Demografia e Desenvolvimento Econômico
A economia japonesa não parece crescer mais. A população encolhe – há uma estatística bizarra, contaram-me, que mostra que no Japão há menos nascimentos do que na China e sua autoritária política de um filho por família – e o PIB não cresce.
Crianças se tornaram escassas e todos envelheceram. Quem assistiu, por exemplo, a novela Ruri no Shima, deve ter achado um exagero ver o risco de uma escola fechar por falta de crianças. Mas o fato é que o problema existe. Como resolver isto? Algumas soluções familiares passam por envolver parentes que, aposentados, cuidariam dos filhos do casal.
A cidade (cidade? Talvez seja melhor dizer província…esta coisa, no Japão, é bem confusa…) de Osaka – cujo prefeito está de olho em sua carreira política – lançou um programa que pretende minimizar o problema. Funciona? Bem, dê uma lida para formar sua própria opinião.
Com a população encolhendo, em breve, o Japão desaparecerá naturalmente do mapa, talvez como no “Nihon Zenbu Tinbotsu” ou, em sua paródia, “Nihon Igai Zenbu Tinbotsu”.
p.s. Creio que já comentei sobre esta engraçadíssima paródia neste blog. Entretanto, este blog não é conhecido por seus comentários de cinema. Por que? Primeiro porque não falo nunca da fotografia (“você viu a fotografia daquele filme?”) e, segundo, jamais tento adivinhar o que o diretor pensava enquanto pensava em pensar dirigir a cena X (“o que será que ele quis dizer quando colocou aquela vaca roxa na janela, enquanto dois bodes ouviam discursos de Lenin?”).
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“no Japão há menos nascimentos do que na China e sua autoritária política de um filho por família”
Pois é, taxa geral de fecundidade Japão: 1,39. China: 1,55. (World Factbook)
Taxa Líquida de Reprodução (talvez a mais importante, UNdata): Japão: 0,6. China: 0,7. Ou seja, cada mulher no Japão dá à luz, em média, a 0,6 filha. O que implica que as gerações vindouras serão substancialmente menores. Ainda que a fertilidade tenha um improvável repique, haverá poucas mulheres férteis, então o efeito de recuperação na população será limitado (é a chamada “inércia populacional”).
Uma situação muito séria.
No comentário anterior, onde se lê “Ainda que a fertilidade”, leia-se “Ainda que a fecundidade”