Dar notas excessivamente boas aos alunos os deixa mais frustrados?
Como se vê, a resposta é positiva. A recomendação de política é simples e clara: professores devem evitar a aplicação de testes óbvios, trabalhos que geram pontos facilmente, etc. Alunos, como todos os seres humanos que sobrevivem no processo evolutivo, gostam de desafios.
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o difícil é chegar num bom ponto que seja motivador e desafiador ao mesmo tempo, ainda mais em ambientes heterogêneos, com perfis, interesses e objetivos pedagógicos diferentes dentro de uma mesma sala
afinal, quem disse que criar incentivos era fácil?
uma coisa que funcionou comigo na faculdade era o seguinte (vc pode até conversar com o Claudionor, se ele ainda der aula de empreendedorismo aí no IBMEC, ele quem inventou isso)
o cara avisava desde o começo do curso que as notas seriam normalizadas no final, garantindo uma gaussiana onde o primeiro quartil fatalmente tomaria bomba
isso soa ruim, mas na prática, o que ele fazia era jogar o nível das provas lá em cima, de forma que como muita gente tomaria bomba dessa forma, a normalização era até uma boa
aí no fim do curso, ele oferecia para os alunos diversos projetos extra-classe que valiam pontos extras para os que quisessem melhorar a nota, como se fosse um projetinho em grupo em que o pessoal era rapidamente orientado mas com foco em algum resultado prático (o meu grupo por exemplo tinha que fazer um cancelador de ruído de tempo real, então a nota era dividida em 3 partes: modelagem matlab, codificação e implementação)
o problema é: quais faculdades dão esse nível de liberdade para seus professores?