Tire a mão da minha lingüiça

O título já diz tudo, mas não custa reforçar. Hoje o Adolfo me fez um elogio:

O livro é uma coletânea de pequenas histórias que, além de engraçadas, revelam uma lição importante: a grandeza de um homem é proporcional a sua capacidade de rir de si mesmo.

Pois é. Eu sabia que estava meio gordo, mas não precisava explicitar, né, Adolfo? ^_^

Tire a mão da minha lingüiça bate recordes

Segundo me informa o editor, se você demorar muito, não conseguirá comprar mais uma cópia impressa da minha minúscula primeira tiragem (da primeira edição). Como o imposto de renda chegou, eis uma boa chance para comprar os últimos exemplares da primeira – e histórica para a língua de Camões – edição. Afinal, eu não sou rico, né?

Sugestões:

  • Pague-me para fazer palestras sobre o sucesso no sexo, futebol e no amor;
  • Seja um destes auto-denominados “preocupados-com-a-cultura” que infestam os pedidos de subsídios e isenções do governo e me financie. Faça isto pelo seu bolso e me faça feliz;
  • Doe dinheiro para que eu possa fazer uma segunda tiragem;
  • Dê-me sua fortuna e me implore para fazer o que quiser com ela. Garanto que, no meio de tudo, faço uma segunda tiragem.

Eu avisei, heim? O pouco que tenho para vender está lá. ^_^

Tire a mão da minha lingüiça já é clássico da literatura no Brasil

Pare o mouse em cima da foto do livroEi, tire o mouse da minha lingüiça!

Hehehe! Agora eu possuo em papel o novo clássico (neoclássico?) da literatura luso-afro-brasileira: “Tire a mão da minha lingüiça”, o qual eu tive o prazer de ler o ‘manuscrito’, ainda antes do lançamento do livro. Não existe algo como um fio-central que conduza a obra, o que, claro é uma boa notícia para CEOs com déficit de atenção. De fato, as histórias são deliciosamente aleatórias (sendo a aleatoriedade um dos elementos do humor).

O que mais? É uma grande pedida, providencie a sua cópia em papel ou em e-book aqui.

Eis aí o depoimento do revisor do meu texto. Depois desta, eu encomendaria 200 exemplares para a biblioteca. Digo, 200 para cada biblioteca que existe no Brasil (não são muitas mesmo…). Ou então, seguindo a tradição não-liberal brasileira, eu faria um lobby que obrigasse todas as bibliotecas (inclusive as dos institutos-braços dos partidos políticos) a comprarem, cada, 200 exemplares. Tudo em nome do social, claro.

Inesperada propaganda para o clássico da literatura luso-brasileira

O Careca não só parodiou meu nome (de forma bem engraçada), como também citou o livro de maneira mais engraçada ainda. É interessante esta coisa de blogosfera. De onde você jamais imaginou (eu sei, eu sei…lá vem piadinha com minha mão no seu careca…) vem um comentário interessante, inteligente e bem-humorado.

Valeu aí, Careca!

Os mais chegados conhecem o autor disto

a linguiça dos outros….

Meu amigo surtou, melhor, colocou no papel suas crônicas, com o impeto de sempre, percorreu o lugar comum, fazendo a melhor campanha de endomarketing jamais vista (diz-se de quem imprime curiosidade e imaginacao ao que, supostamente, os outros imaginam ou perguntam-se, o que esse maluco inventou dessa vez?). Mesmo assim, recomendo fortemente a leitura dessa bela obra de amor e ódio e quase tudo que um liberal possui, acurácia, inteligência e humor, quase sempre refinado, seja o que for, parabéns, meu amigo.

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posted by Anaximandros @ 11:09 AM

Valeu Anaximandros! (o nome dele é….)

Redação, Interpretação e Confusão (não-intencional)

Aí o Daniel Piza me vem com esta:

Como se já não estivesse com a situação complicada, o ministro Carlos Lupi agora é acusado de liberar verba para a prefeita de São Gonçalo pouco depois que ela mudou para seu partido, o PDT. Viva o trabalhismo brasileiro! Muita gente pensa que o desrespeito com o dinheiro público é exclusividade de oligarquias e grandes empresas, mas não: vide a história dos sindicatos brasileiros desde os tempos de Getúlio Vargas. A maioria deles foi e é “pelega”, age a serviço de seus interesses e não tem a menor independência em relação a instâncias públicas.

Ao contrário do que dizem neoliberais, o capitalismo não se fez sólido apenas com livre-mercado e competição desenfreada. Nos países desenvolvidos, ele é regulado e fiscalizado e submetido a pressão constante das demandas sindicais. Nos EUA não existe o gasto social que existe na Europa, mas olhe a participação dos sindicatos em sua história. Eles são fortes e lutam muito pelos direitos e benefícios dos trabalhadores. Muitos, claro, já foram pegos em corrupção – basta lembrar os tempos mafiosos de Jimmy Hoffa, representado por Jack Nicholson no cinema -, mas muitos não vivem do subsídio político.

Bacana, não? Aliás, ao contrário do que dizem os democratas, a demoracia não se fez sólida apenas com as assembléias gregas e com referendos a toda hora. Nos países desenvolvidos, ela é regulada e fiscalizada e submetida a pressão constante dos neonazistas, neofascistas e neocomunistas.

E agora? Ficou boquiaberto?

Este é o problema destes argumentos bombásticos. Olha que o Piza ainda é um dos sobreviventes no mar da lama que são os cadernos de cultura dos jornais. O problema do trecho acima é a forma como Piza escreve. Primeiro, parece que confunde “liberal” com “neoliberal” (falei disto outro dia, lembra?). Além disso, a forma como escreve gera uma interpretação ambígua que você deve ter notado ao ler minha paródia acima, na qual reproduzo seu trecho, mas com outro argumento, típico de gente que confunde “democracia” com “não-liberalismo” (veja o link citado).

Ao confundir os conceitos e ao acreditar em conexões que não existem (como a tal “mais democracia = menos liberdade”), você perde poder de reflexão e debate. Não acho que Piza esteja fazendo tal confusão, mas acho que sua redação mais atrapalhou do que ajudou, pelo menos no caso acima.

Não, não acho que você não deva ler Piza. Mas, tal como eu e você, ele não é perfeito e fala bobagens de vez em quando.

Mudando de assunto, talvez Piza devesse abrir os olhos para a iluminação cultural que é este sensacional livro, he he he.

Repercussão do livro

Os nossos leitores já sabem, lancei um livro de crônicas. Já está aqui e deve ganhar versão e-book (bem mais barata) nestes dias (senão nestas horas…). Pois bem, esqueçam Machado de Assis, Camões, Fernando Pessoa ou Paulo Coelho. A onda agora é falar do meu livro.

Dito isto, vejamos algumas repercussões:

Paulo Pacheco

Não leu ainda. Mas, ao contrário do e-book do sushi (lembra dele? Tá citado lá embaixo, na coluna de links fixos aí ao lado), desta vez ele está de férias.

Alunos

1) “Vamos comprar um exemplar e tirar cópia”.

Comentário: depois que o sujeito gastar a quota de xerox dele com isto e começar a ler, entenderá o provérbio que diz que quem ri por último, ri melhor.

2) “De onde você tirou o nome deste livro?”

Comentário: do mesmo lugar que saem as questões de sua prova, né?

3) “Este livro me leva mesmo para o sucesso no sexo, no amor, nos esportes e na vida profissional?”

Comentário: Leva. Mas você tem que ler de forma a se iluminar. A iluminação não vem assim, igual a suas perguntas superficiais quando chega atrasado e entra na sala de aula com aquela cara de ressaca. Iluminação é coisa séria, profunda, que exige muita leitura. Eu penso em lançar um outro livro ensinando a pessoa a alcançar a iluminação, mas é apenas uma idéia.

4) “Quem está com a mão na sua lingüiça?”

Comentário: Ai, ai. Gentalha de pouca fé. Massa ignara… Vocês não entendem as grandes questões da humanidade, né? Ficam aí, como economistas “frios e calculistas”, pensando em números e letras gregas enquanto questões realmente relevantes são deixadas de lado. Por exemplo: por que homens usam cuecas e mulheres usam calcinhas? A dialética marxiano-marxista-gramsciana funciona em (dentro, no sentido de selb, verstehen Sie, mané?) uma casca de noz? A lingüiça é uma metáfora para o desconforto do ser humano diante da grandeza universal e do caos dos tempos modernos.

Ou é só uma forma debochada de dizer: “pára de ler livros com nomes bonitinhos e bestas e vai estudar, mané!”

Ou é simplesmente uma estratégia de marketing para reter os direitos autorais sobre este genial título que bem poderia pertencer à categoria dos livros infantis para administradores de empresas. Eu mesmo pensei em outros títulos: “A arte da guerra para gordos”, “A arte da guerra para chineses”, “A arte da guerra para monges executivos que são filhos de pais ricos”, “O monge, o executivo e a senhora sua sogra”, “Casais ricos brigam muito e a mulher leva tudo”, “Aprenda a gerir, leve uma porrada subprime e afogue os malditos gansos”, etc.

Ari

“Ai, meu Deus…”.

Minha mãe

“Que lindo, parabéns!”

Minha noiva

“Que lindo, muito bem escrito, parabéns!…vou ler tudo!”.

Meus alunos que ainda não fizeram prova

“A gente te ama: vamos comprar muitos livros”.

Meus alunos que já fizeram prova

Vide Ari.

Conclusão

Até agora, minha avaliação é que o livro é um sucesso. Milhares de pessoas já comentam sobre minha lingüiça (ou sobre tirar a mão da mesma) nos corredores. Acho que até vão me chamar pro Manhattan Connection (ou algo assim). No final das contas, o objetivo principal foi cumprido: tô rindo até agora.

E a linguiça continua…

Diz o nosso conhecido Tambosi:

Ôps, não se trata de pornografia. É que o Claudio, do De Gustibus, se prepara para lançar um livro com o título Tire a mão da minha lingüiça: um guia para CEO’s com déficits de atenção. Também não é obra de economia, embora ele seja professor da área (Ibmec-Minas), mas um livro de crônicas que você já pode espiar aqui.

Sim, o livro já foi para a gráfica (o desastre à literatura nacional já está feito) e deve ter, também, uma versão e-book, ambas à venda. Eu não acho que vá vender muito mas confesso que me diverti muito neste processo de “fazer” um livro. Não sei se o Albano também se divertiu (o editor independente que caiu na minha conversa), mas sem dúvida alguém ganhará algo com isto tudo. Espero que seja eu o felizardo.

Economia comportamental

Matizes Escondidos certamente gostará disto. Economia Comportamental é uma, digamos assim, volta às origens da Ciência Econômica, só que com os instrumentos da moderna Psicologia e das Neuro-ciências. Boa pedida para se saber o futuro da nossa Ciência.