O conceito de mudança
A esquerda sempre falou em “mudança”, mas nunca entendeu o conceito de “mudança marginal”. Talvez porque não gostasse do termo marginal ou porque marginal não casasse com suas pretensões megalomaníacas.
De qualquer forma, hoje o ministro Mantega tentou se mostrar bravo com o governo dos EUA. Não, não se trata das charges de Maomé (embora fosse interessante perguntar ao ministro o que ele acha da liberdade de expressão e, mais ainda, sobre direitos humanos). O ministro reclamou porque o governo dos EUA reclamou do aumento do fechamento da economia brasileira.
Em resposta, disse o ministro que o Brasil nem é lá o país com mais restrições à importação no mundo.
Qual o problema desta resposta? Ela erra o alvo. A reclamação é sobre o aumento das restrições. A resposta correta seria: o Brasil nem é lá o país que mais aumentou as restrições às importações no mundo.
Entretanto, o ministro, acreditem leitores, sabe que isso não seria verdade. Assim, mudou a resposta. Algo como um diálogo hipotético entre Obananma e Dilm-Jong-Il:
- Dilm-Jon-Il, por que você dá mordidas maiores no cachorro quente?
- Não reclama, Obananma, meu cachorro quente é infantil.
- Mas você percebe que vai engordar mais do que eu, que dou mordidas menores e mais pausadas?
- Não reclama, Obananma, meu cachorro quente é infantil.
- Mas o meu também é!
- Não reclama, Obananma, meu cachorro quente é infantil.
Quem você acha que ficará obeso mais rápido?
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