Dizer que Sargent é “keynesiano” é tão sem sentido que dispensa correções. Aliás, eis aqui mais um dos tantos resumos que encontrei na blogosfera. Este foi um Nobel para a macroeconometria sim. Contudo, foi também um Nobel para os avanços da Ciência Econômica feitos por gente que nunca se preocupou com rótulos sem sentido.
outubro 2011
outubro 11, 2011
outubro 10, 2011
Mais sobre o Nobel
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: Nobel, Sargent, Sims |Leave a Comment
Os leitores que também estudam Economia acharão interessante ler este documento, sobre as contribuições de Sargent e Sims. Não é difícil perceber a importância dos mesmos. Há vários anos eu defendia, neste blog, que Sims ganhasse o Nobel. O significado de sua contribuição para a economia se encontra em toda metodologia macroeconômica moderna.
Sargente, como já comentei, é outro que merecia o Nobel faz tempo. Acho que o prêmio, como disse o Selva Brasilis, voltou ao foco correto, que é o de premiar a obra científica dos autores.
Quando Krugman ganhou o Nobel, vários pterodoxos insinuaram que o prêmio mostrava a relevância de idéias keynesianas e anunciavam o fim da economia, tal como a conhecemos (nem Krugman chega a este grau de ingenuidade…). Bem, com o prêmio de hoje, imagino que os mesmos pterodoxos terão que rever seus conceitos.
A macroeconomia novo-clássica – e também a macroeconomia novo-keynesiana – ainda são os pilares do que se faz hoje (inclua aí o pessoal de real business cycles e temos 99% do que há de sério por aí) em economia. Os que pretendem substituir a teoria econômica por arroubos ideológicos podem tirar o cavalinho manco da chuva.
outubro 10, 2011
A blogosfera já anunciou e comentou, portanto eis minha opinião sucinta: nobel muito bem dado. Quem me acompanha sabe que sempre achei que Sims merecia. Sargent então, nem se fala…
outubro 9, 2011
Ontem finalmente assisti o “Em busca da felicidade”, com Will Smith e filho. Maior lição econômica do filme, para mim, é: vantagens comparativas são muito importantes. A habilidade do personagem de Smith com números, quando finalmente canalizada, resulta no final feliz do filme.
Se o pessoal da “política industrial porque vantagem comparativa é dinâmica” interferisse na vida do coitado, aposto, o final do filme seria outro. Provavelmente ele ficaria nas ruas, mendigando, enquanto tentava, com um sopão diário do governo, digamos, pensar em qual seria sua “vantagem comparativa dinâmica anti-neoclássica”. Iria ser divertido ver um filme destes modificado por um pterodoxo. Divertido para mim, não para o personagem, claro.
outubro 9, 2011
outubro 9, 2011
Várias
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: Economia do Setor Público, ENEM, era Reagan, is-lm, Política monetária, R, setor público, Volcker |Leave a Comment
1. Enem e o salário dos professores: há relação? - Esta é uma discussão que precisa ser feita, sem rodeios. Erik levantou a bola.
2. A política monetária da era Reagan é uma boa opção para Bernanke?
3. Mansueto volta ao tema dos gastos com pensões e suas distorções tupiniquins.
4. IS-LM: um bom resumo do debate, por Ronald.
5. R e Stata e o logit multinomial.
6. O filme que você não verá neste “gigante” mercado que é a “poderosa” economia brasileira. (p.s. esta história dos nacional-inflacionistas se acharem e começarem com esta de dar conselhos às economias verdadeiramente desenvolvidas é risível. O argumento dos caras, para estes “carteiraços” é, metaforicamente, este: “Somos uma tribo de canibais e não fomos atingidos pela crise das grandes potências porque nossa economia é uma economia de tribo de canibais. Logo, todos vocês deveriam abrir mão de tudo e reverterem suas economia a tribos de canibais…”).
outubro 7, 2011
Escola de Verão de Desenvolvimento
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A FEA-USP está com um projeto interessante e o Renato Colistete me enviou esta dica que sou obrigado a divulgar. Confira mais aqui. Se você é um aluno de mestrado ou doutorado interessado em participar da Escola, não perca tempo.
outubro 7, 2011
Tombini levará um puxão de orelha e os nacional-inflacionistas vão culpar o capitalismo neoliberal globalizante que só existe em suas cabecinhas confusas. Mas o fato é que quem é mais pobre acabou de ganhar um presente da equipe nacional-inflacionista: mais inflação.
outubro 5, 2011
Os meios de comunicação brasileiros, em sua terrível falta de profissionalismo, continuam condenando o Tea Party e se calando perante este movimento. O pior é ver dono de boteco (desculpem-me os donos de botecos, mas alguns de vocês se auto-denominam intelectuais e falam bobagens) falando, de dentro de seu bar em São Paulo ou Rio de Janeiro, sobre acontecimentos que sequer conhece, exceto…pela própria TV.
outubro 5, 2011
Não somos tão criativos assim
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: índice de criatividade |Leave a Comment
Estes índices são sempre complicados e tudo o mais, mas são melhores do que nada. Ei-lo.
outubro 5, 2011
…a produtiva tarde de hoje. Adicionalmente, descobri que tenho que ler um bocado de coisas para amanhã.
outubro 4, 2011
outubro 4, 2011
Quais os custos e benefícios de se pagar uma turnê pela Bulgária relativamente a uma visita à Alemanha?
Dica: o ministro das mantegadas não passa um dia sem puxar a orelha dos países desenvolvidos, mas nunca da Bulgária que, aliás, nem é muito relevante mesmo (neste caso, creia-me, o ministro tem razão em não falar nada sobre a Bulgária!).
P.S. Na época de FHC, uma viagem destas seria alvo de CPI para saber se era ou não turismo. No Brasil moldado pela esquerda, até juíza pode ser assassinada por policiais que o governo só faz falar mal de Gisele…
outubro 3, 2011
História do Teorema do Envelope
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: História do Pensamento Econômico, lema de Shephard, teorema do envelope, teoria microeconômica |Leave a Comment
outubro 3, 2011
A bagunça em sua mesa é como você se (des)organiza, mas a bagunça em uma área de uso comum é sinal de que a sociedade é ineficiente.
outubro 3, 2011
Atenção: dia 10 de outubro é a data para o anúncio…
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…do Prêmio Nobel de Economia.
Meus palpites são os de sempre:
1. Gostaria de ver Christopher Sims ganhar pelo conjunto da obra
2. Outro que, embora novo, eu gostaria de ver como vencedor é John Taylor.
3. Há quem diga que o momento atual é propício para que Gordon Tullock ganhe o Nobel por mostrar a relevância das falhas de governo, mas creio que Buchanan já ganhou por este motivo. Talvez Alberto Alesina seja um nome mais adequado (e ele aparece rondando as apostas este ano…), mas pense também em William Nordhaus.
4. Tentei pensar em outro nome, mas deixo para meus dois leitores.
outubro 2, 2011
Quando venderão o Kindle Fire no Brasil?
outubro 2, 2011
Hawaii, Diplomacia e Guerra
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: estados unidos, hawaii, história, japão |Leave a Comment
Qual a relação entre a disputa nipo-americana sobre o Hawaii (Havaí) e Pearl Harbor? Bem, parece que uma foi o prelúdio do outro como relata esta resenha crítica de um recente livro sobre o tema.
outubro 1, 2011
Ou então ficar de castigo. Vejam só o tamanho do problema.
outubro 1, 2011
Estes safados não querem que a Palestina esteja na ONU! Abaixo os iranianos!
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outubro 1, 2011
outubro 1, 2011
outubro 1, 2011
Mais uma coleção de história do Brasil
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: América Latina, guia politicamente incorreto da américa latina, guia politicamente incorreto da história do Brasil, história do Brasil, história econômica |Leave a Comment
Esta parece interessante. Veja a entrevista da organizadora. Velhos mitos e velhas falácias continuam caindo por terra. Quanto tempo isso levará para atingir os maltratados alunos do ensino básico e médio, é outra questão. Mas eu recomendaria os dois guias politicamente incorretos do Narloch como fonte de questionamentos contra os falsos mitos.
outubro 1, 2011
Por que a China se tornou uma “ameaça”?
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: China, economia de mercado |Leave a Comment
Ok, vamos pensar um pouco em como a China se tornou uma “ameaça” para os industriais. Lá pelos idos de 2004, na administração da Silva, que gerou esta nova administração, a Rousseff, resolveu, suspeito, com certa gama de ideologia de “países não-alinhados”, que reconheceria a China como economia de mercado. Qual era a vantagem disto?
Qual foram as palavras de importante autoridade governamental na época?
Furlan confirmou que o Brasil reconheceu a China como economia de mercado e disse que isso não vai trazer prejuízos ao país.
“O Brasil não abriu mão das salvaguardas que tem (de acordo com a regras da OMC) e também não abre mão das tarifas de importação”, informou Furlan.
O ministro disse ainda que os contenciosos comerciais entre os dois países são poucos e não envolvem setores que empregam mais mão de obra no Brasil.
Ou seja, se reconhecer a China como economia de mercado não é um problema para os empregos com mais mão de obra no Brasil, e se, além disso, seguimos as regras da OMC, tudo bem, certo? Um estudioso de história econômica do Brasil poderá nos dizer, no futuro, o que mais estes acordos diziam, suas ligações com interesses empresariais específicos, bem como as motivações econômicas subjacentes ao acordo, por parte dos políticos da situação (administração da Silva e atual administração Rousseff).
E o que isso tudo tem de tão barulhento? Bem, quando uma economia é considerada, para fins da OMC, uma economia de mercado, ela se sujeita às mesmas regras dos outros membros da OMC no que diz respeito a processos antidumping. Como isto funciona?
Claro que há algum debate sobre o tema, como se vê aqui e aqui. Mas até aí, o ponto é que os industriais ou se fizeram de bobos, ou realmente acharam que o governo brasileiro estudou bem os impactos econômicos desta decisão (= não é só com regra de três e nem sem alguma seriedade estatística) na economia antes de, voluntariamente, aceitar a China como economia de mercado.
Bem, isso foi 2004. Os mesmos industriais foram lá às urnas, disseram para todos que gostaram do que viram, que a esquerda, cujo discurso anti-empresarial nunca mudou agora era uma aliada, que isso e aquilo e tudo o mais. E o comércio externo continuou muito favoravelmente ao Brasil – em termos do Balanço de Pagamentos – e então, de repente, em 2011, em um intervalo de tempo pequeno, somos bombardeados com matérias sobre o que a FIESP pensa disso tudo…8 anos depois.
Contudo, o argumento é muito vago. Fala-se de a China não ser uma economia de mercado porque produtos chineses chegam aqui ilegalmente (parte deles), o que me parece muito mais um problema do governo – cujos gastos aumentam a cada ano – ser incapaz de combater a corrupção nas aduanas e também a burocracia do setor. Cadê a infra-estrutura que os amigos socialistas da FIESP prometem a cada ano? Por que os industriais não cobram isso com a mesma veemência que pedem o cartão vermelho para a China é um mistério (aparentemente).
Outro argumento é que há superávit na balança comercial, mas não para a indústria (na matéria, vagamente chamado de “setor manufatureiro”). Como se sabe, em uma economia de mercado – a mesma que se usa em discursos mais superficiais como este – não há porque todos os setores da economia ganharem sempre mais fatia de mercado o tempo todo e em qualquer lugar. Quem é mais eficiente, sim, progride. Quem não o é, perde ou é mesmo expulso do mercado. Assim, esta é uma queixa descabida e qualquer funcionário público do setor pode rebater o argumento, simplesmente usando a lógica econômica básica e as leis da WTO (OMC).
Mesmo assim, insistindo nesta tese de que China é uma ameaça, então fico a pensar em porque empresários ajudaram a reeleger o sr. da Silva e sua sucessora (o benefício deve ter sido maior do que o custo, para eles. Como? Pense um pouco e você encontrará alguns possíveis candidatos a hipóteses…). Também me pergunto sobre o porquê de tanta demora para falar de OMC e China. Não houve alguém que mostrou algum estudo sério sobre estes impactos no governo ou nas entidades sindicais de empresários (e, claro, dos trabalhadores, que também adoram reclamar de competição)?
Havia alguma pesquisa séria em 2004 sobre o tema? Ou foi tudo uma sequência decisões pensadas com o improviso típico do ex-presidente, sem base alguma em estudos estatísticos? A ameaça da China me parece muito mais uma ameaça de um setor industrial que, às custas de lutar por uma economia oligopolizada, esquece-se de que, no final, a eficiência econômica é que prevalecerá.

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