Grandes momentos dos últimos dias.
* Prof. Pery Shikida, autor de alguns artigos como este, tentou trazer um pouco de humanidade aos alunos do Ibmec. Não que nossos alunos não o sejam, mas acho que visualizar alguns aspectos de pesquisas de campo faz bem. Faltou, claro, um modelo e alguns resultados econométricos, mas o objetivo da palestra foi menos o de expor uma dada pesquisa (e mais expor um assunto delicado de forma descontraída).
* Apertar a mão de Sam Peltzman e dizer-lhe: “I just felt the Peltzman effect” foi genial. A professora Raquel achou que eu não conseguiria encontrá-lo, mas perdeu a aposta (bem, não apostamos, mas eu ganhei, he he he).
* Fazer piada sobre correlação e causalidade (usando a tirinha do XKCD) e não ser entendido por todos advogados (exceto pela profa. Raquel) foi instrutivo. Pery tem razão, advogado sem estatística é cada vez mais um problema para o Brasil. Claro, eu também deveria saber mais Direito (para processar consumidores limitados que nunca procuram meu boteco, mas só o da concorrência), como sempre diz o Ivo.
* Assistir Rodrigo Castriota (que nos visita sempre) dizer que não iria explicar as equações de regressão e fazer exatamente o contrário para o desespero dos alunos de Direito que o assistiam.
* Ver o prof. Timm fazer o sorteio de um livro e conseguir que o nosso presidente fosse o sorteado.
O que faltou?
* o prof. Fernando Araújo fazer piadas de brasileiros. Nós merecemos. Basta ver o debate político.
* Ivo Gico explicar, para alunos de graduação de Direito, que “função social da XX” (XX = o que você quiser) não é um conceito exclusivo do Direito e nem que, necessariamente, faça sentido. É triste ouvir alunos dizendo que “Direito e Economia são muito distintos”. É verdade. Você não precisa ir ao III Congresso da ABDE para descobrir isto. Você só vai a um congresso desses se você está disposto a aprender mais sobre a interseção das duas áreas.
outubro 25, 2010 at 8:57 pm
Somente o Shikida (o Cláudio) para fazer este comentário… Apertar a mão de Sam Peltzman e dizer-lhe: “I just felt the Peltzman effect” foi genial. Realmente… impágavel…