julho 2011


Eu não respondo sozinho: tenho vários colegas juntos para falar sobre cada aspecto desta área ainda pouco explorada no Brasil. Como falamos? Por meio de um novo livro cujo título está aí no alto. A ficha completa do livro está aqui.

Lendo um intrigante texto do Erik…

A medicina cubana é pior do que a brasileira, segundo ações de Chávez.

Uma assinatura digital do Estadão – ao invés da de fim-de-semana – e uma impressora wireless fazem a gente ler mais? Usando um microdado (sim, eu mesmo), posso dizer que sim.

Eu sempre achei que leria menos com um jornal digital em…digo, na tela. Engraçado como aconteceu o oposto.

Nosso capítulo (Leo Monasterio, Noguerol e eu) está no livro cujo anúncio de premiação foi feito aqui, há uns dias. Agora é oficial. Living Standards ganhou o respeito da comunidade de história econômica (ver: Associação de História Econômica da Espanha). Não é todo o dia que a gente ganha o respeito na Espanha e na América Latina…

O livro foi organizado por Coastworth, Challú e Salvatore e foi um longo caminho até sua publicação. Bem, agora é abrir (mais) uma(s) cerveja(s)!

Sensacional dica do SB (a matéria é ótima e a moral da história, imperdível).

Em poucos dias, o lançamento de um novo livro de Teoria Econômica do Direito (Law and Economics) no Paraná. Lá estou eu no capítulo 13…

…e eu também. O otimismo de Alston e Mueller é algo a se ler e pensar, mas eu não vejo muitas mudanças institucionais pró-desenvolvimento quanto vejo as que elevarão nossos custos…

onu E GOVERNO BRASILEIRO…

Parece que é 99% unânime entre blogueiros sérios, mas certamente há sólidos argumentos não-nacional-inflacionistas aqui e ali.

Claro, com este “povo” tímido, que é o brasileiro quando comprado ou anestesiado, também não vamos muito longe…

O que pensar disso?

p.s. é isso que a FIESP homenageia. Não há qualquer risco de desindustrialização no Brasil. Nem de que se alcance algum nível de eficiência econômica digna do nome.

Gustavo Franco dá uma bela aula sobre a moeda no Brasil pós-1929.

… Economia & Tecnologia. Recomendo.

Autopromoçao deslavada mesmo para caramba
O livro Living Standards in Latin American History: Height, Welfare, and Development, 1750-2000 ganhou o prêmio de melhor livro de História Econômica da América Latina e Hispânica da Associação Española de Historia Económica. Entre outros artigos, a obra contém o texto das alturas dos brasileiros (versão antiga) feito por Nogueról, Shikida e este que vos tecla. O livro também ganhou uma resenha bem positiva na Economic and Human Biology (valeu, Colistete, por nos avisar).

Direto do Blog do Leo. Já estou pensando nas comemorações… :)

Há quem diga que o sujeito só se importa com o seu lugar no ranking, dado que este aumentaria as suas chances no mercado de trabalho. Há quem diga que o sujeito ganha em habilidades, produtividade e outros quesitos úteis ao mercado de trabalho. Claro que você pode pensar em algo misto. De qualquer forma, esta é uma discussão em aberto.

p.s. Estas transparência do Caplan resumem o argumento da sinalização.

1. O livro está bem traduzido mas apresenta uns erros de grafia (e, claramente, lá no final do livro, um box foi transformado inadvertidamente em texto, aposto) chatos que, embora não sejam muitos, incomodam. Há também uma ou duas traduções erradas (a estratégia do policial mau/bom ganhou uma tradução indigna do restante do texto…) ou frase cortadas (parece-me que uma ou duas, salvo engano).

2. As autoras fizeram um livro que não apenas nos ajuda a ensinar economia séria (não a pterodoxa, nacional-inflacionista), mas também nos dá boas dicas sobre incentivos em relações tão importantes quanto o casamento.

3. Em relação aos livros de auto-ajuda, este tem uma imensa vantagem: usa pesquisa científica como argumento, não aquele besteirol habitual. O texto flui rapidamente com o constante bom humor das autoras.

O livro ganhou nota 9 (os erros da editoração são muito incômodos).

Outra notícia triste.

Excelente crítica do Leo.

Eu já disse que o R 2.13.1 está disponível para download?

…estão ótimos. Continuo com a nota 10 para o mesmo.

Mas o que pouca gente lembra é que:

…os incentivos que não demandam esforço mental – recer mais dinheiro ou trabalhar melhor – podem ricochetear se você não os desenhar sabiamente. [Szuchman, P. & Anderson, J. Spousonomics]

É uma observação importante, mas que nem todos entendem…

Um blogueiro resolveu me investigar e o resultado está aqui. É difícil entender o que ele escreve – porque o português deste americano de esquerda não é lá muito fácil de se entender – mas é divertido ver como o blogueiro brinca com redes sociais além de me elogiar quando compartilho de algum site que ele gosta e me xingar quando cito sites que ele vê como o pior da blogosfera.

Eu sabia que incomodava, mas é uma honra ser investigado com tanto esmero.

p.s. por que ele nunca me enviou o “relatório” é-me um mistério. Seria um prazer salvar documento tão trabalhoso em minhas pastas…

Com pouquíssimo erros no livro (provavelmente traduções “emboladas”), Spousonomics segue como um excelente livro.

O Cristiano Gomes não gostou e este comentarista também não se entusiasmou muito. De minha parte, o filme  é muito bom. O roteiro é uma mistura das duas primeiras temporadas (resumidas em dois filmes) e no último filme da série, antes da “ressurreição” no final de 2009.

O que é interessante? O personagem de Susumu Kodai e a de Yuki Mori ficaram mais bem trabalhados (quando vir o filme, você entenderá). Os efeitos especiais? Gostei. Achei bons. Não estamos falando de Hollywood, mas a computação gráfica me agradou. O roteiro agradará aos fãs que conhecem toda a saga do Yamato (os cinco filmes) e alguns que só viram as duas séries que foram transmitidas no Brasil.

A história da saga do mais famoso (talvez) desenho japonês dos anos 80 é repleta de percalços com a briga entre o desenhista de mangás, Leiji (Reiji) Matsumoto e o produtor Yoshinobu Nishizaki. Reveses com o Yamato 2520, o fracasso da promissora “Shin Uchuu Senkan Yamato” e seu sucessor (pós uma das disputas judiciais entre os dois e a fabricante de brinquedos cujo nome me falta agora), o “Dai Ginga” (ou “Dai Yamato Zero Go“) pareciam deixar aos fãs um futuro sombrio…até que, em 2009, Nishizaki lançou o “Yamato: Ressurreição”. Entretanto, o desenho não foi tão bem assim (hoje, após assistir o live action, prefiro muito mais este ao desenho de 2009). Para piorar as coisas, Nishizaki faleceu poucos dias antes do lançamento deste último filme, o que torna o futuro da série mais incerto pois não se sabe o que seu filho, e dono da Enagio, fará.

Qual o problema? Bem, o filme de 2009 abre as portas para mais um filme (ou série), pelo menos, dado um evento relacionado a Yuki Mori. Talvez o sonho deste fã seja ver Matsumoto e Nishizaki colaborando (algo que me parece impossível), já que Toshio Masuda (o diretor da primeira série e também do famoso “Tora tora tora”) e Hiroshi Miyagawa (o maestro e compositor de boa parte das músicas “épicas” da série) já faleceram.

Enfim, eu, ao contrário do Cristiano, dou nota 8 para o filme. Entretanto, lembrem-se que sou um fã, não posso ser levado muito a sério nestes julgamentos.

p.s. o chato nesta história toda é que Matsumoto fez uma releitura da saga (antes do filme de 2009) em uma série de jogos para Playstation que você praticamente não encontra aqui, no Brasil…

…não é a toa que a esquerda quer mudar até os livros escolares. Se você não acredita, considere esta última leitura do Erik.

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