0, 6 \06\UTC setembro \06\UTC 2009


Retorno ao velho tema: onde estão os economistas brasileiros – e os tais técnicos do assunto na burocracia pública – com alguma estimativa de multiplicador keynesiano dos gastos do governo? Lá nos EUA, o debate continua. Aqui, nem sai do chão.

Enquanto isto, os gastos públicos permanentes aumentam perigosamente.

Na agenda dos responsáveis pelo planejamento e pela política econômica deve constar, na primeira linha, com ênfase: reafirmar e demonstrar à classe política que a alternativa à contenção do déficit público e à recessão temporária é o caos hiperinflacionário e a estagnação econômica na próxima década. Esta demonstração se faz ainda mais necessária com a revitalização das ideologias populistas implícita nas promessas de estabilização sem recessão dos programas heterodoxos.

(…)

Concluindo, o princípio básico que deveria orientar o setor público brasileiro e, consequentemente, o processo de privatização é a eliminação da ambiguidade entre as atividades pública e privada. Definida uma atividade como pública, as empresas que exploram esta atividade deveriam estar sob controle acionário, administrativo e gerencial do governo e, portanto, hierarquicamente subordinadas à orientação dos responsáveis pela política econômica do setor.

[Eustáquio J. Reis, Planejamento e Políticas Públicas, n.2, Dez/1989, p.5-16.]

Já em 1989 existiam alertas sobre privatizações no estilo soviético e falácias pterodoxas em sua vertente heterodoxa. De 1989 para cá, ou seja, nestes quase vinte e um anos, o que mudou?

Do noticiário matinal:

a) Obama não pode tanto quanto dizia…

b) Gente nova no pedaço.

c) Bolivarianismo iraniano em desenvolvimento forçado.

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