agosto 2010


Será mesmo que os emergentes…emergirão?

Se você estiver em BH, este é um semestre com muitas opções para seu food for brain. Há o Liberdade na Estrada, o Seminário de Economia de BH e também o III Encontro Anual da Associação Brasileira de Direito e Economia. Até começo a acreditar que BH parou de ser apenas palco de filosofia de boteco – regada à chorosa música mineira – e está em uma transição para um possível centro intelectual.

Claro, é cedo para ser otimista…

Larry White, já citado neste blog várias vezes, vem desenvolvendo os capítulos de seu novo livro em forma de textos para discussão. O último deles está aqui.

Desta vez, em Shanghai. Se você puder, é uma bela oportunidade.

Interessante entrevista com Peter Boettke, um austríaco que não tem preconceitos.

Discussão interessante, por David Ignatius.

Interessante pesquisa sobre um conceito que alunos geralmente decoram e se esquecem: sunk costs. Bem, veja o resumo:

Efeito Sunk Costs: O Conhecimento Teórico Influência no Processo Decisório de Discentes?
- Suliani Rover
- Artur Filipe Ewald Wuerges
- Eduardo Cardeal Tomazzia
- José Alonso Borba
Página: 247-263

Resumo
O efeito sunk costs é definido como uma maior disposição em continuar uma empreitada uma vez que um investimento em dinheiro, esforço ou tempo já tenha sido realizado. De acordo com a teoria econômica, porém, estes gastos passados não deveriam ser levados em consideração, uma vez que não podem ser recuperados. O objetivo deste estudo é investigar se o estudante de cursos de graduação da área de negócios é menos suscetível ao efeito sunk costs do que estudantes de outras áreas. Foram aplicados 528 questionários com alunos de nove cursos de graduação de três universidades catarinenses. Os resultados confirmam a relevância do viés cognitivo causado pelos sunk costs, uma vez que indicam uma probabilidade menor de acerto dos problemas quando estes envolvem sunk costs na decisão. A hipótese de que os estudantes da área de negócios estão menos propensos ao viés cognitivo causado pelos sunk costs não foi confirmada.

Interessante pergunta a dos autores. Estudos como estes são interessantes e trabalhosos, já que a base de dados deve ser construída pelo(s) autor(es), mas muito importantes. Um ponto interessante é verificar até que ponto o ensino universitário consegue alterar hábitos não-científicos (ou não-racionais) das pessoas. Ou mesmo verificar se esta mesma pergunta deveria ser reescrita.

Vale a pena conferir.

Indústria quer diminuir sua própria competitividade externa para vender produtos R$ 1,99 ela mesma.

Lembra da proposta do Skype? Pois é. Agora o Google chegou lá.

E o pior é que a oposição não é capaz de fazer…oposição.

Desde o início deste blog até hoje, observa-se uma crescente cubanização das instituições brasileiras, sob os auspícios da administração da Silva. Chegou a um ponto em que, realmente, não é mais tolerável. Daqui para frente, ou se defende a democracia, ou o futuro é bem mais sombrio do que nos vendem ambos os candidatos principais…

Erik cita um artigo interessante sobre os efeitos da amizade sobre o desemprego e aproveita para fazer uma bela piada sobre uma tragicômica notícia. Ou seja, conseguiu juntar economia normativa e positiva em um único post.

Mais um estudo interessante, citado nesta notícia, a respeito do efeito negativo que royalties do petróleo têm sobre o esforço fiscal dos municípios. Esta é uma discussão que, claro, precisa ser feita com seriedade.

Não é de hoje que sabemos que transferências podem gerar um problema de moral hazard no federalismo fiscal. Mas é incrível como a discussão ainda repercute pouco.

Uma das melhores que já li…

Mais uma demonstração do socialismo real do século XXI, o internacionalmente famoso, bolivarianismo. Nem o Itamaraty, nem os movimentos supostamente sociais das feministas se manifestaram ainda.

Luciana acaba de encontrar uma das várias que vemos por aí, mesmo em supostos escritos de supostos intelectuais…

Talvez só no Banco Central (e olhe lá!). O governo em final de mandato lança leis totalmente sem lógica como esta. Não demorará muito para que tentem fechar a economia, liberando Ipods só para os que têm dinheiro para viajar para o exterior. Opa…já fazem isso.

Fica menos difícil votar no Serra assim…

A censura, o medo da crítica, a recusa de ouvir sátiras…tudo isto foi alvo de protesto no Rio de Janeiro. Bem, os – geralmente ativos – franceses do Repórteres sem Fronteiras não lançaram uma nota sobre o assunto. Eu já achava estranho todo este silêncio. Agora, com este tipo de acontecimento, imagino que eles vão acordar.

Escritora denuncia o elevado nível de censura que vem de Brasília. Esta é a consequência social do bolivarianismo. Piada política? Não pode. Os nove tentáculos do polvo socialista brasileiro fazem censura velada. Aliados aos empresários rent-seekers, ao cronista cínico tomador de chimarrão, a certos elementos que supostamente representam a Justiça, e a um bando de gente que se diz “do meio cultural”, o Brasil se transforma, aos poucos, em uma imensa Venezu-Cubolívia-do-Norte.

Excelente desabafo da autora. Bateu, inclusive, no pseudo-capital humano que o governo vende como “conquista ‘dessegoverno’ “. Não faltará blogueiro (que deseja uma “bolsa-blog”) para tentar acusá-la de exagero, etc.

Bateu bem, Maria Adelaide.

Enquanto a AIG paga parte do dinheiro público, outras questões continuam perturbando o governo dos EUA.

Pela primeira vez, Krugman não está alucinado com questões políticas. Basta ficar acadêmico que seu lado racional reaparece.

Alguns acham que a corrupção nada tem a ver com a economia ou que os trambiques não atrapalham na formação dos alunos. Bem, a história é bem diferente do que dizem estes argumentos.

Ou seria o contrário? De qualquer coisa, o Marcelo P. Abreu, da PUC-RJ, não deixou passar nada. Fico imaginando o que o entrevistador do jornal Valor Econômico – que publicou a entrevista – pensa sobre isso.

Sensacional dica do Bender: um modelo com infinitos períodos que satisfaz aquele tradicional aluno chato que acha racional o sujeito deixar uma montanha de dinheiro após a morte. Até calouro entende este filme!

Mais um interessante trabalho do povo da psicologia séria. Uma discussão bem-humorada encontra-se aqui.

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