Difícil ser otimista com tanta manobra criatividade contábil para “melhorar” o superávit primário. Como muitos, Sardenberg é um pessimista e eu não tenho como discordar dele. Claro que o pessoal do governo pensa diferente o que, parafraseando (quase exatamente) uma fala de um ministro hoje, “é uma interpretação legítima, embora não precisemos concordar com tanto otimismo”.
Quando o governo espera uma coisa e todo o resto espera outra, lembramos da experiência fracassada dos anos 80 de tentar empurrar goela abaixo das pessoas uma expectativa de inflação bem otimista quando a vida real nos dava algo como 20% de inflação mensal. Não funcionou lá e nem funcionará aqui, por mais que alguns insistam.
Tomara que não dê no que eu acho que vai dar…
março 29, 2010 at 11:21 pm
E os anos se passam e continuamos a falar em superavit primário no Brasil como se fosse um número relevante, como se juros nominais não tivessem que ser pagos no fim do dia, ou como se não correspondessem a um serviço prestado ao governo. Por exemplo, aqui em casa meu superávit primário é enorme, “curiosamente” isso não faz a menor diferença no estado do meu orçamento…