Quem privatiza (dá com uma mão), estatiza (toma com a outra)
Após vinte anos de ditadura militar, aprendemos que estatizar a economia não resolve. Bem, alguns aprenderam. Outros tomaram bomba na matéria e foram para as ruas queimar pneus ou invadir a embaixada dos EUA. Aliás, como disse o Reginaldo, não é a toa que países onde isto ocorre com tanta frequência apresentam produtividade tão baixa e não saem da pobreza: ninguém trabalha, só protesta…
De qualquer forma, nem sempre os que aprenderam querem ir trabalhar para um governo e, desta forma, muitas idéias ruins acabam prevalecendo nas políticas públicas. Por exemplo, o mesmo partido que mais privatizou nos últimos meses, o da presidente Rousseff e aliados (Maluf, Sarney, Kassab, etc) também é o mesmo que mais estatizou…em oito anos.
É interessante pensar nisto. Pragmatismo é a palavra. Por isto a “militância” nem mostra mais a cara: jogaram tanto o argumento da “ética” na política e da “palavra” supostamente verdadeira de seus documentos na cara dos outros que agora, após notarem que são idênticos aos outros partidos, escondem-se no que lhes resta antes de encarar a verdade: o cinismo (“se eles fazem, nós também podemos fazer”).
Economicamente, não preciso dizer ao leitor deste blog que estatizar não é a solução. Seria chamá-lo de leitor burro, desinformado e que não lê. Sim, há muita gente assim, mas não entre os meus leitores mais antigos…
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Professor,
Os nossos economistas heterodoxos nÃo aprendem com o passado, infelizmente! Mas isso nÃo é um capricho apenas dos economistas heterodoxos brasileiros.
Basicamente, eu vejo que a América Latina pode ser dividida em dois grupos: o grupo dos países que estÃo fazendo o serviço de casa (Chile, ColÔmbia, Peru e México) e o grupo dos países bolivarianos (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia e Equador).
Adivinha qual grupo terá países desenvolvidos no futuro?
Recentemente, eu li uma entrevista do ministro das finanças do Peru, na qual, ele dizia que a previsÃo é de que em 20 anos a economia peruana superará a economia argentina assim como já fez a economia colombiana.
A carga tributária do Peru é de 21% do PIB! Eu adoraria que o Brasil tivesse uma carga tributária dessas!