outubro 2010


Eis aí um artigo pequeno e interessante, pela base de dados utilizada.

Some university students are more equal than others: Efficiency evidence from England
Ching-Fu Chen, Kwok Tong Soo


Abstract
This paper estimates the efficiency of students in English universities using Data Envelopment Analysis (DEA) and a
new dataset which is able to capture the behaviour of university students. Two output variables are specified: the
classification of a university degree, and student satisfaction. Three input variables are specified: teaching hours,
private study and entry qualifications. The results reveal that university students differ in terms of the efficiency with
which they use inputs in generating good degrees and satisfaction. Students in some post-92 universities may be more
efficient than students in some pre-92 universities.

Johansen & Juselius, clássicas referências em econometria, têm-se associado a Roman Frydman em uma nova abordagem de expectativas. Confira aqui os artigos de Frydman.

Será que isso nos levará a um novo arcabouço teórico para a macroeconomia? Não sei, mas vale a leitura para conhecer um pouco mais do tema, não? Eis algumas dicas de leitura: aqui, aqui e aqui.

Depois da criação do conceito de irracionalidade racional (Caplan), este talvez seja a segunda vez que discussões sobre preferências conseguem tomar minha atenção.

 

Até Vargas Llosa usa a Cobb-Douglas (a foto é ótima). Se algum aluno falar que não entende esta função, depois desta, vou recomendar-lhe um romance do Prêmio Nobel de Literatura deste ano, he, he, he.

Governo iraniano mostra que está alinhado com a candidata e com o partido do sr. da Silva.

O Nepom tem mais uma apresentação nesta segunda-feira, às 19:00 h, no Ibmec. Será a primeira apresentação na nova sede. Se você não sabe, agora estamos na rua Rio Grande do Norte, 300. Não ficamos muito longe da sede antiga.

A sala na qual ocorrerá a apresentação estará indicada (por algum motivo estranho, eu mesmo não recebi a mensagem enviada a toda a mala direta interna e externa para divulgação, por isso não sei em que sala estaremos).

Creio que é a última ou penúltima reunião pública do Nepom neste ano.

Interessante exercício este aqui.

O cio do paper

Replicar o paper
Reestimar tudo que tem no paper
Tomar cuidado com a estimação
Isso dá um trabalhão

Estacionarizar as séries
Analisar todos correlogramas
Filtrar das séries o ruído branco
Fazer a previsão…

Calcular o ótimo
Conhecer suas restrições
Arrancar dos dados as suas soluções
E checar as condições.

Baseado nisto. Se fizer sucesso, vai para minha página de paródias.

Ok, muita gente, em história econômica, gosta de falar da relação entre estas duas variáveis. Não é nenhuma novidade, certo? Mas é legal quando você vê alguém que se pergunta se a teoria tem respaldo nos dados. Eis aqui um exemplo:

Intergenerational Wealth Accumulation and Dispersion in theOttoman Empire: Observations from Eighteenth-Century Kastamonu

This article studies the accumulation and intergenerational transmission ofwealth in early-modern Ottoman Anatolia by employing data from probate estateinventories (terekes) as found in the court records (sicils) of eighteenth-centuryKastamonu, a town located in northern Anatolia. Extracting information on thewealth levels and personal characteristics of father-son pairs in the period between1710 and 1806, we conduct regression analysis of factors determining the wealthof sons. In this first attempt to simultaneously analyze the estate inventories of parentsand children in the Ottoman Empire, we also compare our results with thoseobtained for regions that were growing rapidly in this era and discuss the implicationsof our findings for the prospects of capital accumulation in the Ottomancontext. Our results show that wealth holding was more equal in Kastamonu thanin Britain in the eighteenth century. This was caused in part by the significantlylower transmission of wealth from fathers to sons. Although there was a significantcorrelation between the wealth-levels of fathers and sons in Kastamonu, thisrelationship was weaker there than what has been observed for eighteenth-centuryBritain. Regression to themean among the sons was more rapid in Kastamonu. Finally,in at least one Ottoman context, our calculations cast doubt on the argumentthat Islamic inheritance practices led to excessive levels of wealth fragmentation.

Os nomes dos autores não colaram aqui, mas você pode conferi-los no link acima.

Eis um exemplo didático.

Clique aqui para ler a divertida e educativa tirinha do Dilbert

Eis aqui um professor de sociologia, não (s)ociologia.

Como falei mais cedo, Mandelbrot morreu hoje. Bem, posso dizer que conheci um pouco desta literatura de Caos logo após me formar. Um dia conto esta história com mais detalhes, mas para os mais novos, que não sabem o impacto que a descoberta do caos determinista teve na sociedade, eis um exemplo, homenageando, claro, Mandelbrot.

Eis um daqueles posts que gera piadas e polêmicas: características (não-tão-observáveis?) da sexualidade da galera.

A grande sensação dos anos 90 eram os fractais e o caos determinista (falei dele há pouco tempo). Bem, um dos nomes mais importantes nas conversas, Benoit Mandelbrot, faleceu.

O brilhante “O” mostrou como o ministro da Fazenda parece não conseguir usar (ou entender e usar) a teoria econômica básica. O mesmo ministro que prometeu não aumentar impostos em 2008 e fez o que fez dias depois, claro.

Eis aí a diferença entre os candidatos. Se o candidato conseguir mostrar que tem uma pessoa minimamente preparada para o cargo, certamente conseguiria votos de gente que consegue explicar ao leigo a lógica econômica.

Eis o sinal mais óbvio.

p.s. legal mesmo é que nem mesmo da Silva nega que ele foi o causador do pânico cambial de 2002. Esta é a diferença dele para um ignorante.

Aproveite este vídeo antes que os falcões da esquerda brasileira consigam enfiar goela abaixo (para não falar de outros orifícios) do brasileiro as restrições à liberdade de imprensa.

p.s. vejam só: eles não resistem aos seus impulsos genéticos de autoritarismo.

Outro post simples e bacana que nos mostra, novamente, que o R é um belo programa.

É este o pensamento econômico que dominará o futuro governo da criatura?

…com a candidata renega seu passado. Não, não falo do fato de ela ter sido terrorista, mas de ter sido uma das maiores apoiadoras da privatização do Brasil.

Realmente não dá para apontar este defeito como exclusividade do concorrente. A candidata tem se negado a assumir posições simples – para as quais até já assinou documentos – e nem quer saber de falar de problemas na Casa Civil ou de evidências de corrupção no governo.

O eleitor brasileiro costuma se irritar muito no segundo turno e não é por outra razão que a candidata tem saído do sério mais vezes,  acompanhada do presidente que menospreza multas (mas quer nos fazer pagar por qualquer transgressão com um discurso bem moralista…) e aqueles sujeitos mais barra-pesada (estilo PCC) do partido do presidente, auto-denominado “dos trabalhadores”.

Quem trabalha não tem tempo para firulas, não é mesmo?

Só instalo depois. Por enquanto, meus pacotes todos funcionam no R.211..

Aqui.

Aproveito a data para felicitar os colegas. Em especial, quero deixar aqui o registro de minha satisfação na minha graduação – algo raro, dado comportamento de muitos professores… – com o curso optativo que fiz sobre a “Teoria Geral” de Keynes. Tal disciplina foi ministrada pelo falecido prof. Ernani Teixeira.

Outros “professores” desprezavam esta disciplina (hoje se dizem “keynesianos” dados os ventos que mudaram de direção…) e faziam comentários sarcásticos sobre a mesma. Claro que nos obrigavam a frequentar uma outra disciplina obrigatória sobre Karl Marx porque, bem, eles gostavam, embora não soubessem responder perguntas simples de alunos (lembro-me do colega que deixou o professor “nu com a mão no bolso” ao mostrar a contradição interna do argumento lógico em um trecho de “O Capital”).

Estas coisas não aconteciam na disciplina optativa. Ernani, embora fosse quase um “torcedor” de Keynes, tinha uma atitude bem profissional, ou seja, cientificamente séria, sobre o famoso economista. Aprendi sobre Keynes mais do que alguns keynesianos de quermesse de hoje. E não virei “keynesiano” por isso.

Bem, hoje é dia do professor. Então que esta história sirva para parabenizar os verdadeiros professores, não aqueles que têm um carimbo na carteira de trabalho e frequentam salas de aula para pregar o plágio ou tentar captar militantes para suas tribos políticas.

Parabéns aos colegas.

…ratos buscam bóias, passando na frente de mulheres e crianças. Ahn? Veja aqui.

Eis aí algo que os blogueiros brasileiros do Direito poderiam fazer, ao invés de se dedicarem apenas a concursos públicos ou a falarem mal de outras áreas (como Economia): analisar o que é ou não fantasia nos episódios de Law & Order (SVU).

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