novembro 2010


Geniais momentos do nosso bom e velho Peter Griffin. Aqui e aqui.

Workbook on Cointegration (Hansen & Johansen) e Time Series Analysis with Applications in R (Cryer & Sik-Chan).

Minha atualização recente em econometria aplicada de séries de tempo não apenas continua, como já rende frutos. Em breve, claro, terão os leitores novidades sobre isto.

p.s. o pior é que o Cryer só me diz que tem terceira edição agora…

Legal quando a gente recebe um convite VIP, heim? Mas os organizadores, creio, demoraram demais para divulgar o evento. O pessoal do IEE ainda acho que trabalho no estado, mas, tudo bem, meu nome está grafado corretamente. ^_^

Coeficientes de regressão padronizados? Tá na mão.

Aqui, um exemplo de pacote útil para isto.

Neste link você encontrará a foto de um contrato entre o fotógrafo e os noivos, amigos de minha esposa, referente às fotos de casamento. A moeda é o NCZ$ (Cruzado Novo) que vigorou entre 1989 e 1990 no Brasil. Se você é um jovem, provavelmente não viveu a época da hiperinflação brasileira. Bem, repare no artigo n.5 do contrato. Lá diz que o casal deve escolher a foto em 5 (cinco) dias. Após o prazo, o preço pode ser reajustado.

Dá para perceber o que foi a inflação? Quando ouve um discurso “desenvolvimentista”, que prega que a inflação não é um problema, você deve ter em mente o exemplo acima. É nisto que uma economia se transforma quando não se dá importância para a inflação.

Chocante, mas educativo.

p.s. Se quiserem me enviar fotos similares, terei prazer em montar um acervo online sobre a inflação brasileira na era pré-Real e prometo citar devidamente as fontes.

Eis mais um estudo sobre o tema.

Ativista feminista iraniana faz boas observações sobre a política externa da administração da Silva.

Como o Renato Colistete e o Fernando Genta me enviaram os dados do artigo sobre o II PND para que eu possa fazer um exercício, resolvi brincar um pouco esta manhã. Enquanto replicava os resultados para ver as diferenças entre programas, topei com um arquivo de script sobre um outro teste de causalidade (Breitung-Candelon). Pronto, já fiquei curioso.

Raramente posso estar em casa nos sábados matinais. E hoje tem karaokê lá na AMCNB. Bem, resolvi almoçar como um bom popular que sou. Além disso, tenho três novos filmes para escolher porque não terei o dia todo para ficar em casa, lamentavelmente.

De qualquer forma, eis aí uma boa parte do meu sábado. Após explorar alguns filmes japoneses pré-guerra (e mesmo nos anos de guerra), agora quero ver como eram os filmes de “juventude transviada” (ah, Ishihara Yuujiro!) das produções japonesas. Claro, Gamera é um herói de infância, dos sábados matinais na extinta TV Tupi. Aliás, melhor assistí-lo, em homenagem aos bons tempos.

Alguém me traga a cerveja e um copo!

Dados trabalhados por anos e, como públicos que são, disponibilizados para pesquisadores os mais diversos. Nada como um bem público bacana como este, do pessoal da demografia da UFMG. Vale a pena conferir.

Ser de esquerda e verde quando se tem grana, Sony Vaio, e dois carros na garagem é um comportamento típico do adolescente rico que se envergonha da riqueza (Simon Schama era o nome do autor-referência aqui, né?). E isso não é uma exclusividade do Brasil, como se vê aqui.

p.s. eu acho que o nome era Simon Schama, mas posso estar enganado.

Até agora é um silêncio até cômico. Por que será?

Para os psicólogos que não têm medo de métodos quantitativos, eis uma excelente página de recursos para R em psicometria.

A criadora do Firefox, Mozilla, tem promovido competições que eu chamaria de “competições de data mining. Em resumo, você pode usar alguns dados coletados pela empresa para fazer algum estudo para eles. O que você ganha com isso? Bem, há alguns prêmios, mas nada que um craque de tênis não gaste no seu café da manhã. Para mim, o prêmio maior é a divulgação da própria competência.

Este tipo de trabalho não seria possível sem a rede (internet) e, claro, é uma notável evidência de que mercados funcionam.

O filme mais esperado do ano. Aqui, a página oficial.

p.s. e o origami (bem pouco bacana) do Yamato.

Ronaldo Nazaré me dá a boa notícia: divulgou seus trabalhos (ainda está a construir a página) e quer comentários e críticas.

Seria terrível se ele cedesse a vaga a um suplente qualquer. O elitismo que apenas defende interesses bem escusos não funcionou e, agora, o Congresso tem que aceitar o Tiririca. Ficha suja pode, mensaleiro pode, gente que dá banana para o TSE pode e o outro seria impedido de fazer sua votação porque não saberia ler?

Tenha paciência…

Pereira, Nakabashi e Sachsida têm evidências. Vejamos (grifos meus):

A análise empírica demonstrou que o Índice de Qualidade Institucional Municipal (IQIM) é significante para explicar as diferenças no PIB per capita entre os municípios do Brasil. Para contornar o problema da possível causalidade reversa entre renda e instituições, utilizou-se o método de Mínimos Quadrados em Dois Estágios, empregando como instrumento (a exemplo da literatura) a latitude, a média de temperatura e chuvas, e o fracionamento étnico – variáveis evidentemente exógenas e correlacionadas com a qualidade institucional municipal.

Verificou-se que, controlando para as proxies do estoque de capital humano e físico per capita, diferenças nas instituições podem explicar diferenças expressivas no nível de produto per capita.

Adicionalmente, alguns resultados apontaram para a existência de um efeito indireto da escolaridade sobre o desempenho econômico – por meio de seu impacto na qualidade institucional – e não corroboraram a existência de um impacto direto da educação sobre o PIB, quando se inclui a qualidade institucional na regressão.

Ou seja, aparentemente, o capital humano e as instituições se relacionam de alguma forma que ainda precisa ser bem investigada (eu falei disto mais cedo, hoje, lembra?). Os autores trouxeram mais evidências importantes para estas discussões sobre capital humano e instituições…gostei.

From book

Finalmente recebi meu exemplar do Living Standards in Latin America History. Ser co-autor de um capítulo com Leo Monasterio e Luiz Noguerol é algo indescritivelmente legal. Mas ter na última capa elogios do James Robinson, Richard Steckel, Jeffrey WilliamsonStephen Haber é realmente ótimo.

Sim, estamos no capítulo 6. Os interessados podem procurar por antropometria histórica e desenvolvimento econômico.

Mais um artigo sobre este tema.

Lembro que o Colistete e o Thomas Kang já falaram sobre isso na tese do último (não acho o link agora, mas no portal de teses da USP você a encontra). Veja também o Colistete com o Irineu (outro bom artigo) aqui.

Eis um artigo interessante que o Homo Econometricum enviou-me.

Horwitz fez um bom artigo sobre a irrelevência, ou melhor, a falácia da tal experiência do sujeito no setor privado. O argumento é que tal experiência não é automaticamente transferida quando o sujeito vai para o setor público.

Entretanto, seu argumento é, no mínimo, incompleto. Também é irrelevante a tal experiência “de mercado” quando o sujeito muda de profissão para a área acadêmica. O oposto também é verdadeiro.

Em verdade, a experiência é apenas um ativo específico cujas dimensões nas quais o sujeito pode, marginalmente, explorar, não são tão óbvias assim. Minhas habilidades em sala de aula podem, de fato, ajudar-me em outro contexto, mas tudo depende de minha habilidade em adaptar minha experiência prévia ao novo problema.

Como sempre, o problema é de capital humano. Mas é um problema em um nível mais profundo, não apenas em termos de anos de estudos, mas sim de inteligência. O sujeito tem que ter a capacidade de se adaptar, dado seu estoque de experiência, de forma eficiente.

Nada como boas perguntas (com boa pesquisa):

One can reasonably expect that frequent and unpredictable changes in economic policy might adversely affect investment by the private sector and the overall growth of the economy. For all practical purposes, uncertainty about future economic policies is a step towards economic anarchy. But precisely what causes firms in some countries to have higher uncertainty about future economic policies than others? Does the underlying political structure matter? What elements of the political structure, if any, matter for the level of policy uncertainty as perceived by private agents?

Descubra mais sobre as investigações dos autores aqui.

Fico a imaginar como alguém me diz que rede de comunicação televisiva pode ser independente de interesses.

Não é possível que isto exista e quem defende um meio de comunicação “neutro”, na verdade, defende algum grande interesse. Ou você acha que isto resultará em maior neutralidade da informação?

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