junho 2010
junho 16, 2010
Novo periódico científico põe fim à suposta inexistência de interdisciplinaridade entre Direito e Economia
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junho 16, 2010
junho 16, 2010
A atividade “rent-seeking” está em alta quando…pessoas se unem para lucrar em concursos.
junho 16, 2010
Grandes Momentos da Administração da Silva
Posted by claudio under ciclos econômicos, economia política, grupos de interessesLeave a Comment
Os cientistas políticos e (s)ociólogos (thanks, Gaspari) que sempre fecharam os olhos para as “malufadas” (sorry, Maluf, não queremos compará-lo a este povo) da esquerda, nunca acreditaram muito em responsabilidade fiscal ou em Ciclos Político-Econômicos (exceto quando a não-esquerda-deles estava no poder).
Bem, eles têm que rever seus paradigmas. Isto é que dá ser “cabeça-de-word” (no caso, sem dicionário).
junho 15, 2010
junho 15, 2010
junho 15, 2010
Eu gosto do Larry White, principalmente quando discute tópicos de economia monetária. Fiquei, então, curioso, com este conjunto de textos para discussão dele (um, dois e três). Claro que eu recomendaria a leitura, em conjunto com este texto de Wallis & North.
Aliás, White dá um belo exemplo de porque a teoria do valor trabalho não funciona, em um dos textos. Trecho:
The most fundamental flaw of the labor theory of value (and of the generalized cost-of-production theory of value that Smith and others also advanced) is its supposition that the price of a good reflects an intrinsic feature of the good, something infused during its production, rather than something in the minds of its buyers. It supposes that expended input cost determines selling price, rather than vice-versa. Early critics of the theory, like Samuel Bailey (1825) noted that demand and scarcity together were necessary and sufficient to explain a positive price (and resolved the diamond-water paradox), but labor input was neither necessary nor sufficient. Naturally fertile plots of land, and accidently found gems, have no labor input yet high value. Bad works of art may have many hours of labor input, yet little or no value. But the critics hadn‘t yet fully spelled out an alternative theory.
junho 15, 2010
Pois bem. Eis um teste simples: divulgue o nome dos seus futuros ministros da área econômica e deixe a sociedade se declarar a respeito.
p.s. o mesmo vale para os outros candidatos.
p.s.2. não me venha com esta cretinice de falar de “bancos”. Sabemos muito bem que o medo é da população como um todo, não apenas de “bancos”. “Bancos”, cara candidata, não existem sem poupadores.
junho 15, 2010
“Em 1947, os gibis se transformaram em prioridade para a vereadora carioca Lia Correia Dutra. [Ela] (…) [c]hamou a atenção (…) para o quanto eram perigosas as revistas vendidas ‘com fins lucrativos e para enriquecimento de seus proprietários, sem ter nenhuma finalidade educativa’”. [A guerra dos gibis, Gonçalo Junior, Companhia das Letras, 2004]
Ok, ok. Onde está o aumento da criminalidade gerado pelas revistas em quadrinhos? A resposta é: se existe algum efeito, provavelmente ele é desprezível frente, digamos, ao trauma de um filho ao ver seu pai roubando como um louco na política. Ou matando um tio.
Por isso é que eu nunca tive medo de quem joga Playstation.
junho 15, 2010
Eis aí uma pergunta que alguns se fazem quando analisam o mercado de transporte aéreo de passageiros no Brasil. A questão geralmente é mal interpretada como uma tácita aprovação de que mercados sempre falham. Alguns ainda diriam – erroneamente – que o governo deveria corrigir qualquer falha de mercado.
Bem, o caso é este: a ANAC teve que intervir para tirar o letárgico mercado de sua posição bem pouco favorável ao consumidor. Eis as novas medidas, caso você perca seu vôo por problemas da companhia. Será que a ANAC precisava dizer o óbvio para as companhias? Sim, porque não é óbvio que elas atendam bem ao consumidor. Por que? Porque o incentivo para fazê-lo é muito menor em um mercado pouco competitivo do que em um muito competitivo, ceteris paribus.
A falha do governo também está presente, já que os incentivos à concorrência não parecem ser o forte deste governo. A existência de incentivos fortes ao rent-seeking também não ajudam. Claro, o mais irônico disto tudo, é que os mesmos pseudo-professores que “ensinam” que não existe “soberania do consumidor” (ou que dizem: “soberania para que? Para serem explorados?”) são os mesmos que a defendem, nem que seja às custas da menor competição nos mercados.
Esta aparente tensão – na cabeça desta galera confusa – é fruto do contato do sujeito com a realidade. Quanto mais ele sai de sua torre de marfim universitária, na qual se fala muito sobre práxis (mas a mesma se resume a um jogo político bem sujo, na maioria das vezes…), para a prática do dia-a-dia (nem que seja ganhando um cargo em uma agência reguladora porque papai é amigo do deputado), mais ele é obrigado a aprender o papel dos incentivos da maneira mais difícil: na prática.
Claro, acho ótimo que a ANAC tenha dito o óbvio para as companhias, mas melhor seria se incentivasse a competição. Neste caso, as próprias empresas aprenderiam por si as melhores formas de respeitar o consumidor. Não dizem que é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe? Então…
junho 15, 2010
Selecta Matinal
Posted by claudio under Uncategorized | Tags: irracionalidade racional, nova economia institucional, obesidade, políticas públicas |Leave a Comment
1. Mudanças institucionais são difíceis. Bem, por que instituições mudam? Por que se adotam instituições melhores e, em alguns casos, piores? Este artigo desenvolve um argumento para se entender o problema.
2. Nestas discussões sobre irracionalidade racional, capital humano, ideologia e cultura, certamente há um fator que me incomoda: a burrice. A burrice é só uma característica das pessoas ou é, realmente, um determinante do desempenho de países? Bem, eis um texto que trata do assunto, embora não use o termo “burrice”.
3. Os economistas brasileiros ainda não geraram uma quantidade aceitável de estudos para se analisar uma política pública tão simples quanto a da prevenção de acidentes no trânsito. Você vê um ou outro artigo por aí, mas a verdade é que há escassez de economistas (e, no subconjunto dos economistas que estudam políticas públicas também há a escassez de competência que, claro, enfrenta a escassez artificial de dados gerada pelos governos) na área. Ok, então sempre que eu encontro artigos sobre o tema eu divulgo aqui (ainda que o pessoal frequentemente se esqueça, como é hábito na cultura ruim brasileira, de agradecer ao blog). Bem, então lá vamos nós.
4. Quer combater a obesidade? Esqueça o aumento da carga tributária para gerar empregos e benesses com esta desculpa. Confie no mecanismo de preços e contrate uma boa equipe de economistas para fazer sua política pública. Garanto que qualquer um que não seja “cabeça-de-word” fará um bom trabalho.
junho 15, 2010
Meu amigo Thomas Kang – cujo texto utilizamos em HEB II – é um destes que adora o tema “Escolha Social”. Neste pequeno texto ele se mostra mais otimista do que eu com as possibilidades de escolha social.
Não me entenda mal. Eu também comecei a ler sobre Escolha Pública a partir do que Dennis Mueller chama de Escolha Pública Normativa, o que engloba o tópico da Escolha Social. Mas eu prefiro os argumentos do que eu chamaria de “Nova Escolha Pública”. Tenho em mente os estudos de Caplan sobre a relação entre capital humano, votação e irracionalidade.
Acho este um caminho extremamente promissor mas, claro, a escolha (individual) de Thomas (e a minha) não são substitutas entre si. Pelo contrário, elas dialogam razoavelmente bem.
junho 14, 2010
SB errou na sua previsão para o resultado de Camarões x Japão. Em outras palavras, SBmetrics não é lá estas coisas, he he he.
junho 13, 2010
junho 13, 2010
junho 13, 2010
p.s. Não adianta, o leitor mediano lê uma notícia como esta acima e cai na ilusão de se achar um gênio (se bem que, neste caso, ele não deveria ser capaz de ler…). Se é verdade que inteligência é um conceito complexo, também é verdade que gênios não surgem aos montes. É por isso que eu continuo achando que saber olhar as horas é um bom indicador de inteligência…
junho 13, 2010
junho 13, 2010
junho 13, 2010
Obama realmente pagará o preço por ser tão inepto em política externa. O pior é que, no caso, nós todos pagamos o preço juntos com o presidente norte-americano que parece ser uma mistura de da Silva e Collor.
Se Fritz Lang, vivo fosse, provavelmente faria um novo “Metropolis”, embaraçando, definitivamente, o discurso errado dos professores engraçadinhos dos colégios, que insistem em dizer que “A história da riqueza do homem” é um livro historicamente preciso, que Obama é a renovação e, claro, que a política externa brasileira é a melhor possível para promover a democracia.
Nem Bush foi tão ingênuo…
junho 13, 2010
Primeiro, compra-se políticos e juízes. Depois, cala-se a imprensa. Em um movimento paralelo, flerta-se com regimes nada democráticos. Não, não estou falando do Brasil, embora a situação lembre muito a lógica local. Falo de um vizinho desgovernado.
junho 11, 2010
Discussão divertida e saudável (ao contrário do que ocorre quando alguns figurões desconhecedores da blogosfera a invadem, como se seu quintal fosse).
junho 11, 2010
junho 11, 2010
Que coisa feia. Ela ainda estava com aquela imagem de “azarona”, “terceira via” e afins. Agora, depois desta…
junho 11, 2010
Alguns acham que o pai serve para trazer alimentos para a família. Uma versão moderna daquele Homem de Neanderthal que a gente vê nos filmes. Outros acham que o pai é o “papai”, o “papi”, aquele bobo manipulado pelos filhos. Geralmente pensam que os filhos são anjos e reclamam nas escolas sobre os professores malvados que fazem os filhos estudarem.
Há várias visões sobre o papel dos pais. Mas, estudos recentes parecem apontar para um papel, digamos, menos importante para os pais (e mais importante para as mães). Há controvérsias (veja, por exemplo, isto, relacionado a outro artigo, mas com discussão similar), claro, mas não deixa de ser uma boa leitura.
junho 10, 2010
Estranha, claro, não quer dizer que não seja interessante. Aliás, vale a leitura toda.

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