outubro 2009


John Taylor explica o poder da oferta e da demanda. Mais simples e preciso do que isto, impossível.

Não parece haver muita discordância entre Alex e Cristiano aqui, não?

Peter Boettke nos leva a um pequeno filme em homenagem a mais um aniversário de James Buchanan.

Este blog tem sido invadido por comentários sem sentido. Portanto, as regras do jogo – que em uma sociedade desenvolvida talvez fossem apenas parte do costume não escrito – estão explícitas. Nada demais para a maioria dos leitores deste blog, mas lá estão. Estas regras serão aplicadas sem discussão.

…aqui. Tanto ufanismo, tantas lágrimas pela escolha do comitê olímpico…mas continuamos em um país no qual o governo não quer investir, apenas gastar (dizem alguns, para calar mais bocas com empregos públicos e/ou verbas publicitárias).

Há muitos Maicons nas ruas, mas bem longe do Palácio do Planalto.

O socialismo brasileiro avança. Nada melhor do que os partidos de esquerda para nos lembrar que a distinção “direita x esquerda” só faz sentido na cabeça de quem não vive no Brasil (“ou não conhece sua realidade, seu povo, nunca andou a pé pelo sertão” e outros papos furados).

Não duvido das palavras do chefe:

‘Environmentalists are good at identifying problems but poor at identifying feasible solutions,’ (…). ‘Most often they don’t try to work with us but against us, giving aid and comfort to those opposed to the sovereign decision-making of tribes.’”

Índios também são racionais…

Que coincidência encontrar este artigo dos sempre ótimos Eichengreen e Irwin sobre o tema. Estava justamente lendo o Peláez e Suzigan (“História Monetária do Brasil”) nestes intervalos entre uma prova e outra e pensando sobre como alguns historiadores econômicos brasileiros insistem em não estudar história econômica…

Einchengreen é uma referência quando o tema é padrão-ouro. Já Irwin é uma referência quando se fala de comércio e restrições ao mesmo.

Concordo com muitos dos meus colegas que é melhor um Provão do que nada. Também concordo que a mudança promovida pelo MEC na administração da Silva – a amostragem – não é um avanço. Mas também não posso ignorar o fato óbvio de que existe um incentivo muito forte para que a prova vaze.

Qual a credibilidade das instituições brasileiras? O episódio todo é lamentável, mas uma boa dose de humildade de nossos políticos ajudaria a melhorar as coisas. Opa, nada feito.

Voltando ao tema, acho curioso que muitos dos meus colegas, que estudam incentivos e discorrem sobre os mesmos melhor do que eu não falem muito da chamada “indústria do vestibular”. É a melhor forma de selecionar alunos? O vazamento de uma prova do vestibular é mais ou menos grave do que a do Enem? O que, exatamente, mede o vestibular? O que, exatamente, mede o ENEM? Há um bom material para uma discussão aqui. Uma discussão sobre capital humano, sobre a ideologização do ensino (leu o livrinho de Sardenberg, leitor?), etc, pode surgir aqui. Uma boa discussão, se educada.

http://www.imil.org.br/wp-content/uploads/2009/09/yoanibloqueio.jpg

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Reproduzo o itinerário (on the road!) dos beatnicks do Ordem Livre:

Segue o itinerário com as universidades confirmadas para o Liberdade na Estrada durante o mês de outubro. Vá, divulgue, e leve seus amigos socialistas.

Dia 5 – 8h-12h UFRGS, Porto Alegre

Dia 6 – 8h-12h UFSC, Florianópolis

Dia 7 – 8h-12h Unicuritiba, Curitiba

Dia 8 – 8h-12h USP, São Paulo

Dia 8 – 18h-22h Faculdade Mario Schenberg, São Paulo

Dia 9 – 13h-17h FAAP, São Paulo

Dia 13 – 8h -12h Mackenzie-RJ, Rio de Janeiro

Dia 14 – 18-22h IBMEC-MG, Belo Horizonte

Dia 15 – 8h-12h UFMG, Belo Horizonte

Dia 16 – 8h-12h UFES, Vitória

Dia 19 – 13h-17h UFBA, Salvador

Dia 20 – 13h-17h UFAL, Maceió

Dia 21 – 8h-12h UFPE, Recife

Dia 22 – 8h-12h UFRN, Natal

Dia 23 – 8h-12h UFC, Fortaleza

Dia 23 – 18h-22h FA7, Fortaleza

O Prêmio Donald Stewart Jr. voltou. Desta vez, o tema é a atual realidade política latino-americana. Vale a pena participar? Se você é aluno de graduação de qualquer curso superior, vale. Digo, veja os prêmios e decida-se.

Pedro, Homo Econometricum (vide link ao lado), enviou-me este texto. Fica aí o dever de casa ao leitor com espírito investigativo: que fatos estilizados se obtém sobre os impactos dos multiplicadores? Mais ainda, se compararmos com as estimativas de John Taylor, o que aprendemos sobre os impactos da política fiscal?

No Brasil, lamento informar, não há um estudo de qualidade sobre os nossos supostos multiplicadores. Digo, não há um estudo recente sobre o tema. A crise chegou em 2007, alguns economistas fizeram uma discussão na Estudos Econômicos, mas ninguém fala do tema. Ou perdi algum artigo (ou a imprensa não citou algum artigo relevante sobre o tema, repetindo seu comportamento pouco investigativo usual), ou há algum mecanismo de incentivos que afeta a pesquisa acadêmica sobre a polítca fiscal no Brasil.

Sugestões de artigos científicos publicados em revistas científicas com estimativas decentes (econometricamente falando) de multiplicadores podem ser feitas nos comentários.

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