Aborto e Crime (na íntegra, by Moral Hazard)

Aborto e crime

Lambram da entrevista do Samuel Pessoa sobre crime e aborto? Pois bem, acredito que este seja o artigo que gerou tais conclusões. Ele foi apresentado na ANPEC, porém, pelo que li (leitura rápida), não vi elos tão fortes entre aborto e crime. Me pareceu mais estratégia de marketing do Samuel.

Novo e-book – parte 2

Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

E-Book 2

Desde a publicacao de nosso e-book, alguns dos autores identificaram alguns erros ortográficos e solicitaram alterações.

Vamos fazer o seguinte: TODOS os autores que quiserem alterar seus textos, por favor me enviem as novas versões até o dia 17/11. Meu e-mail: sachsida@hotmail.com

Se algum leitor estiver interessado em se juntar a esse e-book basta me enviar seu artigo até o dia 17/11, e ele será incluído na versão final do livro.

No dia 19/11 estarei postando nesse blog a versão final de nosso E-book: Em Terra de Cego quem tem um Olho é Rei: Usando Teoria Econômica para Explicar Ditados Populares.

 

Blogs para que te quero

Afim de ler algo interessante? Vá já aos Quatroventos.

Aliás, notem os dois interessantes posts, um dos quais me envolve:

O segundo é mais uma colaboração para a segunda edição (sim, Adolfo está afim de agregar mais algumas pessoas e corrigir alguns escorregões da língua-mãe) do sensacional e-book.

Valeu, gente

Agradeço ao Selva pela divulgação do e-book novo e do antigo. O que dizer? O Sachsida é conhecido meu de pouco tempo mas já vi que pensa como eu em diversos aspectos, desde o uso da Economia até a visão social. Mas se estamos aqui, hoje, fazendo sucesso entre diversos colegas de trabalho e, quem diria, entre alunos de economia, isto só foi possível porque, um dia, nós passamos a admirar a Ciência Econômica.

Sem bons professores, isto não seria possível. Há muitos responsáveis por isto em cada caso, claro. Mas eu destacaria o nomes de Antônio Aguirre, Affonso Celso Pastore, Eduardo P. Ribeiro e William Summerhill. Não que os outros não tenham sido importantes. Foram-no. Ou porque me ensinaram o que não fazer, ou vice-versa. Mas estes aí, de alguma forma, enquanto professores, ensinaram-me algo útil para minha forma de estudo e pesquisa.

Eis o e-book…dos provérbios

E-book dos provérbios

Faço comentários sobre ele mais adiante.:

i. É uma honra abrir o e-book que o Adolfo editou. Eu o encontrei pessoalmente há um mês e pouco e testemunhei o entusiasmo dele com a idéia. Claro que acho genial isto que ele fez. Quem enviou artigo, aproveitou uma oportunidade cujo valor nem sempre é imediata e prontamente apreciado.

ii. O que dizer? Não muito. O e-book segue a linha deste outro. Ambos inauguram o que não aparece em estatística da CAPES ou do MEC ou de qualquer outro órgão privado de pesquisa: uma era de colaboração e produção de conhecimento intermediário de Ciência Econômica, crítico, competente e totalmente inserido em nossa realidade. “Para além do” discurso pterodoxo, pseudo-pluralista, estes dois livros aplicam, realmente, economia, ao dia-a-dia. Como em qualquer ciência séria, a aplicação é limitada, incompleta, mas interessante.

iii. Há alunos de todos os níveis, mestres e doutores em Economia. Há gente que não faz o curso de Economia. Novamente: não somos fascistas. Mussolini e os sindicatos/conselhos de Economia é que, em sua esmagadora maioria, acham que só um diploma gera conhecimento (apesar de todos os estudos sobre modelos de sinalização, na selva, sim, acredita-se muito nestas asneiras). Por outro lado, sabemos que não basta língua e garganta para gerar uma fala competente em economia. Tem que estudar o livro-texto. Até para criticar é preciso entender antes, a despeito do discurso populisto-pterodoxo (acabo de cunhar mais um neologismo engraçadinho…). Parabéns ao nosso aluno Lucas, único representante dos três IBMEC’s neste livro. Parabéns aos outros todos participantes.

Pronto. Falei e disse.

UPDATE: Marcelo Soares até já sugeriu um nome para o conjunto da obra: Doidonomia.

O atraso do e-book

Muita gente não leu as instruções com o cuidado que elas mereciam: “envie seu nome e seu e-mail“. Por isto, diz Adolfo, há um atraso. Imagino que ele divulgue hoje o novo e-book (o que inspirou esta nossa aventura foi este).

Ah sim, o gentil Angelo da CIA (que não faz parte, certamente, da conspiração “que-vê-Opus-Dei-até-atrás-do-banquinho”), fez-nos um elogio bacana, ao entrar no debate sobre a tese de Levitt:  “melhor blogue brasileiro de clipping econômico e opinião política”. Valeu, Angelo!

Faz a fama, deita na cama…e espera o e-book!!

Enquanto o Adolfo não mostra o e-book (estou ansiosíssimo), fique com…(trecho)

Faz a Fama e Deita na Cama

“Faz a fama e deita na cama”. Acho este um dos ditados populares que melhor refletem o Brasil. Mas qual é o real sentido desse ditado. Simples, esse ditado diz de maneira muito clara que: “é importante trabalhar duro no começo da carreira, e você deve continuar assim até que as pessoas reparem que você trabalha duro e é eficiente. A partir desse momento – ou seja, tão logo você receba o carimbo de trabalhador e eficiente –, você pode relaxar. Não precisa mais se preocupar em trabalhar duro e nem em cumprir metas. Afinal, as pessoas já o identificam como alguém de sucesso e você não perderá mais esse status”. Note que a validade deste ditado esta intimamente ligada ao grau de competição à que a economia do país está exposta. Países pouco abertos e com pouca competição são o terreno onde este ditado popular pode prosperar.

Por que validar o “ticket” do supermercado?

Enquanto o Leo se diverte com o Prêmio Eço de Economia, vamos falar da economia que todos os bons alunos entendem. E aí eu vou trazer a discussão da The Economist:

RICHARD LAYMAN, one of my favourite writers on issues of local urban development, is bothered by a particular practice at the Whole Foods (an upscale supermarket) on P Street in Washington, D.C. He asks:

They offer parking validation. Why not offer transit vouchers for people who don’t own and/or drive cars?

Now, the simple answer is that this is rudimentary price discrimination.

O autor prossegue com uma interessante explicação. Para ele, como motoristas podem transportar mais mercadorias, seria interessante para o supermercado oferecer a validação do ticket como um incentivo. Há outras explicações, mas o autor as critica no mesmo post.

Fica aí a pergunta para o leitor deste blog: e você? O que acha?

p.s. lembra do sushi? Vá ao endereço ao lado, exercite seu inglês (ultra-)básico e encontre o divertido e-book sobre a economia do sushi.

Consistência tende a zero…por que?

Disse o Daniel Piza:

A declaração do governador Nascimento, digo, Sérgio Cabral, de que favelas são fábricas de marginais e de que o aborto é necessário para conter a criminalidade, seria divertida se não fosse desastrosa. A maioria das pessoas que vive em favelas não é criminosa. E a fonte dessa idéia sobre o aborto é o best-seller Freakonomics, cuja consistência tende a zero.

Ok, eu gosto da crítica à hipótese do Levitt. Acho que o argumento dele é interessante, mas tenho dúvidas sobre a generalidade de sua hipótese. Outro dia disse aqui que o Samuel Pessôa faria uma ótima ação ao debate se divulgasse o seu artigo – ele já ficou bem famoso ao defender a hipótese do aborto no “Estadão” baseado neste estudo. O Laurini, por sua vez, foi específico na crítica, focando no método econométrico.

O Daniel Piza tem sempre boas observações sobre a realidade brasileira (nesta mesma edição de sua coluna há uma interessante análise sobre a história brasileira), mas ficou a dever nesta crítica gratuita. Por que é que a consistência da tese do Levitt tende a zero? Piza ficou nos devendo um arrazoado de bons motivos.

Comentários?

Lei seca diminui o crime?

Segundo este estudo, não é bem assim. Aí vai o resumo:

As leis e portarias municipais restringindo o horário de funcionamento dos bares têm contribuído para colocar a segurança pública e o problema da criminalidade na pauta dos debates em todo o país, como jamais visto em períodos sem crimes de grande comoção pública. Diadema antecipou de forma meritória a tendência de redução de homicídios no Estado de São Paulo e foi um dos primeiros municípios a adotar a lei. Embora a cidade tenha conseguido reduzir os homicídios desde 1999 e adotado a lei somente em julho de 2002, uma centena de municípios – e agora alguns Estados – por todo o país, vem aprovando medida equivalente sem considerar de
forma mais detalhada o conjunto de ações que levaram Diadema a lograr o sucesso na redução dos assassinatos. Esse trabalho avaliou o real efeito da lei de restrição do horário de funcionamento dos bares na redução dos homicídios em Diadema, comparando a performance da cidade e de outras cidades paulistas entre 1999 e
2005. Mostra que Diadema, pelos méritos de sua comunidade, lideranças e policiais, reverteu o quadro de violência desde muito antes da “lei seca” e prosseguiu muito depois desta. Análises comparativas com outros municípios de mais de 100 mil habitantes do Estado mostraram também que dentre outras experiências com lei ou portaria similar a queda média foi a mesma de cidades de tamanho equivalente ou de regiões inteiras sem “lei seca”, como da Baixada Santista.

Aborto funciona?

Laurini tem dúvidas. Mais ainda, eu e ele queremos ler o tal artigo do Samuel Pessôa e do Gabriel Hartung. A dúvida do Laurini é pertinente. Veja o trecho abaixo:

Eu particularmente não sou um grande fã do artigo do Levitt e Donahue (2001), já que acho que a metodologia econométrica não é adequada para testar a hipótese em questão, já que é basicamente uma análise de correlação. O que seria adequado seriam os modelos de tratamento dinâmico ( evoluções dos modelos de dinamic choice como Carneiro, Hansen e Heckmann (2003)), mas creio que os dados existentes não permitam este tipo de análise.

Pô, Samuel, divulga o artigo!

O uso político da economia

Eis aí um político que deseja faturar sobre o Freakonomics. Primeira pergunta: onde estão as evidências empíricas para o Brasil, senhor político? Segunda pergunta: mensuração dos ganhos de bem-estar feita de forma séria, não pelo consultor chinfrim que vende regra de três como econometria na esquina, onde está?

Primeiro responda corretamente estas perguntas. Depois a gente conversa.

Mercados ilegais

A court in the northeastern Chinese city Shenyang has given permission to local authorities to arrest a Japanese man in connection with illegal organ transplants, a Chinese Foreign Ministry spokesman said Tuesday.Liu Jianchao did not say at a regular news conference whether Hiroyuki Nagase, president of the CITIC Information Service Co., has already been arrested.

Eis a notícia inteira.

Novo projeto de e-book em andamento

Lembra do novo projeto de e-book do Adolfo? Já tínhamos quatro textos aqui.

Agora, temos mais um:

Quer participar deste projeto? Fale com o Adolfo. Ele explicou a idéia deste novo e-book aqui.

Música alta em restaurantes: por que?

Craig Newmark wonders why the music seems so loud in restaurants. Similarly, why does it seem so cold? Whey are the seats just a little uncomfortable? Why does the waiter or waitress keep coming back after I’m done eating?

A restaurant ties two goods together and then charges you one price. You pay for the food and they give you a free place to sit down and eat. (It makes you wonder where the D.O. J.’s Antitrust Division is since Microsoft.) The restaurant makes only so much money from each table of any given patrons, and relies on continuous turnover to make more money. So the goal of the restaurant is to make you just comfortable enough that you enjoy the restaurant but not enough to keep you hanging around. The fact that the seats are hard and their backs are too straight; the music gets too loud; and that it get chilly are ways to get you to give up your seat and allow another patron to sit and order food. It’s also why the waitress keeps coming back with something like, “I don’t mean to rush you, but is there anything else you would like?” Next time respond with, “Yes, some peace and quiet. We plan on hunkering down for the long haul.” She if the manager doesn’t come over next.

This, of course, is more prevalent with chains who rely far more on turnover, and less so in the fancier of restaurants where the cost is so great that you’re paying dearly for the table and the atmosphere.

Anybody once worked in a restaurant who would like to add to this?

Alguém tem outra sugestão? (original daqui)

Os textos mais lidos neste blog…até o momento

About 79
Abstrações e sua realidade: escolha an 56
Por que damos gorjeta? 46
Elas gostam dos mais ricos e eles das ma 28
iPhone e a discriminação de preços 24
Eis uma boa idéia (atenção blogosfera 21
Tecnologia e a Microeconomia do Orgasmo 20
Lançado o desafio 20
O blog do Tambosi comemora o aniversári 19
Fazer ou não um mestrado? (e uma pergun 15
Fábulas interessantes 15

Note que coloquei apenas os textos com 15 ou mais visualizações (exclui este maníaco que vos escreve). Minha leitura? Toda aplicação “freakonomica” é sucesso de público. ^_^

Por que damos gorjeta? – Continuação

Na verdade nem é tanto uma continuação. É que os comentários lá estão muito bons e o post tornou-se o hit do dia. Quer chegar lá rápido? Clique aqui. A propósito, claro, alguém já escreveu sobre o tema. Eis o link e o resumo do artigo (o autor é o Ofer H. Azar):

The Social Norm of Tipping: Does it Improve Social Welfare?

Some economists believe that social norms are created to improve welfare where the market fails. I show that tipping is such a norm, using a model in which a waiter chooses service quality and then a customer chooses the tip. The customer’s utility depends on the social norm about tipping and feelings such as embarrassment and fairness. The equilibrium depends on the exact social norm: higher sensitivity of tips to service quality (according to the norm) yields higher service quality and social welfare. Surprisingly, high tips for low quality may also increase service quality and social welfare.

Ah, sim, dois lembretes: (a) Sushi e (b) Vergonha nacional.

Esqueceram de citar o sushi!

“Discover Your Inner Economist” joins a recent school of books demystifying and popularising economics that began with Steven Landsburg’s “Armchair Economist” in 1993, and conquered the bestseller lists in 2005 with “Freakonomics” by Steven Levitt and Stephen Dubner. It stands apart from its predecessors by making its revelations not so much about the way the world works as about the way we ourselves work (and play) and how we can take practical steps to do both better.

Ao citar vários livros, esqueceram de nos citar. Mas aposto que você, leitor, lembrou do sushi quando leu este trecho!