claro, ninguém mais reclamará do Banco Central malvadão.

O que? Acha que não é sério? Qual é! Veja o que nos diz a história.

Claudio

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O gado, o turismo, e o desenvolvimentismo

Eis aqui uma pergunta interessante: o que é desenvolvimentismo? Não é muito errado dizer que, na opinião de Sanchez e O’Conell, a pergunta envolve um dilema entre bens públicos e bens privados. Embora não toquem no tema, podemos fazer algumas reflexões a respeito.

Em um estudo para o Brasil, eles usam o turismo como um bem público e a pecuária (ou algo similar à tradução de “cattle industry”) como um bem privado. Há uma razoável discussão sobre o porquê de se utilizar estas proxies no texto.

A idéia deles é que problemas no Balanço de Pagamentos seriam um incentivo para que os burocratas procurassem ofertar mais bens públicos – o que melhora sua imagem e resolve o problema externo – às custas de menos bens privados. No caso do Brasil, você desloca terras da pecuária para o turismo. Existe este efeito? Confira aqui.

Interessante é que a idéia tupiniquim de “desenvolvimentismo” perde todo o sentido (exceto para propagandistas e ingênuos). Se o governo resolve o problema do Balanço de Pagamentos redistribuindo renda inter-geracionalmente, às custas de uma realocação de terras de um bem privado para um bem público….pratica “desenvolvimentismo”? Não é nada fácil responder isto.

Bom, usei o artigo dos autores para chamar sua atenção para a inocuidade de um conceito que, certamente, será “martelado” na campanha eleitoral. É simples: qualquer definição do que seja “desenvolvimentismo” jamais conseguirá arranhar uma discussão como a dos autores porque simplesmente não há como saber se a alocação de recursos de um bem privado para um bem público dentro de um país é mais ou menos “nacional-desenvolvimentista” (um sinônimo de desenvolvimentismo, da década dos 50, notadamente na pena de Hélio Jaguaribe e colegas do ISEB).

Mas há outro ponto interessante aqui e que é, basicamente, o de que a escolha de proxies para testes econométricos deve ser bem justificada (algo que, claro, sempre é sujeito de críticas, pois isto é ciência, não religião). Divirta-se com o texto.

Claudio

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O maravilhoso mundo dos mulás iranianos

Só que desta vez é no Irã, e o tema é “holocausto”. A propósito, David Irving terá livre passe para falar o que quiser sobre o tema. Quem não conhece este cientista social – que não é frio e calculista como nós, economistas (conforme dizem por aí) – foi ele quem disse que nunca existiram câmaras de gás em Auschwitz.

O melhor de alguns historiadores são suas técnicas de teste de hipóteses “não-positivistas”…

Claudio
p.s. Se o Holocausto não existiu, então porque é que aqueles judeus promoveram aquele “show” de auto-mutilação? Dia destes eu pergunto ao David…

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O professor McPherson, da University of North Texas, é autor de um interessante artigo chamado “Determinants of How Students Evaluate Teachers”. Um dos determinantes é o seguinte: se você der ao aluno uma nota bem alta, ele te avalia bem. É o conhecido fenômeno do grade inflation (inflação das notas).

McPherson conseguiu, também, resumir em uma página da internet, a melhor dica de estudo para alunos, sejam eles universitários ou não. A dica é tão boa que reproduzo o link aqui.

Claudio

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Mísseis ilegais estavam no referendo?

Míssil é encontrado em picape na zona sul
O armamento estava coberto pela lona de uma S-10 preta

São Paulo – Um míssil, com sua plataforma de lançamento, foi encontrado nesta madrugada na caçamba de uma picape, estacionada na Rua Vergueiro, região do Sacomã, zona sul. O armamento estava coberto pela lona da S-10 preta, mas, de acordo com a polícia, o porteiro de um dos prédios da região viu dois homens e uma mulher mexendo no carro. O porteiro imaginou que aquilo fosse um assalto e ligou para a PM informando uma suposta tentativa de furto.

Só falta o povo dizer que isto é culpa do FHC, do Bush ou do FMI…mas o fato é que a política de segurança pública é responsabilidade do governo brasileiro. Aliás, o melhor deste governo é o brasileiro.

Claudio

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Podcasts

Enquanto eu e Cláudio ainda acertamos os detalhes para a próxima entrevista, aí vai o link para os meus três podcasts favoritos:
- Ricky Gervais Show: ele é o chefe idiota do seriado Office , o melhor programa da História da TV mundial.
- Radioeconomics.
- From our own correspondent: relatos dos correspondentes da BBC pelo mundo afora. O programa existe há 50 anos.

Alguém tem outra sugestão? Algum podcast em Português bacana?

Leo

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A silenciosa revolução das mulheres iraquianas, o azarão boliviano e outras

É rapaz, as mulheres iraquianas querem experimentar o jogo político (leia também esta entrevista para conhecer mais sobre alguns iraquianos e Saddam). Enquanto isto, Evo Morales fica conhecido como o maior azarão da América Latina: após cumprimentar um veterano comunista salvadorenho, o cara volta para casa e morre. Mal sabe o presidente boliviano que o maior amigo do atual ocupante da Granja do Torto é Bush, ainda que nossos grupos de interesse tentem reverter decisões antigas, no tapetão.

Enquanto isto, lá fora, o pessoal discute se a Wal-Mart gera mais benefícios do que custos sociais. Não é um filme que você conseguiria assistir em Bangladesh já que o governo de lá acha que filmes que não forem produzidos no país (deles) não pode ser exibido lá. Creio que muito xenófobo (o melhor da xenofobia é o brasileiro) brazuca gostaria disto, com exceção que gostaria de enviar tropas de paz para lá, para mudar os aspectos anti-brasileiros da legislação de Bangladesh.

Para terminar este longo monólogo matinal com meus botões, algo para o leitor pensar: qual é melhor para seu futuro? Pena de morte ou prisão perpétua? Eric Rasmusen tem algumas dicas.

Claudio

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