dezembro 2009


Eis um exemplo.

Eu sei que o pessoal vive mudando endereços de páginas de dados no setor público por diversos motivos. Bem, um que mudou – e que é importante para pesquisadores – é o do Atlas do Desenvolvimento Humano, lá na FJP. Atualize seu catálogo de endereços.

Como sempre, o problema tem vários aspectos. Eis mais um.

Na minha leitura, o último ensaio desta dissertação interessante sugere que, no Brasil, o mercado não percebe corretamente o que seria o tamanho ótimo do governo.

A teoria econômica aponta claramente o risco que o contribuinte corre ao deixar que o governo não investigue a possibilidade de fraudes no Bolsa-Família. Detalhes aqui.

p.s. mais detalhes sobre as implicações políticas deste tipo de transferência aqui e aqui.

No início da crise mundial “notada” lá pelo final de 2008, veio à tona a discussão sobre o uso de certas ferramentas estatísticas em Finanças, especificamente, as “copulas”. Se não me falha a memória, o Laurini deu várias explicações sobre a dita cuja e outros blogueiros próximos a este foram críticos quanto ao seu uso em Finanças.

Mas, e em Macroeconomia? Há alguma aplicação para as copulas? Bem, veja o que diz Kevin Dowd em um artigo de Junho de 2008.

Why Do English-Speaking Countries Run a Trade Deficit? The Curse of Commercial Languages

Yener Kandogan – University of Michigan-Flint

Abstract With the advance of globalization, English has become the language of commerce. While this lowers the trade costs for other countries, the opposite is not necessarily the case for English-speaking countries. This paper first provides empirical evidence that trade deficit is chronic in the US and in other English-speaking countries. It then compares the situation in countries where other commercial languages are the official language. Using a theoretically-grounded gravity model, it concludes that commercial language is a significant factor behind this phenomenon. Industry level analysis show support for this effect, which is more pronounced in industries where consumers prefer products with instructions or information. Such information is widely provided in major commercial languages.

Gustavo Franco, agora, busca economia em Shakespeare.

Eis um interessante estudo sobre Deus, catástrofes e nossas percepções.

O escândalo dos ambientalistas que manipulavam dados tem sido praticamente banido de nossa imprensa – inclusive a especializada – o que é péssimo para quem se preocupa, realmente, com o meio ambiente. Afinal, se cientistas falsificam dados para ganharem uma discussão, fica difícil manter esta suposta “aura de pureza” que professores universitários e cientistas tentam vender ao público.

Vamos aos fatos: ninguém é imune aos incentivos. Cientistas também adoram status, fama e fundos de pesquisa, privados ou públicos. Segundo, se percebem que perderão os fundos porque seus estudos vão contra o patrocinador, nem sempre se portam honestamente. Veja, isto vale tanto para o patrocinador privado quanto o público que, ao contrário da fantasia (quase obsessiva) de alguns, está longe de representar os interesses da sociedade.

Por isso é que não me espanto com o escândalo e nem com sua baixa repercussão em um país no qual um diploma – mesmo que seja apenas um pedaço de papel, sem correspondente aumento de produtividade – dê retornos tão elevados a seu portador. Quem é medíocre sabe que o é e não quer perder a boquinha. Simples assim.

Um novo artigo sobre a economia das prisões na Grécia antiga. Por enquanto, acesso livre.

Então você está na maior felicidade lendo o Superfreakonomics porque não achou um erro de tradução ainda quando se depara com os sucedâneos perfeitos ao invés de substitutos perfeitos. Ok, não muda o sentido. Mas seria o mesmo que tentar dar um outro nome a um termo técnico já consagrado.

Gente, já foi o tempo em que o clássico “Teoria dos Preços” de George Stigler tinha erros bizarros de tradução! Mais um pouquinho de cuidado e a próxima edição alcançará um nível bom (a julgar pelo que li até agora).

Bem, não foi meu aluno, mas gosto de considerá-lo como tal. O Pedro Prolixo (vamos chamá-lo assim porque quem o conhece sabe…) foi aprovado no mestrado de Ciência Política (ninguém é perfeito…) como meu modelo econométrico já havia previsto.

Pelo que conheço dele, só posso desejar sucesso e parabenizar  a ele e aos seus. Torço para que sua comunidade do Orkut cresça a partir de agora e que o Brasil tenha uma Ciência Política melhor do que esta que está aí.

Parabéns, Palotti!

Sensacional.

Isso sim é racismo.

Paul Krugman tem uma opinião forte, digamos assim, sobre o influxo de dólares para o Brasil. Segundo ele, é excessivo. Como ele chegou a esta conclusão? Puro palpite (pelo menos é o que percebo ao ler a matéria).

Mas eis que a pergunta é válida: como você testa a hipótese de que o fluxo líquido de capitais externos em um país é “excessivo”?

Dois artigos promissores – pelo menos pelos resumos – sobre política econômica. Aqui e aqui.

Diogo tem comentários interessantes sobre a suposta “democratização da mídia”. Aqui.

Esta dica do SB eu não pude mesmo deixar passar.

Tem um monte de gente que resmunga contra a matemática. Bem, eis o que um erro de conta faz com a gente.

Eu, como economista, gosto muito de incentivos. Mas sei de seus limites, por isso gosto tanto de estudá-los. Já alguns acham que é só botar uma faca no pescoço (mesmo) que tudo se resolve. Veja este caso, por exemplo.

Nunca houve mensalão.

O Kiel Institute tem um gigantesco (200 páginas) e-book sobre a crise. Aqui.

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