maio 2010


Vou resumir tudo com uma única imagem.

Pois é, houve uma época em que brasileiro era menos covarde e menos quadrúpede (em termos ideológicos) do que hoje. Era a época de Na Mira do Tira.

Já submeteu seu artigo?

Mais sobre o III ABDE aqui.

Por isso não falou nada quando o “criminoso comum” (na terminologia petista na administração da Silva) morreu em Cuba. E nem consegue se posicionar sobre um cineasta iraniano (outro criminoso comum?) que se encontra em greve de fome.

Talvez seja interessante alguém ministrar um curso para nossos diplomatas sobre como lidar com direitos humanos ou questões como greve de fome. Um assento no Conselho de Segurança da ONU deve dar muito tesão para os entusiastas do “complexo industrial-militar”, mas será que “segurança” é apenas sentar no tanque e pegar na bazuca?

Será que o mercado destrói o ideal romântico, o bom selvagem e o Coelho da Páscoa? Descubra aqui.

Entrevista com o falecido Julian Simon.

Nem todo rent-seeking compensa. O Brasil que trabalha se alegra.

…será que isto terá sucesso?

Pronto, fundei o meu clube.

Explico-me. Não quero subsídios do governo para mim. Também não quero mais impostos sobre ninguém em meu nome. Tudo começou com o artigo que eu e o Guilherme publicamos aqui. Desde então, não consigo mais deixar de notar a má qualidade da mão-de-obra por aí. Ontem fui a um restaurante japonês de BH com o Ari e sua família. O garçom me soltou um “- A gente temos” em umas quatro ou cinco frases seguidas.

Não dá para ignorar. Como conheço alguns professores da rede pública, sei que nem todos concordaram com o “construtivismo achado na rua” que defende, na prática (mesmo que não o digam, é a consequência lógica do que pregam), o descaso com a qualidade do capital humano. Nesta visão puramente política da pedagogia, “qualidade” é coisa de capitalista que certamente gera exploração da mão-de-obra inocente, burra (e que precisa ser guiada pelos grandes timoneiros da esquerda para…para…para onde?).

Como economista e como professor, não posso compactuar com esta enganação. Não quero mais ver garçom falando como um selvagem. Quero vê-lo estudando e ampliando as chances de evoluir e ser uma pessoa realmente completa, que tem capacidade de escolher entre diversas profissões possíveis.

Cada um com um mínimo de inteligência (note: não necessariamente isto significa estudar muito) sabe que os políticos estão, em sua esmagadora maioria, independente da ideologia que dizem defender, apenas dispostos a permitir que as pessoas tenham a oportunidade de servi-los como garçons, prostitutas, engraxates a troco de uma esmola que pode até ser uma bolsa financiada com o dinheiro público. Isto não é política social, é exploração.

Até os industriais, que sempre defenderam uma única política setorial como sendo social, a tal política industrial, estão em maus lençóis agora, em parte como resultado de suas próprias ações como pedintes (e não como empresários) neste capitalismo paternalista que é o brasileiro. Não é difícil notar a notória dificuldade que eles têm, por exemplo, em apresentar algum estudo com uma medida simples de bem-estar para justificar suas reivindicações. Substituir importações, meus caros, não é um almoço grátis.

Bem, isso tudo nos leva ao clube do capital humano. Qual o objetivo? Simples, quero colecionar, sobre esta tag, notícias que mostrem o problema. Quanto mais a blogosfera espalhar as impressões sobre este problema, melhor. No mínimo vou colecionar evidências, aqui, de que o problema do capital humano brasileiro continua sério e que não pode ser mascarado com o discurso “agregador-keynesiano”. Capital humano é, sim, um problema de infra-estrutura no Brasil e, não, não se resolve criando mais universidades públicas. Capital humano é um problema microeconômico. Está na vida de cada um de nós: na padaria, no posto de gasolina, na faxina semanal e, para a tristeza de alguns, na própria família.

Este Clube está aberto para a coleta de depoimentos, impressões, dados, estudos científicos, etc.

p.s. O primeiro convite é ao professor Guiherme Hamdan, co-autor do artigo. Se quiser blogar aqui sobre este tema (e outros), é só me falar.

Duas dicas para os imbecis de sempre. Aqui e aqui.

Realmente acho que a melhor idéia desta semana foi aquela que causou pânico no Paquistão: cada um tem o direito de fazer a charge de Maomé, Deus ou qualquer outro ser vivo, mitológico ou mesmo estagiários.

Curiosamente, na democracia, críticas são bem aceitas. Veja o caso dos EUA e o vazamento de óleo. Tente comparar com a plataforma de Chavez que afundou (deu no jornal?) recentemente. Nem há mais oposição para reclamar na ditadura (democraticamente eleita…tal como no nascimento do nazismo, com a eleição de Hitler, lembra?) venezuelana.

Não basta ter imprensa e eleições para se dizer democrata, como quer nossos bolivarianos brasileiros. Irã não é democracia, pessoal. Venezuela também não é. Nem Cuba. Ah sim, a Coréia do Norte também não. Não me venha com o papo do “poder do dinheiro”. É nestes países que existe a maior concentração de renda (toda ela em uns poucos que, aliás, detêm o poder de explorar o trabalho alheio). É nestes países, também, que não existe liberdade de imprensa por conta do “poder da mídia”, todo ele nas mãos do suposto defensor da liberdade de expressão: o Estado.

O problema não é deixar de ser terrorista. O problema é o terrorismo deixar você. Tem político brasileiro por aí dizendo não ser  terrorista, mas a mentalidade terrorista, esta terrível forma de pensar, não parece ter abandonado muitos deles. Merecem charge também, claro (veja o texto de 19.02 do Danilo para entender a diferença entre o Brasil e uma democracia).

Fica para o leitor a escolha. Afinal, sempre há uma escolha.

…outra crise iraniana. É que esta não tem urânio, só vidas humanas mesmo.

Eu e o Guilherme publicamos um artigo há algumas semanas atrás. Hoje, o Estadão faz uma importante matéria sobre o mesmo tema.

…não participe do evento de amanhã. Qual?

São Paulo

Objetivo: venda de 6 mil litros de gasolina sem o valor dos tributos (impostos + contribuições), que serão pagos pelas entidades organizadoras.

Data: 25 de maio de 2010 (terça-feira).

Local: Posto Ipiranga, Centro Automotivo Central da Perdizes

Endereço: Avenida Sumaré, travessa da Rua Dr Franco Rocha, 664, Sumaré

Horário: Abastecimento a partir das 9h, por ordem de chegada.

Pagamento: Apenas dinheiro.

Observação: Para dar oportunidade para mais pessoas, cada veículo poderá colocar no máximo 30 litros.

Apoio: Associação da Classe Média – ACLAME, Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL, Confederação dos Jovens Empresários – CONAJE, Instituto de Estudos Empresariais – IEE, Instituto Liberdade, Instituto Millenium e OrdemLivre.org

Brasília

Objetivo: venda de 10 mil litros de gasolina sem o valor dos tributos (impostos + contribuições), os quais serão pagos pelo posto patrocinador

Data: 25 de maio de 2010 (terça feira).

Local: Posto Jarjour (Asa Norte)

Endereço: Eixinho de baixo norte, altura 208 norte

Horário: A partir das 6h da manhã.

Pagamento: Apenas dinheiro.

Observação: Para dar oportunidade para mais pessoas, cada senha dará direito a somente 30 litros.

Apoio: CDL-DF

Contato: Samuel Torres de Vasconcelos – Presidente CDL Jovem-DF – (61) 3218-1505/ 8151-7856.

Porto Alegre

Objetivo: venda de 5 mil litros de gasolina sem o valor dos tributos (impostos + contribuições), os quais serão pagos pelo posto patrocinador

Data: 25 de maio de 2010 (terça feira).

Local: Posto Firense

Endereço: Rua Santana 345,

Horário: A partir das 9h da manhã (senhas) e 10h (abastecimento)

Pagamento: Apenas dinheiro.

Observação: Para dar oportunidade para mais pessoas, cada senha dará direito a somente 20 litros.

Vitória

Objetivo: carreata pelas ruas da capital. Cada carro representará um tributo distinto. A carreata vai terminar no posto de gasolina onde serão vendidos 10 mil litros de gasolina sem o valor dos tributos (impostos + contribuições), que serão pagos pelas entidades organizadoras.

Data: 22 de maio de 2010 (sábado).

Local: Posto de Combustíveis PA Ltda – Posto Enseada (Rede Ipiranga)

Endereço do Posto: Av. Nossa Senhora dos Navegantes, 220. Enseada do Suá.

Endereço onde vai começar a carreata: Sambão do Povo.

Horário: 9h (carreata). O abastecimento vai começar com a chegada dos carros da carreata.

Pagamento: Apenas em dinheiro.

Observação: a fila para abastecimento vai começar após o abastecimento dos carros participantes da carreata. Serão 30 litros por carro.

Belo Horizonte

Objetivo: venda de 5 mil litros de gasolina sem o valor dos tributos (impostos + contribuições), que serão pagos pelo posto patrocinador

Data: 25 de maio de 2010 (terça-feira).

Local: Posto Albatroz

Endereço: Av. Afonso Pena

Horário: A partir das 9h da manhã (senhas) e 10h (abastecimento)

Pagamento: Apenas em dinheiro.

Observação: Para dar oportunidade para mais pessoas, cada senha dará direito a somente 30 litros.

Este papo de “Ana e o Rei” ou de “O (bem ruinzinho) Monge à Prova de Balas”…pode esquecer. Nos anos 80, Chow Yun Fat fazia maravilhas no cinema de Hong Kong pré-retorno à China bolivariana.

…ter segurança pública melhorada.

Ok, estudo bacana, publicado em revista de primeira. Mas eu me pergunto se o resultado seria o mesmo se os estudantes tivessem que responder à seguinte pergunta: “você ficaria mais feliz com mais segurança pública financiada com mais impostos”?

Aliás, dia 22, em algumas capitais, haverá uma manifestação sobre impostos.

Sim, eu também achava que não, mas o pior é que elas podem. Mais trabalho para o pessoal de econometria.

O covarde se declara incapaz, o homem, bem, o homem se assume como tal. Este video aí em cima, para quem tem minha idade, ilustra bem isso.

Esta está ótima.

Simples: basta seguir a moda.

Interessante discussão sobre o vazamento de petróleo nos EUA.

No mundo mágico em que custos não existem…vive o brasileiro.

Horwitz tem um ponto bem interessante sobre as teorias da conspiração. Os comentários beiram à falta de educação (confiram lá, parecem até os analfabetos que, de quando em vez, visitam este blog), mas é fácil ver que a ignorância se dá porque alguns nem terminaram de ler o artigo. A regra básica para se fazer um bom comentário, sempre é: (1) leia o texto, (2) pense sobre ele, se necessário, releia, (3) pense novamente, (4) comente.

Na internet a dimensão da besteira aumenta porque um comentário imbecil sinaliza que o leitor incauto não foi capaz nem de ler um texto rápido, escrito por um qualquer (como eu). Será que um sujeito assim conseguiria fazer uma análise de interpretação de texto de um pequeno livro de contos de Machado de Assis? Não. Imagine então uma Odisséia de Homero. Acho que nem literatura de auto-ajuda o sujeito conseguirá comentar.

Ou seja, voltamos ao problema da qualidade do capital humano novamente

Aposto que vai dar o que falar…Não é todo dia que um aliado bolivariano ameaça entrar em guerra por algo que, obviamente e por todas as evidências encontradas, foi causado por ele próprio. Epa, pensando bem, eles sempre fazem isto…

A economia do Haiti nos dá valiosas lições. Aqui.

Quando você achava que isso não era possível, este aluno reclama dele mesmo (foi quase honesto: faltou reconhecer que o problema começou (e permanece) com…ele mesmo.

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