março 2011
Arquivo mensal
março 7, 2011
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Empresários brasileiros, pelo menos os que vejo nos jornais, passam metade do tempo reclamando da China. A China isso, a China aquilo, etc. Como já diziam os antigos: é o velho medo da concorrência.
Tanto os empresários são assim que, quando Gustavo Franco foi à FIESP dizer que não mexeria na taxa de câmbio, os socialistas (ou o Skaf não foi para o PSB?) prometeram nunca mais chamá-lo para nada.
Recentemente, no Fórum da Liberdade, na sua sucursal mineira, ouvi, espantado, um empresário que se declara liberal dizer que, sim, prefere um subsídio a nenhum por causa…da China.
Então a China é a bola da vez. Nos anos 80, era o Japão, mas não tínhamos tanto problema porque o curral da fazenda estava fechado e globalização era algo que nem passava pela cabeça dos brasileiros.
Diante disso tudo, vou dar meus pensamentos que não valem dois centavos: não chore. A vida é dura e você, empresário, está aqui para mostrar à sociedade as virtudes do empreendedorismo. Fica feio chorar porque não quer enfrentar a concorrência. Fica feio reclamar da carga tributária e correr para a fila dos subsídios por causa do Bruce Lee (ou do Jet Lee). Faça o seguinte: invista na qualidade da formação dos brasileiros – seus potenciais empregados – e você verá como tudo ficará mais fácil. Lembre-se: não é apenas derramar dinheiro em uma ONG que diz educar os outros mas prega o fim do capitalismo. Não seja tão idiota com seu dinheiro, invista na qualidade do que se ensina. O dinheiro é seu, você tem todo o direito de pedir que o currículo seja sério, decente, com o mínimo de doutrinação possível. Empregados doutrinados não são produtivos, são só pontos retransmissores de discursos malucos. Empregados educados são os que conhecem vários pontos-de-vista, por exemplo, na Filosofia, e são capazes, por si mesmos, de escolher o que acham ser o mais adequado para suas vidas.
Acho que ainda é tempo. Confio na burrice decrescente ao longo do tempo (acho que sou um iluminista otimista) e acho que um dia sairemos do nível incivilizado e selvagem de hoje, no qual nem políticas públicas são avaliadas e, quando o são, as análises são ignoradas pelos políticos e, pior, pelos pagadores de impostos.
Mais qualidade na educação, melhor ciência, soluções mais eficientes.
Precisa mais?
março 7, 2011
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Em homenagem ao ranzinza SB, aqui vai uma reportagem que mostra porque a selva é a selva. Faltou falar que os pais têm de incentivar o(a) filho(a) a ler e estudar. Claro, tem que ensinar que não há limite de tempo para se ler e estudar.
março 7, 2011
Este livro é um dos resultados dessa linha de pesquisa e, como tal, ele se desenvolve num plano distinto daquele em que o assunto costuma ser abordado em nosso país. Seja nas matérias jornalísticas, que em geral possuem como centro uma entrevista em que uma personalidade política ou por um integrante da Rede de Revitalização que coloca, em tom de magister dixit, a sua opinião, ou que são elaboradas por jornalistas que “cobrem” a área e que não raro participam, eles próprio (sic), da Rede, seja nos blogs e sítios da internet ou nas revistas que no Brasil se dedicam a acompanhar o tema. O material que apresentam quase nunca está amparado em fontes de dados, marcos analítico-conceituais, referências metodológicas, instituições acadêmicas, trabalhos científicos de analistas de competência reconhecida, etc”. [Dagnino, Renato. A indústria de defesa no governo lula, Expressão Popular/FAPESP, 2010, p.18-19]
Este trecho me animou a investir na leitura deste livro. Sabemos muito bem que a qualidade de certos argumentos, no Brasil, é péssima. Tudo porque se insiste no desprezo à ciência (por motivos ingênuos ou politicamente mal-intencionados), sob uma desculpa estranha de que, “no Brasil, a gente não precisa disso, companheiro, basta olhar nos olhos do povo”.
Este Dagnino teve muita coragem de escrever este trecho. Já está de parabéns, independente do restante do livro. Mas eu vou lê-lo sim. Em breve.
março 7, 2011
Claro que toda análise de uma série de tempo começa por uma bela examinada do gráfico da mesma. Nada mais natural. Mas a econometria não foi feita para “confirmar” a intuição do pesquisador porque, aliás, o certo seria “não rejeitar” e, adicionalmente, só a vaidade e a pretensão fariam um pesquisador bater o pé em sua intuição a despeito do que os testes estatísticos dizem.
Eventualmente, a lupa (intuição) do mané pode até ser não rejeitada pela econometria. Mas nem sempre isso acontece. Assim como a Economia não foi criada para aceitar (não rejeitar) o que você pensa da realidade, e sim para testar sua intuição, a Econometria não foi feita para dar o aval a qualquer intuição que o sujeito veja no gráfico.
p.s. o mais fascinante é que a econometria evolui, possibilitando-nos usar novos testes contra os antigos e rever vários resultados importantes. Mas nada disso seria possível com a atitude “cabeça-de-Word” de que: “X ou Y é óbvio no gráfico”. A única coisa óbvia, em ciência, é a nossa ignorância (claro, como disse Ronald Coase, a ciência é o resultado dos interesses particulares dos cientistas e, portanto, outra coisa óbvia é a vontade de poder de certos cientistas…).
março 7, 2011
Clique na figura para ver mais.
março 7, 2011
A esquerda norte-americana, cuja hipocrisia relativamente ao ditador pode ser notada – com uma ironia impecável – aqui.
março 6, 2011
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Por dois motivos simples: este e este.
março 5, 2011
Bom, é isso gente. Política monetária é importante demais para ser deixada nas mãos de quem não entende de política monetária (ou mesmo para leigos psicopatas com acesso à mídia). Eis um trabalho interessante sobre política monetária e inflação.
março 5, 2011
O SB tem esta ótima dica sobre uma auditora que deveria cuidar das contas do FED e…bem, assista o vídeo.
março 5, 2011
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Em resumo, após a constatação de que a Petrobrás tem uma dívida com as três, as mesmas negam que falte dinheiro para outros bancos. Deve ser a contabilidade criativa. Senão vejamos, tenho 4 bananas, empresto 2 bananas para Serginho. Logo, sobram 2 bananas. Até que outras bananas sejam colhidas do pé, de fato, tenho 2 bananas. O pessoal dos bancos públicos, entretanto, está afirmando, das duas uma: (a) não sabem fazer conta (eu não deixaria meu dinheiro lá…) ou (b) vão pedir para que o papai-governo emita mais dinheiro o que causará inflação (e não venham me falar de debates sobre a Teoria Quantatitativa da Moeda, sabemos muito bem que não é preciso recorrer a tal teoria para constatar o item (b)).
É meio decepcionante que, nesta administração de esquerda, os donos do dinheiro público resolvam tributar até download de filmes legalmente comprados no estrangeiro (em um incentivo gigantesco para que todos façam pirataria) e prefiram não usar da honestidade econômica ao tratar…do dinheiro público.
março 5, 2011
março 4, 2011
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Milton Friedman deu conselhos para Pinochet. “Oh, pecado, pecado!”, gritavam os esquerdinhas.
Milton Friedman também assessorou o governo chinês…….nenhum gritinho dos esquerdinhas.
O diretor da orto-heterodoxa London School of Economics achou jóia receber dinheiro do ditador líbio….nem uma cartinha da capital para citar o fato.
Enfim, assim pensa nossa esquerda.
março 4, 2011
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O bar ganhou uma propaganda gratuita aqui. Eles parecem já conhecer sua demanda. Veja só:
Note que você tem um pedido para possíveis 40(!!) chopps, 20 cervejas (“pilsen”) , 20 cervejas (“amber”/”weiss”) e, o resto, são pedidos que chegam, no máximo, a 10 unidades. O viés da amostra coletada, contudo, é bem claro, não? ^_^
março 2, 2011
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Quase todo mundo na estante. Entretanto, meu História Monetária do Brasil (essencial para uma pesquisa) e meu Industrial Organization, do Oz Shy estão absolutamente desaparecidos. Mas cansei de procurar. Só volto à caça mais tarde.
março 1, 2011
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Mais um para minha página de paródias.
Prova de Micro (paródia)
“Agora a micro vai pegar!”
Tô chegando aí bicho
Tô chegando e é de bicho
Pode parar com essa história
De dizer que tá difícil
Eu tô!
Que eu tô chegando
Tô chegando e é de bicho
Pode parar com a algazarra
Pode parando com isso…
Não dá bobeira não
É otimização
Livro do Varian é só conceito “pra” estudar
Não vem com ideia não
Quero otimização
Estude muito que hoje o bicho vai pegar
Chegou!…
Prova de Micro
Osso duro de roer
Pega um pega geral
Também vai pegar você…(4x)
Exercício aqui!
Teoria ali!!
Vamos estudar!
Tô estudando e vou passar
Fez diferente
Vai ser repetente
Sai da minha frente
Sai da minha frente meu irmão
Não!
Não vem com isso não
Tô chegando e é de ladrão
A Cobb-Douglas eu pego
Uso a restrição
Deixe tudo de lado
Calcule a inclinação…
Não dá bobeira não
Vai dar reprovação
Cê deu bobeira
Não tem história prá contar
Não vem com blá-blá não
Vai dar reprovação
Conversa muito que assim
O bicho vai pegar…
Tem dia que o aluno chora
Mas é porque não estuda
Você tenta sair fora
Mas a prova te puxa
Hoje pode ser meu dia
Pode até ser o seu
A diferença é que eu vou embora
Cada um faz o seu…
Prova de Micro
Osso duro de roer
Pega um pega geral
Também vai pegar você…(4x)
Muro de preguiça
Vou te derrubar
Estude o Varian
O pau vai quebrar
Prova de Micro
Osso duro de roer
Pega um pega geral
Também vai pegar você…(4x)
Não dá bobeira!
março 1, 2011
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…artigos parados serão retomados. Falta achar um livro importante para o artigo com o Ari e o Erik. Já o outro com Reginaldo, Fred e Ari, neste eu mexo hoje ou amanhã, nem que tenha que cuspir sangue!
março 1, 2011
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Quer saber mais? Então veja nosso artigo no Cato Institute, recém-publicado.
Claudio D. Shikida, Ari Francisco de Araujo Jr., and Pedro H. C. Sant’Anna
Why Some States Fail: The Role of Culture?
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