agosto 2009


O ditador Fidel Castro – a contragosto – prova que o mercado funciona.

Então a Polícia Federal prendeu a dona da Daslú, fez um espalho com esta ou aquela operação, etc. Ok, palmas para os defensores da probidade e do bom servidor público. Mas, vamos para além das cortinas, para os camarins, que ficam atrás do palco. Quanto do roubo foi realmente recuperado?

O problema levantado pelo Marcelo é importante. Do ponto de vista da economia, toda transferência de renda de um bolso para outro, por exemplo, via suborno, não é considerada perda social. Ok. Mas sabemos que transferências ilegais, não-voluntárias, são ligeiramente (eu disse “ligeiramente”?) distintas.

Seria bom ir além. Quanto dos roubos comuns são recuperados pelos nossos defensores da ordem pública? Quanto se perde? Se você paga impostos, esta é uma pergunta relevante. Afinal, você sustenta o aparato policial que diz te defender. Ao ler o texto do Marcelo não é possível não se lamentar sobre o estado atual das coisas, neste sentido…

Parece que sim. A propósito, o maior concorrente dos livros norte-americanos de coletâneas do Bushismo acaba de ser lançado, para a tristeza dos bolivarianos brasileiros.

A propósito, se é bom salvar empresas, deveríamos, antes de mais nada, quebrá-las cada vez mais, não?

…enfiam a mão no seu bolso. Com as bençãos do partido do sr. da Silva – e com o dedo da extremista facção gaúcha do mesmo partido. Aquele pessoal que se achava no direito de julgar deputados com um livro no qual, nos anos 80, avaliava o sujeito como “mais próximo dos interesses dos trabalhadores” (acho que era um tal de DIAP ou DIAAP), bem que poderia refletir um pouco e fazer uma edição mais nova do livro.

Por exemplo, um cara que aprova o uso do Estado para criar pagamentos obrigatórios (“contribuição”, senhor deputado? Faça-me o favor: compre o Houaiss ou estude etimologia) por parte dos trabalhadores, sindicalizados ou não, não pode ser bem avaliado em um estudo destes…

Lamentável mesmo é a ausência dos repórteres nestas horas. Você vê aquelas manchetes estranhas e nem uma linha é publicada sobre mais esta intromissão no bolso alheio. O partido do presidente merecia mudar de nome. Talvez PS – Partido dos Sindicatos – fosse uma idéia melhor…

Quando Freakonomics foi lançado no Brasil, ouvi:

1) um cientista político com trânsito nos altos escalões do governo daqui dizer que era um livro com nada de novo;

2) um professor de economia de uma universidade pública daqui dizer que era um livro de auto-ajuda.

Já de SP, saíram dois livros afins. O segundo, aliás, é este.

Eu sei que eu, alguns colegas e alguns alunos daqui somos um contra-exemplo, mas é difícil lutar com tantos pavões do oráculo da sabedoria mineira. Certamente, suas opiniões devem ser consideradas como divinas e irrefutáveis. Eis, de certa forma, boa parte da essência da intelectualidade mineira. Uma essência tão desagradável que lançou quase todos os grandes poetas locais para o mar (ou para próximo dele).

p.s. este post é uma homenagem ao Sabino, o piauiense mais mineiro que conheço.

Maldosamente me pergunto se o argumento do texto resumido aqui poderia ser usado para explicar a diferença entre uma revolução anti-bolivaraina (Honduras) e uma pró-bo(li)v(ar)i(a)na.

Extrapolo, claro, mas é a pergunta natural que emerge desta idéia de revolução profilática. Cuidado, lembre-se que você só sabe se é profilática ou não após algum tempo (veja a questão da taxa de urbanização citada lá). Logo, não me venha com a defesa de revoluções pura e simplesmente.

Provocando mais ainda: a revolução de Pinochet teria sido profilática?

  1. Papai Noel existe.
  2. A Venezuela tem um governo democrático mesmo.

Sobre “2″, eu respeito a autonomia dos povos. Nem o governo venezuelano me deve explicações e nem Uribe me deve alguma que seja, sobre as bases dos EUA.

Renato Lima faz um bom resumo sobre a péssima qualidade de um candidato à presidência.

Apesar do que muitos leitores deste blog presenciaram em uma polêmica (até aí tudo bem) recheada de grosserias (aqui, nada bem) de supostos auto-denominados austríacos brasileiros lá no Ordem Livre (sim, tivemos pessoas educadas também. E também educados que não entendem a diferença entre ciência e fé. E outros que entenderam algo, mas não o todo, etc).

Diante da grosseria, o que fazer? Como já tive a oportunidade de dizer: continuo sempre com minha pesquisa.

Pois dito isto, a boa notícia é que a pesquisa, dentre outras, gerou um artigo e, este, com Ari e Pedro, foi aprovado pela SDAE para apresentação em Novembro, no encontro anual da Southern Economic Association. Se nada der errado, um de nós – possivelmente eu – apresentará o artigo lá.

Já tive oportunidade de afirmar – e reafirmo aqui – que a economia austríaca tem gerado alguns pesquisadores bem-sucedidos como Peter Leeson, Chris Coyne e Ed Stringham. Todos, claro, sob a benéfica influência de Peter Boettke. Creio que foi sob sua orientação que a RAE se tornou uma revista mais interessante nos últimos anos.

Talvez seja um dos primeiros artigos de economistas brasileiros a ser apresentado na Sociedade para o DESENVOLVIMENTO (grifos meus) da Economia Austríaca. Fico feliz com isto porque, na época da polêmica, tentei convencer – sem sucesso – algumas figuras do meio a divulgar um texto incentivando a pesquisa para o desenvolvimento desta escola de pensamento (*).

Há, evidentemente, utilidade em se divulgar eternamente algumas idéias e não construir nada sobre elas. Mas a divisão do trabalho, ensina-nos Adam Smith (e, creio, Mises, certo?), postula que isso seria apenas parte da história: é necessário desenvolver as idéias, trabalhar conceitos, relações, etc.

Se Smith (e Mises, creio) acertou na mosca, então – exceto por outros motivos que desconheço (e agora não me interessam mais)  não faz sentido não apoiar o desenvolvimento da economia austríaca. Então ficamos assim: eu (, Ari e Pedro) colaboramos para avançar nosso conhecimento, inclusive com o uso da literatura austríaca como parte do marco teórico e a galera que não curte isto (e, na polêmica e em pequenos textos recheados de maldade em certas comunidades de redes sociais, dizem até que  ”o título de ph.d. é uma mer**”) que continue com as tradicionais atividades doutrinais e suas consequências nem sempre intencionais (como deveriam ter aprendido com Hayek).

A economia política (Mises, Hayek, Buchanan), por sua vez, diz que nem todo auto-denominado “austríaco brasileiro” ficará feliz com o fato deste artigo ser apresentado em novembro. Afinal, grupos de interesses brigam não apenas por recursos, mas também por status. Algo como o argumento misesiano (sic para mim mesmo) da inveja dos intelectuais. Só que, neste caso, permito-me uma leve arrogância: para ser intelectual é preciso não apenas ler, mas ler com lentes de intelectual, não com lentes de panfletário ou de grupos de amigos que nunca apresentam divergências ou discordâncias.

Vou aproveitar e agradecer meus maiores incentivadores nas leituras austríacas: Zanella e o Ronald. Este último, aliás, já disse que gosta muito de ler Hayek, mas não o faz de joelhos. Esta frase diz muito sobre o significado da pesquisa científica, não é mesmo?

Sachsida levantou a bola e Cristiano adicionou, qualificando. O engraçado é que, ao ler o texto do Cristiano, eu fico com a impressão de que ele acredita no modelo de Becker (beckeriano, para os acostumados) do vício racional. Mais ainda, acho até que os legisladores gostam mais deste modelo do que os próprios economistas.

E olha que legislador adora falar que a “racionalidade econômica não é tudo, tem algo mais”, etc. Chega a ser irônico.

Logo estará na coluna de links fixos ao lado: sob a lupa do economista. Dica do Alex. Objetivo louvável e crítica certeira.

Isto só existe nos EUA. Aqui no Brasil, certamente alguém – de algum ministério – apareceria para vociferar contra o currículo próprio, não-oficial, etc.

Direto do Corporative Life.

Por vários anos eu a admirei secretamente. Sempre tão preocupada comigo, sempre me lembrando da importância do meu bem-estar. Em algum momento cheguei a pensar que tinha me apaixonado. Aí ela se foi. Ao apresentar meu cartão de estacionamento, nada de ouvi-la me recomendar para não esquecer do meu cinto de segurança.

A voz eletrônica da saída do estacionamento do shopping se foi. Triste, né? Mas eu jamais me esqueço do cinto de segurança e nunca me esquecerei de sua amada dedicação ao meu bem-estar… ^_^

p.s. gostou? Então compre este livro. Não gostou? Compre também e faça picadinho dele! É tão barato que é um crime não comprá-lo.

Thomas Kang fala sobre a Revolução Industrial. Em resumo, pergunta-se – entre gente séria de história econômica – sobre o porquê da mesma ter se iniciado na Inglaterra. Não preciso dizer mais, não é?

O Ordem Livre acaba de disponibilizar mais um interessante livro: Custo e Escolha, de James Buchanan. Eu diria, sem nenhuma dúvida, que é um excelente serviço prestado ao pessoal que estuda história do pensamento econômico. Alguns ensaios são muito específicos, o que torna o livro um tanto quanto difícil de ler. Talvez o mais importante seja a conceituação do custo de oportunidade. O prefácio do livro, se bem me lembro, foi uma das melhores coisas que já li em Economia logo após meu mestrado.

Ontem estive em dois eventos. Primeiro, o aniversário do Kenji. Incrível como todos eles falaram bem do vídeo-anúncio do Tire a Mão da Minha Linguiça. Acho que 1 em cada 1 amigo(a) do meu irmão usa a internet como eu uso. Depois encontrei algumas das compradoras do livro.

Tantos foram o elogio ao vídeo-anúncio que penso seriamente em vender streaming ao invés do livro. ^_^

Mais um breve post sobre isto. Desta vez, vou apenas citar esta excelente tirinha.

Daniel Piza comenta sobre a vergonha nacional.

Eis minha rápida compra deste mês: Troglodita é você. Falou em psicologia evolutiva ou biologia evolutiva – coisas sérias muito pouco estudadas por economistas brasileiros auto-denominados “pluralistas” – eu compro e leio.

O canal era confuso, a programação era alterada sem qualquer aviso prévio…deu no que deu. Uma pena.

Mais um belo textinho do Al Roth.

Como un “traidor” e “ingrato” han calificado diputados y senadores al ex presidente de Honduras, Manuel Zelaya Rosales, por su desplante al mandatario Felipe Calderón al referirse al dirigente opositor de izquierda Andrés López Obrador, incidente recogido por la prensa mexicana con frases críticas como la publicada por El Universal: “Dejó el país medio con la cola entre las patas y sin más gestos”.

Durante un encuentro el miércoles con simpatizantes de izquierda, Mel dijo que “en estos países es mejor sentirse Presidente que serlo.

Y eso se lo digo a López Obrador que está escuchando”. Estas palabras irritaron al gobierno de Calderón, quien lo había recibido con honores de jefe de Estado, mientras los simpatizantes de Obrador cambiaron los abucheos por vivas.

Diputados y senadores repudiaron la actitud del ex mandatario, que calificaron de “ingrata y traicionera”, señalando que “el chavista mordió la mano a quien le tendió un pan”.

El incidente reabrió la vieja herida de las elecciones presidenciales del 2 de julio de 2006, en que Calderón fue dado por vencedor por apenas 0.56% de los votos, en un escrutinio que López Obrador denunció como fraudulento.

A frase de Zelaya diz tudo. Voltemos à nossa programação normal…

Mais um video do Olavo Rocha e sua Fonft Filmes. Desta vez, sobre o dilema dos prisioneiros, aplicado ao sempre pouco citado e muito escondido Foro de São Paulo (para detalhes, aqui e aqui).

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