Capital Humano no Brasil – os bebês
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É ótimo saber, claro, que pais cuidam da saúde da garotada. Mas é ruim saber que eles não entendem bem o que é isto. Temos 51% dos entrevistados mostrando que sabem a importância dos pediatras, mas só 11% fazem o dever de casa de “proporcionar estímulos auditivos, visuais e táteis” das crianças.
De certa forma, estes estímulos dizem respeito não apenas à saúde, mas à educação. Sem falar na pouca importância dada a “estabelecer limites” (17%), o que explica porque alguns alunos se acham donos da verdade, mostram comportamento anormal, anti-social e arrogante. Converse com alguns pais e você descobrirá que os mesmos pensam que isso tudo é sinônimo de boa criação. Aparentemente, ir à creche ou à escolinha é menos importante ainda (6%). Bons exemplos dos pais, vá lá, recebe um positivo de 17% da amostra.
Parece que o resultado nos permite especular que muitos pais e mães não entenderam que trabalhar fora não é sinônimo de terceirizar a criação dos filhos. A geração seguinte é quem manterá a economia do país em marcha e, para ser cínico, a sua aposentadoria pública. Logo, criar bem é garantir cidadãos felizes (e seu fluxo de renda mensal do INSS).
O modelo psicopedagógico de “liberdade sem limites” já fracassou de maneira estrondosa. Basta ver a quantidade de pais e filhos que não entendem a vida em sociedade soltos por aí, com o mesmo direito a voto que o do leitor.
Bela pesquisa e que vem a calhar. Quer melhorar o capital humano do país? Crie seus filhos direito.
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