agosto 2010


Mais um link para esta série de notícias que este blog sempre busca acompanhar.

Mais um artigo interessante. Eis o resumo:

From a sample of Asian countries over the period 1999-2007, this paper investigates the link between bankcompetition and economic development. In general, although banking market power has a U-shaped relationship witheconomic growth, banking market power tends to improve economic growth. However, the positive impact of banking market power on economic growth only occurs in agricultural sector, but not in industrial sector. It is also shown thathigher banking market power in countries with greater economic freedom erodes overall economic growth and industrial growth. On the contrary, there is no significant relationship between banking market power and agricultural growth in countries with greater economic freedom. Therefore, when economic freedom increases and financial service investments come into a country, any policy to boost banking competition becomes necessary. In this phase,as well, industrial sector is more important than agricultural sector.

Interessante, não?

Mankiw mandou bem.

…é bem diferente do que a milionária propaganda oficial nos vende exaustivamente na televisão. Pior que isso é aguentar os candidatos a cargos públicos espalharem asneiras em qualquer tipo de mídia.

Leia direitinho antes de responder.

Eis a notícia bizarra de hoje: um sujeito se diz preocupado com a super-população (não-branca?) e o “consumismo”. Para corrigir isto, oferece umas migalhas para quem o impressionar com alguma idéia. Claro que, para mostrar seu ponderado nível de consumo, ele se apresenta com meia dúzia de modelos loiras.

Hipocrisia assim, só em fotos como esta ou em diálogos de ricaços como este gravado no Rio de Janeiro.

p.s. a análise do Pedro Sette sobre o fortíssimo viés da imprensa está ótimo. Pobre do menino carioca que teve que se desiludir tão cedo com o discurso ridículo de um auto-denominado “proletário”. Imagino qual seria o título do próximo livro do sociólogo Cândido Mendes, caso ele decidisse escrever sobre os oito anos que se passaram. “O Príncipe Proletário”?

p.s.2. mudando de assunto, se a cultura é o problema, então defina cultura primeiro. Eis aqui alguma coisa interessante sobre cultura, que nada tem a ver com este post, mas vale a menção.

Eis alguns palpites – nos EUA – sobre a curva de Laffer. Tem de tudo lá. Imagino que, no Brasil, ainda não temos um jornalista que consiga uma gama tão ampla de opiniões em uma única matéria. Ou estou enganado?

Eu já havia citado a notícia, mas SB mostrou que há jornalistas que não se furtam a fazer a crítica correta.

p.s. eu não disse?

A melhor do dia, na blogosfera de economia, foi este post do Leo Monasterio.  Imperdível.

Lawrence White aqui e aqui. Se você quer aprender um pouco da história monetária dos EUA, Larry White é leitura obrigatória!

A III Conferência Anual da Associação Brasileira de Direito e Economia é aqui, em Belo Horizonte. Convido todos a apreciarem a programação provisória aqui.

Se o leitor puder ajudar a divulgar o evento, já agradeço, ok?

Geralmente pensamos em um sistema de metas de inflação para combater a inflação. Mas existe a possibilidade de um governo adotar o sistema de metas para gerar inflação? Este é o debate atual no Japão. É interessante pensar na situação do país, que se encontra numa inusitada situação de pouco crescimento e alguma deflação há algum tempo.

O mais interessante é observar os aspectos institucionais do BOJ, o banco central japonês. Por exemplo:

Fujii, 78, a Lower House lawmaker from the Democratic Party of Japan, said the government shouldn’t use the central bank as its “tool.” Once the government begins asking the central bank to comply with its wishes the requests are bound to become more “forceful,” he said.

Until 1998, the BOJ operated under a law enacted during the war that allowed the government to safeguard military funding. The statute helped financing for unsustainable military campaigns, Fujii said

Não lembra o Banco Central brasileiro nos anos da heterodoxia (militar e pós-militar), com sua retaguarda aberta para o Banco do Brasil praticamente anular qualquer política monetária? O mais exótico é notar que a lei citada só foi abolida em 1998, mais de 40 anos após o final da II Grande Guerra Mundial. Em outras palavras, se uma análise dos dados mostrar que a lei citada foi efetivamente utilizada, teremos uma boa pista para entender a contribuição da política fiscal para a atual situação econômica do Japão.

Considere que a política monetária seja realmente ativa e o BOJ tenha uma autonomia efetiva. Neste caso, lugar contra a deflação com metas de inflação seria uma política eficiente?

Diogo Costa também entra na discussão sobre libertários no Brasil.

Pense nisto.

Mas o Adolfo viu. Aliás, os empresários que adoram o sr. da Silva devem estar muito felizes com esta outra notícia. Não vale dizer que não era “socialista”. Afinal, até industrial paulista, hoje em dia, é socialista!

Interessante reflexão sobre a influência da internet sobre nosso modo de pensar. Um artigo certamente polêmico e sem conclusões definitivas, mas que ilustra bem algumas mudanças que percebemos em várias pessoas – senão em nós mesmos – quanto aos hábitos de leitura e pesquisa.

Embora o problema seja simples – como você usa a internet – é interessante pensar que a internet possa nos abrir novas possibilidades de pesquisa. Claro, tudo vem com um custo e, neste sentido, o artigo apenas reafirma a velha máxima econômica de que “não existe almoço grátis”: mais tempo na internet significa menos tempo em atividades alternativas. Se o ganho de produtividade com a internet compensa esta mudança de alocação do tempo? Eis aí a questão central para cada usuário. É este o ponto que cada um precisa ponderar nesta reflexão…

Descanse em paz, Dionísio.

Mais uma inteligente publicação do Alex. Desta vez, uma estimativa simples e informativa dos estabilizadores automáticos no Brasil.

Humor inteligente, este.

Eis o preço, lembrando que há que se adicionar os gastos públicos em viagens e afins, financiados com nossos impostos. O ganho, até agora, não foi estimado, mas suspeito que não compense muito. Aliás, vidas humanas têm um preço muito elevado…

Hernando de Soto traz um pouco de realismo à errônea fantasia de Avatar.

O debate interessante continua. Igor Taam faz interessantes sugestões e se remete a um texto de Rodrigo Constantino que passou por uma experiência muito parecida com a que eu tive com alguns austríacos mais radicais.

Em síntese, eu diria que o problema é realmente a falta de habilidade de alguns em lidar com o dilema “pragmatismo-purismo”. Talvez todos nós já tenhamos passado por isso em algum momento da vida e acho que mesmo Igor, Rodrigo ou eu mesmo nos deparamos com este dilema. Mais ainda, acho que o dilema não se restringe às ideologias, mas praticamente a quase toda discussão da vida (e.g. “esqueci de tomar meu remédio hoje, devo parar de tomá-lo ou ser pragmático e tomá-lo amanhã?”, etc).

Concordo com Igor e Rodrigo.

Boa discussão. Aliás, tenho que tomar meu remédio.

Esta medida demorou tanto a aparecer que até desconfio de segundas intenções… Em ano eleitoral, governos adoram amaciar a vida dos potenciais eleitores…

Ou o atraso de alguns países. Aqui.

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