setembro 2010


Os socialistas não aprendem ou não querem reconhecer o fracasso. Veja o caso da demissão da ministra cubana.

Claro que o problema é o socialismo, que supõe um poder semi(?)-divino para os burocratas, uma hipótese amalucada sobre como funciona o mundo real.

Se o poder do ministro é tão grande, então Castro é um imbecil completo: anos e anos no poder e a economia não avança.

Pense bem antes de elogiar o irmão do ditador: ele também não entendeu nada. Ou seja, a mudança, caso haja, na sociedade cubana, terá que ser muito mais profunda.

Boa pergunta do Douglas Irwin, aqui.

Eis um artigo cuja conclusão é-me perturbadora, mas feito com uma metodologia interessante. O tema é o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Vale a leitura.

Pedro Malan e o sr. da Silva.

Sério, eis um exemplo excelente: as novas tampas de garrafas de Coca-Cola. A impressão que tenho é a de que escapa menos gás. Pode ser que eu esteja enganado, mas se não for impressão minha, é uma das melhores inovações dos últimos anos.

Um excelente post de um blogueiro que não é de economia mostra que a intenção inicial é diminuir custos. Como sempre, os incentivos de mercado funcionam na direção correta (ainda bem!).

Mas, além deste, uma pesquisa rápida na internet só mostrou gente reclamando que a tampa tem mais atrito e etc. Entretanto, a impressão que tenho é que os consumidores sairão ganhando após a etapa inicial de aprendizagem. Estarei iludido?

Estes dias reencontrei meu amigo Carlos, do Bank of Canada. Ele esteve no Seminário de Economia de Belo Horizonte ministrando o curso sobre política monetária no mundo. Bem, alguns alunos chegaram a me perguntar sobre o que ele fazia, mas não sei se olharam na internet. Como precisei lhe enviar uma mensagem, dei-me ao trabalho de ir ao google e, bem, olha ele aí.

A produção acadêmica dele é de dar inveja.

Aqui no Brasil temos gente muito boa no Banco Central, recém-chegado(s) do exterior. Se aumentarem a produtividade do banco daqui, já será um ganho imenso.

Talvez eu concorde em parte com Bryan Caplan sobre educação como sinalização. O ditado é: “se não for mestrado e doutorado acadêmicos, deve ser só sinalização” (*). Eis minha frase-síntese, contribuição a ser eternizada em Teoria Econômica e citada até o final dos tempos.

Se alguém fizer um estudo sobre educação com dados que realmente sejam proxies decentes, eu gostaria muito de ver um teste desta minha frase-síntese.

(*) na versão forte, eu terminaria com: “…é apenas sinalização”. Caramba, minha frase tem até versão fraca e forte! ^_^

O Leo divulga um estranhíssimo método de alocação de recursos do IPEA. Aqui. Uma coisa é a proposta de desenvolvimento. Até aí, tudo bem. Mas o mais estranho é que você tem que seguir uns “patronos”.

Na minha opinião, o desenvolvimento pode até ter patronos, mas a produção científica não pode prestar homenagens a “vacas sagradas”. Se o pesquisador gosta de Monteiro Lobato ou Alberto Pasqualini (sim, eles estão lá), é uma idiossincrasia dele. Mas transformar isto em algo público?

Entretanto, tanto Serra como Dilma compartilham exatamente da mesma visão econômica, o que ao menos mostra que o viés do IPEA é perfeitamente compatível com a vitória de ambos. Em outras palavras, o IPEA presta um imenso serviço ao candidato Serra.

O FOMC (Copom dos americanos) acredita na Lei de Okun? Eis uma pergunta simples com uma resposta igualmente simples, mas que ilustra a criatividade do autor. Aqui.

…deu tanto trabalho para os pesquisadores. Interessante – e extenso – trabalho sobre este famoso índice criado pela The Economist. Aqui está o resumo:

The Big Mac Index, introduced by The Economist magazine more than two decades ago, claims to provide the “true value” of a large number of currencies. This paper assesses the economic value of this index. We show that (i) the index suffers from a substantial bias; (ii) once the bias is allowed for, the index tracks exchange rates reasonably well over the medium to longer term in accordance with relative purchasing power parity theory; (iii) the index is at least as good as the industry standard, the random walk model, in predicting future currency values for all but shortterm horizons; and (iv) future nominal exchange rates are more responsive than prices to currency mispricing. While not perfect, at a cost of less than $US10 per year, the index seems to provide good value for money.

Tem gente que acha que não há nada de novo a ser feito sobre a paridade do poder de compra. Este artigo aí de cima mostra que a oportunidade (e o trabalho) faz(em) a pesquisa.

Este artigo mostra evidências de que países com boa dotação de recursos naturais (como o petróleo) geram vida longa aos ditadores. Claro, há um argumento teórico (o artigo é um pouco mais sério do que uma simples correlação) e os dados não parecem mesmo dizer outra coisa senão o que já esperávamos…

…mas os advogados, juízes e afins parecem não concordar com a lei.

Boa idéia do Caplan para ensinar falhas de mercado.

Os supostos observadores neutros da imprensa nacional (refiro-me à ala contra a liberdade da imprensa porque dinheiro é cocô, freudianamente falando) adoram falar mal da Fox News: empresa engajada, que não pondera pontos de vista distintos, etc.

Mas eles se calam solenemente quando a falta de “ponderação” é nacional. E olha que a galera daqui faz mais do que a Fox: eles vendem até para gente que não sabe a distinção entre ciência e fé doutrinal.

É por isso que eu uso mais o email: é melhor do que carta.

Reginaldo, outro dia, saiu-me com esta:

Ortodoxo é o cara que passa metade do dia pensando em besteira e, a outra metade, modelando-a.

Ao que respondi:

Heterodoxo é o cara que passa a metade do dia pensando besteira …e a outra metade também.

Sim, Reginaldo não é heterodoxo e a definição não é consensual na literatura, mas segundo B.o.B.a.L.h.A.O. (2011), em seu Para uma definição alternativa latino-americana-bolivariana-centro-periférica da lei da gravidade: um estudo de caso, editora Meu Neurônio é um Zero à Esquerda, Brasília, é uma boa opção à falta de definição.

Lembranças do antigo professor Ernani que tenho são várias. Aqui vai uma: ele lecionou uma optativa na graduação ptero-heterodoxa sobre a Teoria Geral de Keynes. A elite “mainstream” exigia (e exige, acredite, até hoje) que os alunos fizessem uma matéria obrigatória sobre “O Capital” do Marx, aquele suposto economista.

Mas, Keynes, para esta gente (gente?), não era digno do mesmo tratamento. Falou que tem que corrigir o mercado (e não destruí-lo) sempre foi suficiente para o povinho da “centro-periferia” (que, segundo alguém, agora não existe mais porque…porque…porque mesmo?) baixar o porrete.

Claro, falta de caráter não existia apenas na academia. Tempos depois teve a história de um suposto ortodoxo deu o cano no Ernani, dizendo, na cara dura, que pagá-lo seria sua última prioridade. E olha que eram uns R$ 100,00. Quando me contaram, não acreditei. Até parecia uma ironia do destino (uma ironia de mau gosto, claro).

Saindo desta história de lamaçal, vale lembrar que li a Teoria Geral toda (e também li mais de Marx do que todos os rent-seekers que se auto-denominavam “marxistas”, sem falar nas minhas terríveis lutas para entender Hegel, coisa que passava longe dos elegantes marxistas de cátedra (salve, Schmoller!)).

No final das contas, a vida continua, certo?

Uma presença nos comentários do blog se mostrou esquizofrênica. Do mesmo IP, com a mesma mensagem, o suposto Marcos (marcosucb@gmail.com) e o suposto Augusto (augustos@gmail.com) conseguiram colocar o mesmo comentário.

Interessante, não?

O prof. Roberto Macedo nos trouxe uma entrevista na qual uma famosa defensora da tese do “centro-periferia” mudou de idéia após milhares de anos. Será que é mais uma besteira, ou é uma mudança de idéia?

Por falar em maluquices, eis a nova definição de heterodoxo – a seguir.

Ortodoxo: vê o modelo como um mapa, necessariamente simplificado.

Heterodoxo: exige um google maps em tempo real (videos, não fotos). De certa forma isto até explica o porquê de 11 entre 10 heterodoxos (exceto austríacos) amarem o Grande Irmão Orwelliano.

Joguei a pedra. Tchau.

Rolf Kuntz era um nome do qual não nos esquecíamos na faculdade, já que ele havia escrito um livro sobre os fisiocratas que os professores pterodoxos adoravam usar (até ele escrever artigos excelentes nos jornais, quando, então, a pterodoxia o abandonou como leitura para párias fosse).

Este seu artigo sobre “elites brasileiras” está ótimo. Recomendo.

Genial!

Alguns alunos desapareceram imaginando que se tratava de um teletransporte. Outros suspeitavam de um alçapão com um fosso cheio de jacarés ou tubarões, mas, na verdade, é o novo desintegrador de alunos problemáticos da nova sede do Ibmec Minas.

Eis as duas fotos.

Igor Taam com uma ótima discussão sobre o voto, o voto nulo, o voto (in)útil e afins. Aqui.

Atenção para o novo endereço do Ibmec Minas:

Data: 27 de Setembro
Local: Ibmec – Minas Gerais
Rua Paraíba, 330 – 4º andar – Edifício Séculus Business Center
Rua Rio Grande do Norte, 300 – Ibmec Minas (inscrições: 3247-5757)

Hora: 19h

PALESTRANTES

- Claudio Shikida
- Bruno Garschagen
- Diogo Costa

Quanto à programação completa, veja a seguir:

LIBERDADE NA ESTRADA 2010 – DATAS E LOCAIS

PORTO ALEGRE (RS)

Local: Salão Nobre da Faculdade de Direito
Avenida João Pessoa, 80
Data: 13 de Setembro
Hora: 19h00

PALESTRANTES

Ronald Otto Hillbrecht
Bruno Garschagen
Diogo Costa

CURITIBA (PR)

Data: 15 de Setembro
Local: PUC-PR – Auditório John Henry Newman (junto à Biblioteca)
Rua Imaculada Conceição, 1155 – Prado Velho
Hora: 19h00

PALESTRANTES

- Rodrigo Constantino
- Fábio Barbieri
- Diogo Costa

SÃO PAULO (SP)

Data: 16 de Setembro
Local: Auditório FEA 5 – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP)
Avenida Professor Luciano Gualberto, 908
Hora: 12h

PALESTRANTES

- Leandro Narloch
- Fábio Barbieri
- A Confirmar

RIBEIRÃO PRETO (SP)

Local: Anfiteatro Prof. Dr. Ivo Torres (Anfiteatro da Faculdade de Economia e Administração – FEARP-USP) no Campus da USP.
Data: 21 de Setembro
Hora: 17h00

PALESTRANTES

- Fábio Barbieri
- Bruno Garschagen
- Diogo Costa

SALVADOR (BA)

Data: 23 de Setembro
Local: Sala da Congregação – Faculdade de Economia da UFBa
Praça 13 de de Maio, Centro, Piedade
Hora: 9h00

PALESTRANTES

- Bruno Garschagen
- Diogo Costa
- A Confirmar

RIO DE JANEIRO (RJ)

Data: 24 de Setembro
Local: Ibmec – Rio
Av. Presidente Wilson, 118 – Centro
Hora: 9h00

PALESTRANTES

- Bruno Garschagen
- Diogo Costa
- Rodrigo Constantino

BELO HORIZONTE (MG)

Data: 27 de Setembro
Local: Ibmec – Minas Gerais
Rua Paraíba, 330 – 4º andar – Edifício Séculus Business Center
Rua Rio Grande do Norte, 300 – Ibmec Minas (inscrições: 3247-5757)

Hora: 19h

PALESTRANTES

- Claudio Shikida
- Bruno Garschagen
- Diogo Costa

VITÓRIA (ES)

Data: 29 de Setembro
Local: Ufes – Auditório do prédio CT I, no Centro Tecnológico
Av. Fernando Ferrari, 514, Goiabeiras
Hora: 9h00

PALESTRANTES

- Alexandre Barros
- Bruno Garschagen
- Diogo Costa

RECIFE (PE)

Data: 1º de Outubro
Local: Auditório da FIR – Faculdade Estácio-FIR
Av. Engenheiro Abdias de Carvalho, nº 1678 – Madalena
Hora: 18h00

PALESTRANTES

- Carlos Pio
- Bruno Garschagen
- Diogo Costa

FORTALEZA (CE)

Data: 4 de Outubro
Local: Auditório Geraldo da Silva Nobre (Universidade Federal de Fortaleza-UFC)
Av. da Universidade, 2486 / Benfica
Hora: 18h00-22h00

PALESTRANTES

- Carlos Pio
- Bruno Garschagen
- Diogo Costa

SÃO LUÍS (MA)

Data: 6 de Outubro
Local: Auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA)
Universidade Estadual do Maranhão
Cidade Universitária Paulo VI, s/n.
Hora: 14h

PALESTRANTES

- Bruno Garschagen
- Diogo Costa

BRASÍLIA (DF)

Data: 8 de Outubro
Local: Auditório Joaquim Nabuco – Faculdade de Direito (FA)
Universidade de Brasília (UnB)
Hora: 14h

PALESTRANTES

- Carlos Pio
- Adolfo Sachsida
- Diogo Costa

Quem são os palestrantes?

Adolfo Sachsida – Doutor em Economia pela UnB, pós-Doutor na University of Alabama e pesquisador do IPEA

Alexandre Barros – PhD em Ciência Política pela University of Chicago, diretor-gerente da Early Warning: Políticas Públicas e Risco Político (Brasília – DF) e colaborador regular do jornal O Estado de São Paulo

Bruno Garschagen – Analista Político, Mestrando em Ciência Política e Relações Internacionais (Universidade Católica Portuguesa e Oxford University) e colaborador das revistas Dicta&Contradicta e Nova Cidadania (Portugal)

Carlos Pio – Mestre e Doutor em Ciência Política e professor da UnB e do Instituto Rio Branco

Claudio Shikida – Mestre em economia pela USP, doutor em economia pela UFRGS e professor do Ibmec-MG

Diogo Costa – Editor do OrdemLivre.org e Mestre em Ciência Política pela Columbia University

Fábio Barbieri – Mestre e Doutor em economia pela USP e professor da USP de Ribeirão Preto

Leandro Narloch – Jornalista e autor do livro Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil.

Rodrigo Constantino – Economista e colunista do jornal O Globo

Ronald Otto Hillbrecht – Economista e professor da UFRGS

Mas a sociedade brasileira parece achar tudo muito normal. Talvez a proposta do Filisteu para decidir em quem votar seja a mais interessante neste lamaçal que é o Brasil. Ah sim, talvez valha a pena ver o que o Alexandre disse (dica da Cibele).

Ou vice-versa. É a sensação que tenho ao ler isto.

No mínimo, a realidade é mais complicada do que os incineradores de livros de fé…

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