Intolerância: o caminho para a perpetuação das ditaduras
Tem horas em que eu me lembro de alguns filmes. O “Intolerância”, de Griffith, filme mudo de 1916 é um que deveria estar na pauta dos professores em escolas, não apenas no Brasil, mas lá no Irã, no Egito, ou em qualquer outra teocracia islâmica (islâmica? muçulmana? Sei lá.).
A melhor coisa do mundo é ligar religião ao governo, promover-se presidente e censurar qualquer atitude considerada desrespeitosa à sua crença. Foi assim no nazismo e é assim no Irã e assim se pensa em diversos grupos espalhados no mundo árabe. Aqui, no odiado mundo ocidental (odiado por 99% dos supostos professores de geografia e história brasileiros), a tolerância ainda é a marca que nos torna mais humanos do que estes radicais e isto foi belíssimamente captado por esta irônica matéria da The Onion.
Talvez, no Brasil, alguns padres (muitas vezes envolvidos em práticas sexuais obscuras) reclamem. Mas ninguém é assassinado por isto. O Papa não emite uma sharia fatwa exigindo a morte de cartunistas. Nos EUA, a tolerância é maior ainda. Mas, para alguns, desenhar o tal Maomé é pecado capital. Desenhá-lo com um capacete, nem pensar. Com calção Adidas, nunca! Fazer um filme mostrando que ele transou com alguma Maria Madalena, claro, causaria uma histeria coletiva.
A The Onion conseguiu resumir tudo isto em uma pequena, divertida matéria. Sua mensagem é poderosa e clara. Ah sim, existe “Intolerância” em DVD. Vou revê-lo no sábado. Comprei-o há algum tempo – sempre achei este filme maravilhoso, ainda mais para 1916..baita produção! – e esperava uma oportunidade de esquentar o aparelho de DVD. Bem, aí vou eu. Vou tomar umas cervejas no sábado, durante o filme, em homenagem a Osama Bin Laden, Maomé e nossos intolerantes brasileiros, desde a esquerda até a direita, passando por supostos libertários, conservadores e liberals (os socialistas/social-democratas norte-americanos, aqui, erroneamente traduzidos como “liberais”).
- Publicado em: Uncategorized

Esta obra está licenciada sob uma