junho 2010


Quem leu o Superfreakonomics deve se lembrar da discussão sobre o papel dos vizinhos no combate ao crime.

Com a internet, a vizinhança ganhou um novo significado. Veja, por exemplo, este texto.

Facebook, Twitter, como tudo, podem ter más e boas utilizações.

Os que se acham, os que não se acham (vide lista) e os outros (nos quais se incluem os bons e os que não estão nem aí). Claro, há interseções e interseções, mas é muito boa a publicação desta lista pelo Ciência Brasil. Afinal, este é um debate muito importante e que diz respeito ao nosso famoso Clube do Capital Humano (procure na caixa de busca lateral).

Imagino que uma lei como a proposta pelo parlamento sul-coreano deve ter um efeito notável sobre a criminalidade-alvo…

Seria uma triste novidade para o país. Mas não duvide, brasileiro não desiste nunca…

É o que diz o comentarista neste texto citado pelo PRA. Suspeito que ele está certo. Vejo um comportamento – médio, claro – distinto entre os brasileiros ricos e sua contraparte estrangeira. Seria a cultura? Seria o capital humano? Creio que o que se ensina em uma faculdade brasileira é parecido com o que se ensina em uma faculdade, digamos, inglesa.

Antes de jogar a culpa na “cultura”, podemos pensar em incentivos. Entretanto, quais incentivos agiriam aqui? Talvez a sensação de poder que um bocó endinheirado brasileiro tem ao ver que seus crimes são sempre menos graves do que os de um pobretão. Ou talvez eu esteja enganado. Claro, pode ser que haja outro motivo.

Mas não é terrível imaginar que exista uma certa má qualidade nas elites latino-americanas, que as tornam um pouco piores do que suas companheiras do Primeiro Mundo (e talvez possamos dizer o mesmo das elites africanas). Será?

Bolivarianos brasileiros são assim: para um figurão dos jornais ou um político, tudo. Para o pobre, nada.

A pilha só aumenta, então vou deixar como dicas para os leitores sérios deste blog.

Primeiro, um artigo sobre ranking de periódicos de economia. Em seguida, um pouco de história, com a velha pergunta: será que a colonização européia foi prejudicial para as colônias? Mais história, com o mercado de seguros brasileiro como alvo da pesquisa. O surgimento da indústria musical indiana é descrita neste artigo.

Hordas de (s)ociólogos (thanks, Gaspari) e cientistas sociais estão estupefatas e silenciosas: o caos nos EUA não aconteceu. Aqui no Brasil, contudo, o assunto é “tabu”, infelizmente, quando não é tratado de maneira incorreta, como pura geléia ideológica.

Lamentável.

…em uma antiga representação artística.

O Orozco deu esta ótima dica – divertida e auto-explicativa, eu acrescentaria – sobre como o problema dos incentivos é interessante e complexo.

p.s. o mesmo pessoal tem também um vídeo sobre o Superfreakonomics.

Não fizemos o dever de casa, mas não queremos que os que fazem se saiam melhor, diz ministro brasileiro.

O cidadão comum não pode nem ter uma pequena amostra do que é viver em uma economia aberta que grupos poderosos – com livre trânsito no governo (notadamente em ano eleitoral) – já começam com um estranho papo de “excesso de importações”.

Por mim, eu importaria políticos. Certamente seriam mais baratos que os nossos. Se der bobeira, acho que até conseguimos algum menos estúpido e mais honesto por um bom preço.

Medo de importações é um traço do bolivarianismo pouco citado e que merece mais investigação por parte de nossos (s)ociólogos (thanks, Gaspari) e seus inseparáveis aliados: os cientistas políticos.

…alguém trouxe racionalidade ao processo exótico de “indenizações” para anistiados. O pior é o populista que usa do legítimo clamor popular por justiça para fazer graça com o dinheiro público. Este, para mim, é o pior crime possível neste caso…

Em dezembro, no Japão, o live action do Yamato. Novo anúncio, aqui.

O melhor é o representante do partido da situação defendendo a inclusão da cachaça na cesta básica com um argumento “politicamente correto”.

Já os outros deputados, nada inesperado…o que nos leva à seguinte pergunta: é difícil entender a existência de tanta arbitariedade contra os pagadores de impostos deste país?

p.s. logo aparecerão aqueles falando dos “limites da imprensa” e outras desculpas sem sentido…

Parece-me que, como disse o Igor, muito do que se vê, fica menos inexplicável…

Belo trabalho básico de pesquisa deste cidadão. Vejamos os desdobramentos.

Decisão racional? Talvez sim, talvez sim.

A culpa é do chimpanzé da esquina!

Uma versão popular da Lei de Gresham fala de moeda boa e má (mas para ser mais preciso…). Bem, tem gente querendo ser presidente do Brasil e que já tentou transformar este país em um paraíso norte-coreano. Bem, eis o que os norte-coreanos pensam da moeda deles.

Precisa dizer mais?

O Freakonomics divulga um estudo que mostra que universidades virtuais não são o que se diz por aí. Aparentemente, aquela história dos geniais alunos que aprendem sozinhos em casa não passa de lenda urbana (ou é apenas uma evidência de que existem exceções à toda regra, claro).

Curiosamente, os mesmos pais que geralmente clamam genialidade para seus pimpolhos também são os mesmos que exigem que os mesmos frequentem uma escola. Ou seja, no fundo eles sabem que este negócio de estudar sozinho não funciona. Até mesmo aquele pai que foi perseguido pelo governo porque educava os filhos em casa não foge à regra: além de pai, ele ensina.

Enfim, nenhuma novidade: incentivos importam.

Parece que sim. Ou os franceses é que são lenientes mesmo?

Reboot, old style.

Doar alguma grana para ver este filme produzido pode ser interessante, principalmente se você for um descendente de japoneses.

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