janeiro 2011


Sim, meus caros três leitores. Até nos EUA, onde também existem pedago-sociólogos, existe besteirol. Só que é em inglês.

Então veja a figura deste post.

p.s. Claro, também vale a leitura do mesmo.

A notícia do G1 diz exatamente isto. Mas eu me pergunto: e outros fundos? Também bateram recordes? A notícia não diz muito e, portanto, não tente usá-la para alimentar alguma dissonância cognitiva sua com respeito às decisões de investimento. A poupança, como diz a mesma reportagem, ainda é um dos piores (senão o pior) investimentos que alguém poderia fazer com o dinheiro.

Também não pense que a única opção para seu dinheiro é a poupança ou a Bolsa de Valores. Há os imóveis, automóveis, Letras do Tesouro, previdência privada, fundos de investimento, dentre uma infinidade de aplicações que podem lhe render ganhos no curto, médio e no longo prazo.

Ou as tornozeleiras são fáceis de serem retiradas pelos presos ou a Justiça e a eficácia policial perdem para a ineficiência e corrupção. É o que concluo disto. Claro, sempre pode haver alguém que diga que o preso não entendeu o funcionamento da tornozeleira, mas não é preciso estudar um ano de ensino básico para entender o que significa o apito da mesma…

A pesquisa da The Economist que o Ronald resumiu (e comentou) muito bem, no fundo, diz-nos que muitos alunos de MBA, provavelmente, confundem a sigla com NBA, XPTO e afins.

Mas os gregos não aprenderam latim. E aí? Dica do Caplan, com direito a evidência empírica.

p.s. eu me pergunto sobre o ensino de disciplinas como “história africana” ou “filosofia” no ensino médio. Se a evidência empírica mostrar que são relevantes, ok. Digo, evidências empíricas sérias, não estes estudos de gente que não aprendeu nada além de uma regressão simples.

Ronald tem observações bem interessantes sobre a ética nas universidades brasileiras. Estão aqui, mas vale a pena destacar alguns trechos.

É certo que códigos de ética representam apenas um incentivo soft para limitar o comportamento, porém são importantes à medida que sinalizam o que não é apropriado e podem ser complementados por medidas disciplinares. Na sua ausência, palavras de ordem como punir e penalizar degeneram rapidamente para perseguir (em particular os desafetos), principalmente quando combinadas com a criação de metas arbitrárias, antagônicas e de aplicação dúbia, em particular quando existe concentração de poder nas instâncias decisórias relevantes. Nestes casos, pode-se esperar a proliferação de bullying profissional com a consequente queda na qualidade das relações profissionais e na disposição de cooperação na instituição. Alguém já viu este quadro antes?

A pergunta dele procede e vale uma reflexão. E você, leitor, já viu um quadro como este antes?

Bem, mais um aperto no crédito. Agora, se alguém tiver a coragem de me dizer o que é um “câmbio de equilíbrio”, eu agradeço. Melhor ainda, a galera do “câmbio de equilíbrio = R$…” poderia confiar mais nas próprias palavras e fazer uma aposta com, digamos, 100% de seu próprio patrimônio.

Aí sim, eu iria começar a acreditar nisto.

p.s. Ok, vamos ser condescendentes com o “câmbio de equilíbrio” e ir além das palavras. Que sistema, exatamente, pretendemos equilibrar? Quantas equações ele tem? Quais as variáveis envolvidas? É um sistema dinâmico ou estático? Viu só o tamanho do buraco?

Como eleitor, eu me surpreendi com esta correta nota do PPS. [dica do Adolfo]

E você? Também é contra o terrorismo?

Esta. E nem foi o Tiririca que a fez, mas alguém supostamente mais alfabetizado. Bela descoberta do Erik.

Interessante estudo sobre o tema. É um texto para discussão da Fundação João Pinheiro bem recente.

O blog se integra às novas mídias. Bem, pelo menos ao Facebook.

Como acabei de falar, o último R Journal foi publicado. Pois dando uma olhada rápida, o leitor encontrará este artigo sobre como resolver equações diferenciais usando o R. O legal é que o artigo é bem didático. Dê uma olhada.

Duas rápidas: 1. saiu o último número do R Journal e, 2. um novo pacote para modelos multinível. A econometria é, realmente, fascinante. Mais ainda é o empenho dos pesquisadores sérios. Um alívio…

Eis um texto sobre o tema.

Todo texto do Pedro Sette Câmara diz muito mais sobre educação (capital humano) do que ele mesmo diz. Afinal, são textos bem escritos, coerentes e agradáveis de se ler…como este.

Mais um bom momento R do dia. Desta vez, com GARCH.

Eis um exemplo didático sobre como a economia positiva é muito mais útil para explicar a realidade do que a sempre ideológica economia normativa. O post do autor é bastante didático porque mostra como uma simples correlação entre duas variáveis quase nunca é suficiente para se explicar um problema econômico.

É óbvio que se começa com duas ou três para se ter insights (que podem se provar incorretos posteriormente, mas alguém tem que começar, certo?) porque é mais simples e é melhor alguma análise do que nenhuma. Mas daí para generalizar as conclusões iniciais vai uma boa dose de trabalho e muito ceticismo.

p.s. claro que esta outra notícia está longe de ser um bom exemplo de polítcia pública…

Nem preciso falar muito. Os dados gritam e berram por si.

Cotas para filmes nacionais.

Homo Econometricum volta à ativa.

Bem, como eu falei, estava a ler um livro por aqui. Consegui terminá-lo em menos de quatro dias. Claro que eu o recomendo.

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