Mais água no feijão dos doutrinadores

Em entrevista ao O Globo, o Presidente da CAPES, Jorge  Guimarães, sobre as mudanças na política de bolsas para o exerior da CAPES diz:

“Por exemplo, neste quadro que estamos vivendo hoje, a pergunta em relação à formação de doutores na área economia é: nós vamos continuar mandando alunos para formar doutores num modelo que faliu o mundo? Então nós temos que perguntar a nossa área de economia o que eles vão nos dizer agora. Nós vamos mandar fazer aonde? Vai ser no mesmo modelo? Este modelo mostrou-se totalmente anticientífico, para dizer o mínimo.”

Imagino que a CAPES usará o mesmo critério para a área de energia, responsável pelo aquecimento global; e das ciências médicas, responsáveis pela explosão populacional e todas suas consequências perniciosas. E fico me perguntando aonde ele pensa que o Brasil vai conseguir formar economistas capazes de lidar com a crise, que trabalhem com um “outro modelo”: na China, será?

Quem disse isso? Vai lá e confere.

Política externa e interna…

Quando os furacões assolaram o Caribe, as doações do governo Lula para Cuba, na forma de alimentos, medicamentos e materiais diversos, superaram os R$ 50 milhões, apenas pelo que foi publicado na imprensa, pois tudo o que se relaciona ao império comunista da dinastia Castro reveste-se do maior sigilo. Em arroz foram enviadas 15 mil toneladas, a um custo de R$ 30 milhões. Boeings desceram em Havana carregados de doações. Lula, que saiu até atrás de navio espanhol para levar alimentos para Cuba, ainda não disse quantos milhões enviará para reconstruir o estado de Santa Catarina, devastado pelas chuvas, com número de mortos que já chega à casa de meia centena de cidadãos brasileiros. O site do PT, à época dos furacões, trombeteou condoído que morreram sete pessoas na ilha, “o que para Cuba era muito”. Para o PT, que até agora fez apenas os discursos de praxe, é muito ou pouco os 49 mortos em Santa Catarina? Se Cuba recebeu R$ 50 milhões, quanto Santa Catarina merece? Hoje, no Café com o Presidente, Lula falou de etanol e não dirigiu uma só palavra para os catarinenses. A ilha de Lula é Cuba, não devemos esquecer.

Dica do Coronel.

Distorcões à vista ou “os idólatras de Celso Furtado devem estar loucos”

Há uma proposição antiga da Teoria dos Bens Públicos sobre “concentrar benefícios e dispersar custos”. No Brasil, a ala pterodoxa que vê em Celso Furtado um verdadeiro bezerro de bronze, pensa que ele deveria acumular o Nobel da Paz e da Economia porque teria inventado o “socializar perdas e concentrar lucros”. Como se vê, não foi nada original embora descreva bem o que os próprios pterodoxos pregam. Agora mesmo eles estão calados, mudos, sem saber o que dizer quando o governo resolve socorrer bancos. Outros, mais alinhados com o neo-socialismo de Furtado (para usar a mesma terminologia que Bielschowsky aplica a Gudin, de neo-liberal, devemos ser corretos com o simétrico ideológico), aplaudem medidas como esta.

Na verdade, o que se vê é que a ala bolivariana da administração da Silva (cheia de pterodoxos e seguidores) está aproveitando a crise para se fazer sentir. A distribuição de privilégios às custas do bolso do consumidor já começou. Basta ver que aquela história maluca de “fundo soberano” sumiu e, em seu lugar, além de não diminuir gastos, a administração da Silva gera uma perigosa armadilha para si, para seu sucessor e, em qualquer caso, para você, contribuinte. O inchaço da economia tem um preço. Este preço, dizia Furtado, o neo-socialista, será pago por todos. O seu erro foi pensar no governo como um planejador benevolente (ou, de outra forma, sabendo que não é assim, insistir em vender seus argumentos desta forma…pronto, fantasia desfeita).

Grandes momentos do governo (versão global)