De Gustibus Non Est Disputandum

Porque não existe almoço grátis

Coisas que não entendo

Os jornalistas brasileiros não podem ouvir falar de “Wikileaks” que é uma festa na redação. Entretanto, ninguém toca no tabu da presidenta: seu apreço pelo sigilo eterno. Não é que a história brasileira deve ser feita de forma acorvadada? Os historiadores, que até agora não reclamaram à altura de Clio, deverão contar histórias falsas para todos porque…os documentos oficiais têm sigilo eterno.

Imagine se um Julian Assange aparece no Brasil e publica os documentos. O que dirá a esquerda, que sempre se diz a favor do jornalismo livre? Bem, no momento, sem Julian Assange, as preferências reveladas da esquerda nacional (e dos políticos de outros partidos, barulhentamente silenciosos) mostram que político brasileiro gosta de censura. Eles podem ver meu CPF, podem até permitir que um CD com dados dos contribuintes saia da Receita Federal e seja vendido na rua sem muita preocupação.

Mas quando o assunto envolve os “representantes” do povo, parece que todo sigilo é pouco.

Engraçado mesmo como nenhum filósofo, jornalista militante ou historiador tem se manifestado sobre o assunto. Pois é, Julian Assange só é bom quando o documento secreto é do governo dos EUA. Para o Brasil, pelo visto, vale a lei da selva.

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