Não existe almoço grátis
Para o leitor interessado, recomendo a leitura deste livro. Mais ainda, pense no meu exemplo da pescaria. Se um sujeito pesca e te dá o peixe, o peixe não saiu de graça. Por que? O pescador aplicou parte de seu tempo na pescaria enquanto poderia estar em casa trabalhando em sua oficina.
Concluímos que existe um custo e, pela bondade do pescador, não houve pagamento. Isto significa que ele arcou com o custo sozinho. Por que é bom que as trocas sejam voluntárias e não impostas por alguém? Porque aqueles que quiserem vender o peixe podem fazê-lo. Aliás, aqueles que quiserem pescar serão livres para fazê-lo. Quando esta liberdade inexiste, pessoas são obrigadas a fazerem o que não querem com seu tempo (pense no exemplo mais cruel da história: a escravidão) e, certamente, não serão muito dedicadas em suas tarefas.
Não existe almoço grátis e, veja só, esta é a melhor forma de organização social de uma economia. Interessante, não?
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Claudio,
Li a pouco, via internet mesmo, já que estou aqui no meio da selva, 200 km de Belém-PA, o caderno MAIS da FOLHA, no qual provoca debates entre a maneira de pensar a ECONOMIA. Por exemplo, para o historiador britânico Tony Judt, o mundo assiste aos últimos momentos da hegemonia dos economistas ortodoxos no debate de políticas públicas, o que não acredito. Também tem uma questão “Há alternativas, novos temas ou enfoques que devam ser incorporados ao ensino de economia?” respondida por quatro colegas com diferentes visões, mas que realmente nos faz PENSAR no que devemos MUDAR na maneira de estudar ECONOMIA. Caso você tenha interesse, deixo aqui a dica.
Um abraço de seu leitor,
João Melo, direto da selva!
Bacana professor, já baixei p/ ler.