Tudo por causa do plágio. Plágio é coisa séria. Deve ser uma vergonha para os companheiros de trabalho do cara, nesta hora. Por que perda de credibilidade? Porque, toda vez que um acadêmico faz um plágio, o resto dos membros do departamento viram potenciais suspeitos (já que há artigos e artigos em co-autoria). Pareceristas não olharão com muita paciência artigos vindos do mesmo departamento (sim, eu sei que não é correto, mas em comunidades científicas minúsculas, como a brasileira, este efeito é maior do que, digamos, nos EUA).
Isto sem falar nas piadas que os alunos certamente farão – ainda que em voz baixa (sabe-se lá a fúria de um professor plagiador na hora de avaliar trabalhos?) – sobre o professor e, eventualmente, sobre toda a universidade.
Agora, o mais interessante é saber como as universidades – inclusive as públicas – punem os plagiadores. A USP, outro dia, deu um péssimo exemplo, punindo, em um caso de co-autoria, apenas o plagiador mais – aí vou eu – hipossuficiente (advogados do mundo inteiro tiveram um momento de êxtase agora…).
Plágio é crime. Simples assim. Mas no Brasil, dizem, o crime compensa. E aí?