Desmistificando o Keynesianismo de Bar

Todo leitor deste blog sabe que não há preconceitos contra a ciência aqui. Mas discurso de boteco a gente tem que destruir – quando errado está – pelo bem do país.

Aí o cara chega para você e diz:

” – Eu li no meu primeiro ano de Economia (imagino se o sujeito gostaria de ser operado por um novato de Medicina, mas vamos ignorar isto por enquanto) que quando o governo aumenta o déficit público, gera crescimento (mesmo que a gente seja bonzinho e considere aquela oferta agregada dos sonhos, toda rígidas nos preços, o argumento é terrível)”.

Logo, ele arremata:

“- Portanto, uma guerra é um bom negócio”!

Vamos ser sinceros. É muita falta de senso, né? Não vou gastar meu latim – aliás, não sei latim – com o tema. Apresento apenas uma evidência para reflexão: é a Ruanda o país mais rico do mundo?

Eu poderia fazer um desenho, mas alguém já fez uma tabela que mostra como esta história de guerra gera uma, digamos, queda no estoque de população.

Não se convenceu? Bem, pergunte a quem teve seus bens destruídos no vandalismo que caracterizou praticamente todos os protestos recentes no Brasil. Veja se eles estão mais ricos agora? Ou, claro, veja se quem financiou os vândalos teve suas próprias propriedades destruídas. Ficaram mais ricos? Talvez estejam pensando em enriquecer com a destruição alheia, o que é o oposto da definição de uma troca econômica (voluntária, logo, geradora de valor).

É, ler metade de um livro-texto não é suficiente. Nunca foi.

Aulas de economia

Aqueles que iniciam seu curso de Economia seriamente, certamente terão dificuldades para fazer abstrações. Scott Sumner apontou o problema e Mankiw reforçou. Mas nunca se esqueça que o mais difícil conceito, mesmo para economistas mais tarimbados, é o de custo de oportunidade e seu siamês, a vantagem comparativa.