Claro que os candidatos não farão o dever de casa e o Brasil deve ir mesmo para o brejo no longo prazo. Mas não é por falta de avisos.
Só para não dizer que não dei meu pitaco, veja o gráfico abaixo (receitas e despesas totais do Tesouro Nacional, coletados na página do Banco Central do Brasil).

O gráfico apenas atualiza os dados usados neste estudo.
Um teste de causalidade simples (ignorando a possível cointegração entre as variáveis) mostra que há bicausalidade (todo mundo é endógeno na brincadeira), ou seja, variações na receita Granger-causam variações na despesa e vice-versa. O que dizer sobre isso exige um pouco mais de cautela. Por que?
Primeiro, as séries podem apresentar sazonalidade ou quebras estruturais e testes precisam ser feitos para detecção das mesmas.
Segundo, há evidências de que as séries cointegram. Neste caso, o correto é estimar a causalidade de Granger por meio do VECM, não do VAR.
Claro, a pista é que dei uma olhada nestes dados agora de manhã e parece que os resultados não mudam muito. Entretanto, fica em aberto aos (e)leitores a pergunta sobre se é este o processo de finanças públicas que se quer para o presente e para os seus filhos e netos…
p.s. só para pensar….as funções de resposta ao impulso no VECM(5) com dummies sazonais.

Divirta-se aí. Tio Claudio volta mais à noite…