Uncategorized


O Cristiano Costa faz uma breve apreciação sobre a prova do Enade. Antes de fazer suas acertadas críticas à prova, ele diz:

A prova de Economia do ENADE causou polêmica. Muitos não gostaram e tal. Eu não sei se eu tenho uma opinião a respeito. Assim, pra que serve essa prova mesmo? Alguém fora do setor público olha esses dados? Enfim, a polêmica foi tão grande que fui dar uma olhada.

Pois é. Quem, fora do setor público olha esses dados? Bem, a pergunta precisa de uma qualificação, não? Primeiro, o setor público no governo atual adora criar e alterar indicadores (como o próprio ENADE). Até aí, Cristiano e eu concordamos. Talvez até ele diga que indicadores podem ser interessantes e tal. Ok. Mas existe um outro ponto importante que é o de que as escolas utilizam a avaliação do ENADE como instrumento de propaganda. Mais ou menos assim: “embora haja erros crassos e questões ideologicamente orientadas na prova do ENADE, o setor privado acha mais barato usar a prova como recurso de propaganda do que mostrar a criatividade do setor privado (dele mesmo) em criar indicadores alternativos e, até, melhores”.

Não obstante, pesquisadores também utilizam estes dados para fins de avaliação de políticas públicas (algo louvável, claro). Simples se o pesquisador atenta para os problemas do instrumento (a prova) apontados por Cristiano, Adolfo e outros blogueiros e autoridades sérias da área educacional.

Pior é que muita gente nem se preocupa em examinar o problema em si, mas apenas o enxerga para si. Exemplifico com o artigo do Sérgio Silva sobre o Qualis (ver aqui). Se um pesquisador tem sua posição no ranking melhorada com a mudança no Qualis (embora os erros flagrantes apontados pelo Sérgio mereçam um estudo crítico), por que o pesquisador faria alguma crítica cientificamente embasada? Mais ainda: vincular o salário do pesquisador por este indicador determinado pelo governo (e não pelo mercado), é a melhor forma de se obter um resultado socialmente desejável (economicamente eficiente)?

Economistas e outros pesquisadores respondem a incentivos. Em uma sociedade caracterizada por forte apelo rent-seeking, você pode até se perguntar sobre quem, fora do setor público, olha para o Enade. Mas não pode se esquecer que o mercado de trabalho certamente demorará mais a encontrar o equilíbrio já que a distorção nos incentivos pode até ser temporária, mas não é desprezível.

Isso sem falar daquela história do ciclo das idéias, do Caplan.

E é por isso que tanta gente quer que o TCU, certamente um órgão imperfeito (como a Presidência, por exemplo, ou a Casa Civil) tenha suas mãos atadas.

O Sergio, lá da UFSC, mostra que o Qualis da CAPES está viesado pelo paroquialismo. A sugestão (proposta) dele é tão simples que espanta algum economista não ter pensado nela antes (com ou sem modelo matemático na cabeça).

Esta discussão é importantíssima porque, atualmente, vivemos uma época em que economistas devidamente adestrados por fundos públicos ou por incentivos distorcidos se calam diante dos mais absurdos que ocorrem em todas as dimensões da vida nacional.

É a microssaia do intelectual de um lado, que não o deixa caminhar confortavelmente sem o risco de se expor e, do outro, é a microssaia do poder, que se arroga o poder de fiscalizador e aplica uma prova como a do ENADE que, honestamente, como disseram alguns blogueiros (e.g., o Adolfo Sachsida e também o Diego), mostra que o valor desta prova, para o mercado de trabalho, é próximo de zero.

O pior de tudo é que não há (há? Cadê?) quem possa justificar o uso (ou não) destas microssaias com isenção. Afinal, enquanto o setor privado brasileiro se entrega ao rent-seeking puro e simples (com 40% da economia nas mãos do governo, o que você esperava?), só resta ao cidadão engolir tomadas padronizadas pelo governo que elegeu.

A tomada tem três pinos, eleitor. Escolha o seu.

E a imprensa, anteriormente foco de jornalistas “combativos” e “investigadores” (quantos se transformaram em funcionários públicos ou estão em cargos de confiança?) se manifesta com tanta timidez que dá até medo.

Quando a imprensa se curva voluntariamente, a democracia é quem fica de quatro. Logo, todo cuidado é pouco…

Interessante teia de aranha do pessoal da autoridade monetária neozelandesa. Aqui.

Este texto tem o objetivo de ser uma didática introdução aos modelos de conflito em economia. Obviamente, não é de fácil leitura porque tem algumas equações, mas a intenção é ajudar no intercâmbio de idéias na AMDE.

Nada a declarar. Vamos ver os nossos “intelectuais” se manifestarem.

From 20 Concurso de Minyou do Interior

Desta vez, na categoria jovem, primeiro lugar. Campeonato de Minyou da Sociedade Kyoudou Minyou, seccional brasileira. Não o nacional, mas o do interior (MG, PR e interior de SP).

Diogo Costa mostra que nem tudo é o que parece.

…sobre a prisão de Yoani Sanchez. Além de se calarem sobre os 20 anos da vitória dos não-bolivarianos, são incapazes de entender a democracia. Não foi o grande comunista brasileiro quem entregou a própria mulher para um certo serviço secreto lá nos anos 40/50?

Não é que tem um Chiquida e um Malvatto lá.

Tô dando gargalhadas! Muito bom!

O Bruno é muito gentil comigo: não sei se precisamos de mais Shikidas. Precisamos de mais gente questionadora que não se deixe levar pelo pensamento mesquinho, que deseja sempre passar a conta de seus atos aos que nada têm a ver com o pato.

Liberdade na Estrada foi um evento importante. Ele aparou algumas arestas, mostrou caminhos (veja o artigo do Diogo, logo antes ao do Bruno, lá no Ordem Livre) e também serviu como um sinal claro de que não existe tal coisa como unanimidade de pensamento. É verdade que, como disse o Bruno, boa parte dos não-liberais continua com argumentos muito panfletários e pouco consistentes. Não que liberais não façam isso (o leitor deste blog sabe que não sou perfeito e também que muitos liberais não o são), mas o outro lado parece chafurdar em certo vômito dialético-gramsciano.

Liberdade é a palavra do dia. Bruno foi meio radical em algumas frases, mas acho que 98% do que ele disse eu repetiria.

Adolfo tem um e-book gratuito sobre a crise mundial. Sim, você deveria dar uma lida neste trabalho dele.

Eis um caso complicado – e delicado para alguns que se preocupam com o cargo de um sujeito em qualquer instituição – plágio envolvendo vários autores.

Muitos se pautam pelo argumento de que “as universidades privadas deveriam seguir o modelo das federais”. Como se as últimas fossem exemplos de lisura e honesto trato com o dinheiro público.

Bem, novidades: desde sempre não é assim e se o setor privado quer um bom exemplo, ele não existe. Você constrói sua instituição, seja ela pública ou privada. Mais ainda: o problema está nos incentivos e, infelizmente, os mesmos não são os melhores no setor público. Obviamente, sabendo disto, alguns grupos de interesse tentam se mover para que os incentivos sejam direcionados para a manutenção da mediocridade enquanto outros fazem o contrário. Conclusão: não é porque é um grupo de interesse que sempre devemos condenar suas ações. Adicionalmente: quem busca muito exemplo alheio deveria olhar mais para si mesmo e fazer o tradicional auto-questionamento…

Outro blogueiro fala sobre nosso falecido criativo amigo.

O neoliberal Cristiano (piadinha, heim) faz uma bela análise sobre um novo choque legal sobre o… FGTS.

A gente cansa de ver figurões da diplomacia (pujante) bolivariana defenderem as ações do Chávez. A sorte é que eles não precisam tomar banho ou defecar na potência socialista do século XXI.

Sempre que leio notícias como esta, eu me lembro de algum político iraniano que disse algo como o Katrina ser um castigo de Deus aos infiéis norte-americanos.

Irônico, não?

Quanto ao primeiro, vá lá no blog do Leo Monasterio ver um gráfico esclarecedor. Com respeito ao segundo, acho que o Diogo Costa acertou na mosca.

O pessoal do IDERS conseguiu trazer o prof. Garoupa. Quer saber mais? Pergunte ao seu professor sobre Nuno Garoupa.

Próxima Página »