O caso abaixo me foi contado por um colega da rede estadual de ensino.

Há muito tempo existia uma escola na Patolândia. Nesta escola, certa vez, um aluno praticamente destruiu a reputação de um professor com exemplos de pouco profissionalismo na frente dos colegas e de outro professor. Este, por sua vez, perguntou:

- Por que não reclamas com o diretor da escola?

Mas o aluno nunca bateu à porta do diretor.

Qual é a moral desta história? Pensei em algumas alternativas:

a) O custo de assumir o protesto pela qualidade de ensino nunca é percebido pelo aluno porque, afinal, ele já fez a matéria, aproveitou-se das ineficiências e, agora, apenas agora, revela suas críticas. Ou seja, é uma questão de custo-benefício.

b) Na mesma linha de (a), o aluno não reconhece a autoridade do diretor, ou não a vê como efetiva para uma mudança imediata, logo, desiste. Obviamente, mudanças são sempre marginais, nunca repentinas (sob o risco de causar um desastre), mas o aluno insiste em mudanças instantâneas para maximizar seu benefício de curto prazo.

c) O aluno apenas quer criar “network”. Ou o professor atual é visto como um ativo importante na construção de sua própria rede pessoal (sua = do aluno), ou o professor criticado já se depreciou em tarefa similar (“já serviu aos propósitos do aluno”). Isto pode ser amplificado se os professores avaliam alunos pela simpatia, mais do que pela competência.

Alguém mais quer ajudar meu colega com novas hipóteses e teorias?