novembro 2010


Eis uma crítica muito interessante sobre o ENEM, independente do fracasso horroroso que observamos nos últimos dias.

Bom colocarmos nomes corretos nos pontos deste debate sobre a liberdade da imprensa. Quem é a favor do wikileaks e contra a liberdade de informar, levante sua bandeira vermelha.

Divertida entrevista. O´Rourke pode não acertar sobre a lógica dos transportes, mas a análise sobre os políticos e o significado do automóvel está ótima.

A sociedade civil organizada não gosta muito de ex-presidente salafrário.

Por falar em salafrários, este sujeito deveria ser mais fiel a seus princípios e divulgar logo o que sabe. Ou está buscando um suborninho?

p.s. curiosamente, os eternos detratores da imprensa livre adoram o dito cujo. Querem informação livre, mas não querem imprensa livre. Precisa muito para ver que há um problema mental aí? Esquizofrenia pura.

A imprensa livre, como dizem os defensores do fim de sua liberdade, já atrapalha o MEC.

Claramente sabotaram o bom trabalho com denúncias de que a prova seria mal-feita.

Mas, vejam só, pagadores de impostos, agora, reclamam de serviço público. Bolivarianos, levantem-se e acabem com isso!

Cristiano merece este apoio.

p.s. Parabéns ao Arilton e à FUCAPE pela página bem-feita.

Então o Banco Central quer saber “como os economistas pensam”. Vamos lá:

1. O meio é minúsculo no Brasil, quando comparado aos EUA ou à OCDE. Logo, há pouca competição.

2. O governo em expansão contratou, inclusive, vários economistas.

3. As análises do mercado tem uma gama variada de gente de qualidade variável. Assim, a competência nas análises varia (como em qualquer mercado).

4. Rent-seekers vs Profit-seekers: vários analistas desejam uma “boquinha” nos meus impostos e, portanto, guiam-se por uma adoração ao governo sem precedentes. Mas há também analistas que desejam lucrar suprindo o mercado de previsões sérias.

Enfim, nada disto é novidade. Mas o Banco Central não precisava, ao meu ver, fazer uma pesquisa sobre o tema. A questão fiscal emerge fortemente em qualquer análise minimamente séria sobre a economia brasileira. Claro que existem os discursos estranhos – geralmente oriundos dos rent-seekers ou dos analistas com menor capital humano, mas não há muita divergência entre quem realmente olha para os dados com seriedade.

O problema, inclusive, não mudará porque a administração Rousseff faz questão de esconder do mercado os nomes que, supostamente, comandarão uma – mais suposta ainda – austeridade fiscal. Até o dia em que se divulgue os nomes – ao invés de ameaçar menores de idade que reclamam do Enem – não se pode esperar nada mais do que ruídos no mercado.

Agora, precisa ter diploma de economista para saber disto? Não. É óbvio demais.

A reforma tributária deve ser feita na margem – se você quiser ter sucesso na mesma. É o que dizíamos há alguns anos e é o que Delfim diz agora.

p.s. não quer dizer que tenhamos nos antecipado ao Delfim, mas é bom ver que a imprensa percebeu a importância do cálculo marginal.

Realmente preocupante.

Educação e Cultura não envolvem práticas exóticas, como as divulgadas pelo próprio ministério, na rede. Lamentável, não?

Em breve, novidades em história monetária, macroeconomia e até mesmo em economia do trabalho. A expansão do conjunto de co-autores competentes gera maiores possibilidades de trabalhos interessantes.

Como eu disse: em breve. Agora é hora de comemorar um aniversário. Mais à noite a gente volta ao trabalho por aqui.

Há algum tempo, meu amigo Salvato me trouxe um presente do Espírito Santo. Bem, com algum atraso devo anunciar a exaustão total dos recursos presenteados.

…e Edmar Bacha alerta: “cuidado com eles”.

Os pterodoxos estão desesperados por um cargo no Banco Central. Talvez já pensem na corrosão de suas bolsas.

Erik tem um exemplo. Outros três bons exemplos aqui.

Em 1986, vários atuais ocupantes do comando da administração da Silva – e seus aliados – fizeram grande alarde sobre as mudanças no Plano Cruzado feitas após a esmagadora vitória do PMDB nas urnas. Longe de mim defender o Plano Cruzado e o congelamento insano de preços.

Mas é curioso que, agora, vários governadores do mesmo naipe do discurso “dilmasia”, popularizado em Minas Gerais pelos principais interessados nesta aliança, venham a público falar em prol de mais uma CPMF.

Em um seminário recente, vi um economista muito bom falar – em um mundo absolutamente sem instituições endógenas – que o gasto maior do governo era fruto do consenso social. Trata-se de um argumento bom e útil para explicar a dinâmica do governo, mas ignorando qualquer traço de economia política da análise. Pois mesmo que tomemos este argumento como certo, não duvido que agora vamos ouvir o mesmo conteúdo sob a roupagem de uma justificativa normativa para aumento de gastos. Parece mesmo com uma versão verborrágica da crítica de Lucas.

Agora, o curioso é imaginar em que votou o eleitor mediano. Realmente ele votou pelo aumento de impostos para manter o mesmo nível de gastos governamentais? Sem olhar os dados, eu afirmo categoricamente: não. Já temos fartas evidências comportamentais de que os eleitores, sabendo que não há almoço grátis, querem que outrous paguem a conta, mas não ele próprio. Simples assim. Como a administração da Silva nunca sinalizou com algum tipo de responsabilidade do tipo “você quer, você paga”, não se espere nada diferente disto.

Houve um estelionato eleitoral? Houve. A outrora “do-lado-do-povo” oposição, hoje governo e a “oposição-que-nunca-foi”, atual mandatária na maioria dos estados, compactua com propostas básicas e perigosas como: (a) controle estadual/federal da imprensa e (b) gasta primeiro, cobra depois (populismo fiscal).

Seria bom que a administração Rousseff fosse mais incisiva – não apenas palavras que desmancham ao tocarem o ar – sobre suas preferências fiscais.

Da série “manchetes alternativas”.

Parece que o CADE não é mais o mesmo.

Detalhes aqui.

Enquanto a China bolivariana faz de tudo para que Taiwan seja esquecida, incentiva sua população com alegações falsas sobre o Japão.

…realmente o Division of Labor acertou no título do post.

Uma dissertação de mestrado do Ibmec RJ afirma que o risco de apagão não existe. Mesmo assim, tenho minhas dúvidas. Bem, para quem acha que cointegração é coisa de professor chato, eis uma pista de que o professor pode até ser chato mas…

A Amazon já tem a capa do livro…que a editora (Harvard) ainda não divulgou. Que livro é este? Ah, adivinhe…

Marcos Mendes cumpre a função social.

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