setembro 2010


Este é sobre custo de oportunidade e ganhou o segundo lugar no concurso do ano passado do FED de Saint Louis.

Filisteu, claro.

Eis aqui algo para se pensar.

Eu vou fazer aqui o mesmo que a filha de um famoso político gaúcho do partido do sr. da Silva (se não for ela, foi um outro membro do mesmo grupo) quando do ataque terrorista às torres gêmeas. Em uma reação – aplaudida até por aquele cronista que todo gaúcho gosta – estranhíssima, ela disse: o ataque foi merecido. Eles pediram por isso com suas ações, etc.

Bem, o bolivarianismo de Chavez, Castro, da Silva, Kirchner e Correa, com a construção de seu populismo que aparelha o Estado e busca destruir a democracia dentro das regras (como Hitler fez) só poderia resultar nisto. Uma hora, parte da sociedade reage.

Façam o mea culpa, esquerdistas. Ou neguem o que disseram sobre as torres gêmeas.

Da série: “manchetes alternativas”.

Aí eu me pergunto: por que os intelectuais (supostamente neutros) da (s)ociologia e (c)iência política, sempre tão altivos e destemidos em sua luta pela democracia não se manifestam?

Tem cheiro de coronelismo, cara de coronelismo, enfim…posso estar enganado mas, agora,  o STF deveria decidir como demitirá funcionários públicos que cuidam dos procedimentos burocráticos ligados ao (agora) inútil título de eleitor. Vamos ver se o negócio é sério mesmo…

João R. Faria continua em uma das mais interessantes linhas de pesquisa em economia. Por sua vez,  Salvato, Nakabashi e Kikuchi Van Zaist tratam do capital humano, lá no Paraná.

Eis aí autores muito bons e artigos que certamente merecem sua leitura…

Outras músicas:

Se é que o citado indivíduo nesta história inacreditável tem a idade que diz ter. Capital humano é importante mas, vergonha na cara também o é.

Caplan em dois ótimos momentos:

Mesmo que a introspecção seja interessante, Caplan não deixa de fazer a leitura crítica. Não é só crítica, sem leitura, veja bem. É leitura e crítica.

Os modelos de “cópula” são os culpados? Eu me lembro de ter lido e citado aqui um artigo da Wired sobre isto. Laurini tem uma nova indicação de leitura, aqui.

…Pelaez & Suzigan, jovens economistas, publicavam um livro clássico chamado “História Monetária do Brasil” cuja reedição mereceria mais atenção dos supostos sábios de plantão.

Mas o mais interessante é ver os autores estimarem (sim, se o livro saiu em 1981, eles devem ter feito isto no final dos anos 70) um teste de causalidade de Granger-Sims (é, vai lá nas páginas 26  e 27, rapaz, e constate que nem tudo era verborragia nos anos 70…).

Quem já leu a tese do Delfim Netto sobre o café, salvo engano, já encontrou uma econometria de séries de tempo bem avançada para a era do gelo cepal-estruturalista que lançou muita fumaça sob o sol do conhecimento (e alguma luz, mas ofuscada pela poluição ideológica de 9 entre 10 pterodoxos da época).

Já falei aqui antes que Pelaez mereceria ser homenageado e relembrado na academia brasileira, mas o pessoal de história econômica parece insistir em não estudar a própria história (salvo exceções que, estatisticamente, devem existir). Uma pena.

A nova safra de historiadores econômicos que não se comprometem com nada mais além da honestidade intelectual, contudo, tem gerado ótimos resultados. Pesavento, Kang, Monasterio, Tamega, Irineu, Colistete, Marcondes e tantos outros cujo nome vou esquecer mesmo porque tenho péssima memória (sorry, pals, pela injustiça) são nomes que constarão em qualquer livro sério de história econômica em uns 10 ou 20 anos.

Ah sim, e o melhor brazilianist de todos é William Sumerhill, meu co-orientador de doutorado que esperou mais do que pude produzir, em minha humilde incursão pela história.

A imprensa tem muita liberdade lá no Irã. O Itamaraty ainda não se manifestou (e, aliás, da última vez que o fez, não adiantou muito: resolveram enforcar uma certa mulher…).

p.s. na América Latina, a “operação condor” da esquerda vai de vento em popa.

Quer dizer que “o poder da Rede Globo” não foi tão forte assim? Como ficam aqueles inflamados discursos que acusavam a mídia privada por furacões, pestes e guerras, bolivarianos? Só até os afagos entre vocês começarem. Ahh….

O que você esperava? Diante do aumento dos chineses no Brasil, as empresas se mexeram.

Liberdade na Estrada – 2010, posted with vodpod

Caplan expõe seu argumento sobre educação e sinalização com detalhes aqui.

Um trecho interessante (não consigo formatar melhor por conta do bizarro “firewall” da faculdade):

3. On average, how much does schooling causally increase students’ marginal productivity by shaping their character, a la Eliza Doolittle or the Marines?

My answer: Relative to a carefree life of play, this accounts for another 20% of the gross marginal return to education. But relative to getting a job, the average character-shaping benefit of education is roughly zero. For very young children with negative marginal productivity on the job, I’ll admit the character-shaping effect is more positive. But by the time they’re teen-agers, the character-shaping effect is mildly negative relative to employment. As I told Bill Dickens:
Work inculcates the worker ethos; school inculcates the student ethos. The two are only moderately correlated. The most obvious differences: Work offers much more tangible rewards for good performance, and much harsher punishments for bad performance, than almost any school. School teaches students the wrong life lessons: Excellence doesn’t lead to money or status, and disruptiveness won’t get you fired.

Even worse, school often indirectly inculcates counter-productive character traits. Students spend a lot of their energy trying to show their fellow students that they’re defiant, cool, etc.

Martin Paldam e seu co-autor falam disto no artigo abaixo citado. A versão é working paper, mas já foi publicado na Public Choice.

Abstract: The World Values Survey contains an item on ownership, which is polled 200 times in 92 countries at the four waves of 1990, 1995, 2000 and 2005. These polls are developed into the CS-score that measures the aggregate mass support for capitalism and socialism. Four hypotheses are advanced and tested to explain the wide variation in the 200 CS-scores: (F1) It is partly due to the cross-country distribution of income, and consequently the West stands out as the most capitalist-minded area of the world. (F2) It is associated with the institutions of the country such as legal quality. (F3) It is related to the left-right dimension in politics. (F4) It is influenced by cultural differences.
Confira o anexo dos autores ao artigo aqui.

Embora Coyne e Sobel não discutam muito o significado da estacionariedade em painel, o artigo-resumo deles é interessante. Eu me pergunto sobre o significado de um teste de raiz unitária em um painel com poucas observações no tempo. Qual seria o significado disto? Talvez o artigo a ser publicado no Journal of Law and Economics diga mais a respeito. Fico no aguardo.

Índice de oportunidade das mulheres, pela The Economist. (p.s. vamos falar sério: a The Economist fez mais pelas mulheres que 200 ONG´s de amigas da Dilma juntas…).

Marina Silva, por exemplo, não esconde sua admiração por gente com pendores autoritários. Serra fala muita asneira, mas pelo menos não tem este tesão por controle da imprensa que têm suas adversárias e o dono dos (as) marionetes, o Zé (e o outro marionete, aquele do Palácio do Planalto, lembra?)

Meu voto ainda é um mistério, exceto que sei que não voto em porcaria. Tenho pena das mulheres: nunca antes na história deste país elas foram tão mal representadas…

Não? É um teste de raiz unitária mais robusto, desenvolvido por Lima e Xiao. Sim, um deles é brasileiro.

p.s. talvez o primeiro (segundo) artigo na literatura nacional usando este teste seja Figueiredo & Shikida (2010).

p.s.2. Quem sabe eu e o Erik não entramos em um projeto nacional com este teste?

O que os dados dizem? Eis uma pista, aqui.

…que foi só a crise dar um fôlego que os descendentes já querem voltar para o Japão, para tentar a sorte lá. Em outros tempos, alguém falaria da taxa de câmbio (de 2002). Afinal, se você pode sair deste país antes do resultado destas eleições…

Dada a característica de capitalismo de compadrio do Brasil, temo que esta aparente revolta dos franqueados dos Correios seja apenas um barulhinho bobo. Se o governo quisesse mesmo promover a eficiência neste setor já teria privatizado boa parte dos franquados e, claro, teria também promovido a abertura deste mercado a empresas estrangeiras.

Mas nem os franqueados reclamaram (exceto agora), nem o governo nunca quis abrir mão do que – como se vê nas notícias – é um grande elefante para a troca de favores políticos.

Eleitores, claro, não parecem se preocupar muito com isto, o que é uma pena em termos normativos e positivos…

Sim, isso mesmo. Leia o artigo de Virgil Storr para entender o argumento.

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