O Estadão faz uma discussão interessante sobre a competição destas duas “redes sociais”. Em resumo, o Orkut perdeu. Se apenas predomina no Brasil, então é sinal de que não é uma rede social bem resolvida pois brasileiro está longe de ser xenófobo (apesar da esquerda brasileira sonhar com isso).

Há bons pontos em favor do Facebook e também do Orkut, mas eu diria é que são quase substitutos perfeitos. Esta história de que o sujeito não quer ter o trabalho de fazer o profile novamente no Facebook porque “dá trabalho” eu não compro. Isto é uma barreira ínfima.

O que sempre me intriga, quando falamos de redes, são os tais grupos de discussão. Já tive simpatia por eles, nos tempos dos pioneiros grupos do Yahoo, mas não consigo ver uma discussão interessante sair destes grupos. Digo, até há papo interessante e idéias bacanas, mas dificilmente a discussão avança. Ademais, quem tem tempo para trabalhar, discutir no serviço, beber 4 litros de água por dia, andar pelo menos duas horas por dia, comer frutas de cores diferentes…e participar seriamente de grupos de discussão que você ignora com um clique?

A discussão interessante – que não é feita nunca – é: como as empresas processam os dados individuais que os usuários fornecem nestas redes? Eis um ponto que valeria muito a pena estudar, não apenas pelo aspecto moral ou ético, mas também do ponto de vista econômico. Afinal, são dados úteis para estratégias de vendas…