fevereiro 2011


A esquerda é ótima em grosserias. O ministro da Fazenda também levou a sua porrada.

Com Mubarak, foram tão rápidos…será que precisam espancar alguns jornalistas lá para que façam uma nova defesa pela liberdade de imprensa aqui?

E, claro, o pessoal do “temos-que-ter-controle-social-da-mídia” continua caladinho. O silêncio começou com a violência dos apoiadores de Mubarak contra os jornalistas, numa clara manifestação favorável ao bolivarianismo pró-controle social da mídia. Por que tanto silêncio?

O Estadão faz uma discussão interessante sobre a competição destas duas “redes sociais”. Em resumo, o Orkut perdeu. Se apenas predomina no Brasil, então é sinal de que não é uma rede social bem resolvida pois brasileiro está longe de ser xenófobo (apesar da esquerda brasileira sonhar com isso).

Há bons pontos em favor do Facebook e também do Orkut, mas eu diria é que são quase substitutos perfeitos. Esta história de que o sujeito não quer ter o trabalho de fazer o profile novamente no Facebook porque “dá trabalho” eu não compro. Isto é uma barreira ínfima.

O que sempre me intriga, quando falamos de redes, são os tais grupos de discussão. Já tive simpatia por eles, nos tempos dos pioneiros grupos do Yahoo, mas não consigo ver uma discussão interessante sair destes grupos. Digo, até há papo interessante e idéias bacanas, mas dificilmente a discussão avança. Ademais, quem tem tempo para trabalhar, discutir no serviço, beber 4 litros de água por dia, andar pelo menos duas horas por dia, comer frutas de cores diferentes…e participar seriamente de grupos de discussão que você ignora com um clique?

A discussão interessante – que não é feita nunca – é: como as empresas processam os dados individuais que os usuários fornecem nestas redes? Eis um ponto que valeria muito a pena estudar, não apenas pelo aspecto moral ou ético, mas também do ponto de vista econômico. Afinal, são dados úteis para estratégias de vendas…

 

O Cristiano está com uma promoção – em parceria com uma corretora cuja sede é aqui no estado – que vale a pena. Participe! Detalhes aqui.

Divertido texto do “Freakonometrics”.

É o “Valentine´s Day” com um pouco mais de “nerdice”…

Lá no Nepom, uma entrevista com um dos mais influentes membros que o grupo já teve.

Não é a língua original, mas a série completa está aqui.

Agora o governo acha que se o mercado discorda dele, é especulação. O discurso é idêntico ao de Chávez, claro, como não poderia deixar de ser.

Difícil é ter que ouvir que “este governo adotou políticas ortodoxas”. Ortodoxia exige um pouco mais de perspicácia do que isto aí que acabamos de ver…

No início dos anos 90 fui apresentado ao expressionismo alemão. Como todo mundo, o cartão de visitas foi o Metropolis, de Fritz Lang. Mas, graças ao Romero, um antigo amigo de cérebro avantajado, conheci também Caligari e Mabuse. Pois numa destas amostras de cinema havia a programação: Dr. Mabuse – o gênio do crime (ou “parte 1″), Dr. Mabuse – o inferno do crime (ou “parte 2″) e o, se não me engano, “Mil olhos do Dr. Mabuse”.

Pois o sujeito que fez o folder se enganou e vi a parte 1, os “mil olhos” e nunca vi a parte 2….até – pensava eu – algumas semanas (*).

Numa genial oferta, arrematei um box de filmes de Lang. Pensei comigo mesmo: agora verei a parte 2! Entretanto, embora a capa do DVD anunciasse o fim de quase 20 anos de espera, fui brindado com um documentário (que havia comprado no meio do ano, em São Paulo…na mesma busca…deixa prá lá). Obviamente a nota fiscal já estava no lixo.

Então, num destes “mercados livres” da vida, encontrei o dito cujo. Comprei-o. Chegou hoje. Conferi. Parece tudo ok. Se o DVD não tiver defeitos, será o fim de uma espera que já deve estar fazendo bodas de prata.

O irônico é que Mabuse não tolera atrasos (veja sua ansiedade com os “dez minutos” na parte 1). Eu também não gosto disto, mas tenho os poderes hipnóticos do mais famoso vilão do cinema alemão dos anos 30…

(*) todos os filmes, menos o famigerado “parte 2″ tinham exibições outras na mesma semana. Foi realmente chato na época ficar sem saber o desenrolar da primeira parte…

Claro que a patota tentará dizer que não é bem assim, mas o fato é que, ao ceder às pressões de parcela do empresariado (a que exporta mais do que importa para modernizar seu parque industrial), o governo importou, sim, inflação externa. A questão acadêmica de “quanto se importou” merece até um estudo, no futuro. Mas, agora, o importante é perceber que, quando você não estuda economia, dificilmente você entende o mecanismo de transmissão e, portanto, mais facilmente você é enganado por discursos mentirosos que dizem que a inflação “não é um fenômeno monetário” ou que “a culpa são dos alimentos”.

Vale a pena estudar economia…

Adolfo faz o trabalho de jornalista e mostra que nunca esteve nas intenções da presidenta fazer ajuste fiscal. O eleitor pode até ser comprado com um cargo de confiança ou com um pacote de arroz, mas o mercado nunca comprou esta balela.

Por outro lado, não será por muito tempo que a contabilidade elementar poderá seguir sob as patéticas tentativas “kirchnerianas” de obter um ajuste manipulando contas.

Não há muito o que esperar, não é mesmo?

Leo põe os pingos nos i´s. Ah sim, falando em coisas sérias, o Laurini me obriga a divulgar este link. Bem, ele não me apontou uma arma, mas senti uma obrigação moral. Logo que terminei a graduação estive na USP para um destes eventos (sim, vá ao link, preguiçoso…) e assisti um mini-curso ou umas poucas aulas com ninguém mais, ninguém menos do que David Hendry, na época em que cointegração nem passava perto das graduações (principalmente as de Minas Gerais, notoriamente atrasadas nos anos 80 e 90).

Mudando um pouco, o Irineu deve estar muito bravo com seu trabalho como editor. Seus conselhos normativos são ótimos, mas não sei se ele percebe a natureza “positiva” (na verdade, negativa…) da selva em que vivemos. Diga-se de passagem, esta natureza está bem (na verdade, tristemente) resumida neste melancólico texto do Erik.

Mudando mais ainda de assunto, os eternos defensores do cepalino Serra (contra o nada santo senador mineiro) não panfletaram hoje, diante da irresponsável proposta do tal “mínimo de seiscentos reais”. Vão me dizer: “ah, mas o papel da oposição é ser do contra”. Retruco: “o papel da oposição que terá meu voto é ser séria em seu papel”. Não me venham com esta história de que a social-democracia brasileira se inspirou em Willy Brandt e outras abobrinhas. Não há nada disto na selva. Aliás, falávamos disso no início deste texto, não?

Atenção para alguns eventos importantes:

  1. ALACDE 2011 – Bogotá (chamada de trabalhos)
  2. Últimos dias para você submeter seu application para o Coase Workshop (São Paulo).

Se eu lecionasse em algum mestrado, certamente teria um ou dois orientandos indicados para o Coase Workshop, que é uma boa experiência.

Eu e meu mestre:

- O senhor viu o escândalo de corrupção no sumô?

- Estou muito chateado com isso.

- Eu também.

- O mais bonito do sumô não existe mais. Na minha época, após derrubar o adversário, o vencedor estendia-lhe a mão para ajudá-lo a se levantar. Hoje não há mais isso. Parece que pais não ensinam mais isso para os filhos.

Primeiro, Mantega reclama dos que importam máquinas para modernizar o parque industrial (ou você que uma raquete mata-moscas chinesa é tão cara assim?). Em segundo, Chavez, o maior humorista da Venezuela, deixa claro que se o PIB caiu, a culpa é da imperialista contabilidade capitalista.

Gente do Fórum Social Mundial aplaude este tipo de coisa. Ou seja…

Caplan tem bons argumentos pró-imigração (mesmo a ilegal). Aqui.

Ex-presidentes aliados de oligarcas são insensíveis aos dados.

…um simpósio sobre a economia nos oito anos da administração da Silva. Organizado pelo excelente Nakabashi.

p.s. eu teria colocado o link mais cedo, mas o firewall da faculdade dificulta muito minha publicação.

…uma delas é do Leo. As outras, quando minha cabeça voltar ao lugar.

Já que a ocupação é um “sucesso” e anunciada previamente, a pergunta é: por que ninguém quer prender os traficantes?

Eu não compro a idéia de que quem votou em Serra legitimou a oposição. Para começar, Serra e Aécio (e outros) foram incapazes de defender as privatizações do governo FHC e se mostraram pouco efetivos como contestadores do modelo nacional-inflacionista dos adversários. Não acho também que este tal Sérgio Guerra seja a cara do PSDB que vi nascer.

Portanto, vamos lá: nem Serra, nem Aécio representam o projeto de governo que penso ser adequado ao Brasil. No discurso de abertura do Fórum da Liberdade, edição MG, o aliado incondicional de Aécio esbravejou contra os liberais e pediu um “estado musculoso”. Por sua vez, Serra não é nem um pouco famoso por defender a independência do Banco Central e uma visão avançada (leia-se: liberal) da economia e do implicíto e importante papel do governo em uma sociedade liberal.

O programa do PSDB, vi-o por um acaso, e gostei do bate-bola do ex-presidente FHC com a platéia. Se fosse apenas ele o PSDB, eu até pensaria em votar nele mas, atualmente, acho que Kátia Abreu é a melhor candidata para um projeto realmente renovado para este país.

Eu já falei disso aqui antes, mas é ótimo que o pessoal do Estadão faça mais uma matéria sobre a troca das viagens terrestres pelas aéreas.

Desta vez, nos bancos escolares.

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É o que mostra a evidência chinesa. Claro que “desenvolvimentista” é como eles querem ser denominados. O correto seria: inflacionista.

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