julho 2009


Se fosse o Bush a olhar para o traseiro da moça, aposto, a blogosfera da esquerda anaeróbica estaria em ira pura. Mas como é o Obama, a esperança, a mudança…etc, tudo é engraçado. O ponto não é se você gosta do Bush ou não. O ponto é que a hipocrisia da imprensa e da blogosfera, neste aspecto, não são diferentes.

Vá lá que a blogosfera seja um elemento renovador na forma de se fazer e se ler notícia, mas nem tudo é diferente dos meios tradicionais. Afinal, são os mesmos seres humanos…

Bom texto que mostra como a OEA rasgou seus princípios originais e entrou num jogo político perigoso para a região.

Citarei apenas dois nomes. O leitor interessado dê uma demorada lida nas páginas: Bruno e Alexandre.

Para associações, obviamente, a ALACDE, o pessoal do RS e o de MG.

Não sou da área, mas gosto de acompanhar esta literatura…

O governo bolivariano da China se sai com esta desculpa. Só estranho Correa, Zelaya, Chavez, da Silva e Morales não usarem esta mesmíssima desculpa. Tudo começou com um governo, o norte-americano, claro. Mas note que governo é governo em qualquer lugar do mundo. Quando é para arrumar uma desculpa, eles arrumam rapidinho.

Lá no sudeste asiático tem de tudo, como sempre mostrei aqui. A última que recebi foi esta. Incrível.

p.s. por mim, podem se xingar. Só não vale deixar de ouvir Cho Yong Pil, Sally Yeah ou Namie Amuro.

From Drop Box

Lee Alston é solenemente pouco conhecido aqui (exceto pela divulgação dos seus trabalhos com o excelente Bernardo Mueller). Eis uma amostra de seus trabalhos sobre a selva.

Eis uma opção de diminuição de custos adotada no Japão: sharing. A matéria mostra como as pessoas não podem ser realmente consideradas não-racionais quando seu interesse está em jogo. Esta história toda de irracionalidade é muito engraçada. Em 1999, na ANPEC, comentei um artigo e citei o trabalho de Byran Caplan sobre irracionalidade racional.

Embora 9 entre 10 economistas brasileiros se diga “original”, “contra-a-corrente” e tenha outras supostas qualidades “descoladas”, “alternativas” do tipo “outra teoria econômica é possível”, nenhum deles levou à frente a discussão. Uma pena. Para mim, a notícia tem tudo a ver com isto: quanto mais você depende da racionalidade para viver, mais você busca incentivos racionais para minimizar custos.

Vale a pena ler o trabalho de Caplan, resumido em seu livro sobre os incentivos no mercado político (The Myth of the Rational Voter).

A arrogância e o bom senso. O leitor deste blog sabe do que falo. Até Peter Boettke enfrenta este tipo de gente.

[one dialogue I saw recently at another site devoted to Austrian economics actually had a commentator "admit" that he was a relatively well-read 17 year old in economic theory so he was comfortably attacking Horwitz, White, Selgin, and he even threw in an obligatory insult at Tyler Cowen; on that same site in a discussion on the fine points of monetary theory one commentator used the name of "Lord Buzungulus, Bringer of the Purple Light" and a debate raged with others taking the comments made by the Lord as serious!]. How is intellectual progress going to take place under such absurd conditions of dialogue?

O pior que pode acontecer é o sujeito aplicar um PAC no currículo (com a ajuda da burocracia) para tentar se impor pelo argumento da autoridade. Aí você tem o pior dos dois mundos: um comentarista não-anônimo mas que, com o beneplácito da burocracia, pode se fingir de Hércules quando, na verdade, não chega nem em um Jeca (e não me refiro ao famoso Jeca Tatu, mas sim a um daqueles John Doe que abundam nas caixas de comentários).

No final, se eu pudesse ajudar o prof. Boettke, eu diria apenas: esqueça os comentários. Eles não são relevantes. É um pouco mal educado com os escassos bons comentaristas, mas é muito próximo da verdade, estatisticamente falando…

O governo (lá nos EUA) quer regular o uso das cuecas (com dólares, no Brasil, o governo brasileiro deixa, desde que seja do coração da base aliada).

Programa de Aumento de Currículo.

Talvez seja “crítico de arte”. No mínimo curioso…

Recomendação do Renato Lima, sobre a polêmica do tal diploma como pré-requisito para se ter um bom profissional.

O Bender bem poderia recomeçar a campanha do vergonha nacional.

Tem tido alguma repercussão a série da minha tia velhinha de Taubaté, lá no Ordem Livre. Tivemos um, dois, três textos ao todo. Neste último, ela estava muito irritada com a falta de vergonha de nossos políticos (e diplomatas).

Só para lembrar, nos EUA, “liberal” é sinônimo de “social-democrata”. Já “conservative” é algo como “conservador” mesmo. Logo, os liberais americanos se chamam de “libertarians”. Bem, vamos ao caso. Tyler Cowen criou uma taxionomia sobre os libertários dos EUA:

1. Cato-influenced (for lack of a better word).  There is an orthodox reading of what “being libertarian” means, defined by the troika of free markets, non-interventionism, and civil liberties.  It is based on individual rights but does not insist on anarchism.  A ruling principle is that libertarians should not endorse state interventions.  I read Palmer’s book as belonging to this tradition, broadly speaking.

2. Rothbardian anarchism.  Free-market protection agencies will replace government-as-we-know-it.  War is evil and the problems of anarchy pale in comparison.  David Friedman offered a more utilitarian-sounding version of this approach, shorn of Misesian influence.

3. Mises Institute nationalism.  Gold standard, a priori reasoning, monetary apocalypse, and suspicious of immigration because maybe private landowners would not have let those people into their living rooms.

4. Jeff Friedman and Critical Review: Everything is up for grabs, let’s be consequentialists and focus on the welfare state because that’s where the action is.  Marx is dead.  The case for some version of libertarianism ultimately rests upon voter ignorance and, dare I say it, voter irrationality.

5. “Hayek libertarianism.”  All or most of the great libertarian thinkers are ultimately compatible with each other and we have a big tent of all sorts of classical liberal ideas.  Hayek and Friedman are the chosen “public faces” of this approach.  “There’s a classical liberal tradition and classical liberal values and we can be fuzzy on a lot of other things.”

Acho que fico entre 1 e 5 tendo simpatia pela abordagem de David Friedman que eu não classificaria como Rothbardiana já que o fundamento não-austríaco de Friedman costuma ser rejeitado por boa parte dos seguidores de Rothbard.

Como toda taxionomia, esta é sujeita a críticas, mas eu gostei. Gostaria, na verdade, era ver uma classificação liberal para o Brasil. Aposto que quase não existem tendências.

Já não parece tão distante da “maldosa” e “imperalista” Microsoft, não?

Lá na Venezuela, defender a propriedade privada em uma campanha pacífica na imprensa é algo que os chavistas (bolivarianos) acham errado e passível de processo na Justiça. Ah sim, o governo venezuelano se diz um bastião da democracia.

Já em Honduras, os grupos de interesse mostram que manifestações populares nem sempre são apenas espontâneas.

Dica do Pedro Sette, eis aqui minha colaboração para a integração luso-brasileira: a divulgação deste texto sobre o debate sobre o diploma de jornalismo. Como bem lembrou o Pedro, neste debate, nem citaram Portugal. Mas, na hora de complicar a grafia das palavras…

Alex Tabarrok, novamente, fala sobre o tema, nos EUA. Só para constar, eu escrevia sobre o tema na imprensa local, mas a partir de algum momento, um responsável pela publicação de artigos de um certo jornal local me disse que publicar artigos sobre isto “estimulava a diminuição das doações”. Entendeu, leitor? Lá, nos EUA, discutir abertamente política pública é algo estimulado. Aqui, qualquer discussão que fuja do roteiro é “perigosa”. Com ou sem diploma de jornalismo, é uma grande bobagem dizer isto…

Diogo Costa entrevista Fabio Barbieri. Se você quer ser um economista austríaco acadêmico, preste atenção no que ele diz. Sou menos empolgado do que ele com a economia austríaca, mas concordo com ele, principalmente, com as barreiras que ele aponta nos “cursos” de história do pensamento econômico existentes no Brasil.

De qualquer forma, Barbieri é, talvez, o único economista austríaco atuante na academia brasileira (ou outro, o Zanella, hoje trabalha fora do Brasil).

Does Fortune Favor Dragons?

John Nye, Noel D. Johnson

July 2, 2009

Why do seemingly irrational superstitions persist? This paper analyzes the widely held belief among Asians that children born in the Year of the Dragon are superior. It uses pooled cross section data from the U.S. Current Population Survey to show that Asian immigrants to the United States born in the 1976 year of the Dragon are more educated than comparable immigrants from non-Dragon years. In contrast, no such educational effect is noticeable for Dragon-year children in the general U.S. population. This paper also provides evidence that Asian mothers of Dragon year babies are more educated, richer, and slightly older than Asian mothers of non-Dragon year children. This suggests that belief in the greater superiority of Dragon-year children is self-fulfilling since the demographic characteristics associated with parents who are more able to adjust their birthing strategies to have Dragon children are also correlated with greater investment in their human capital.

Charles Rowley, em um artigo bem tenso, critica Avner Greif por não reconhecer o trabalho prévio de Janet Landa. Aparentemente, Greif não quis dar o devido crédito a quem trabalhou no mesmo tema que ele…anteriormente.

Selva explica desmonta o argumento de que currículos inflados não o são. Novamente: lamentável.

Quantifying Economic Reforms in India: Where Have We Been and What Lies Ahead, 1960 – 2006

Vadlamannati, Krishna Chaitanya (2009): Quantifying Economic Reforms in India: Where Have We Been and What Lies Ahead, 1960 – 2006. Unpublished.

Abstract

We attempt to quantify economic reforms process in India during the period 1960 – 2006 in seven key areas viz., international finance, domestic finance, fiscal, trade and commerce, business regulations, public sector and social sector. Apart from aggregate measure of economic reforms, we also present the reforms index in these seven areas for the period 1960 – 2006. We begin with the methodology adopted to construct these indices and review the history of reforms process in India in general and in seven sectors from 1960 to 2006. We then present some important stylized facts on reforms. They show that reforms process has not always been uniform across the time in all the seven sectors. Reasonably liberal country was reversed back to regulations and restrictions during the mid-1960s – early 1980s. Though reforms process began in the 1980s they were not sufficient to undo the distorting policies adopted for over four decades. Amidst political chaos, economic crisis and social tensions, India began its true journey of reforming its economy. The period after 1990 witnessed a very significant opening of the economy to the world market. The change in reforms indices were the highest during the period 1991 – 2000. By the mid-2000, there was a widespread agreement and policy convergence in all seven sectors. However, there is much less convergence in public sector reforms because the privatization process has significantly slowed down and government control is many public sector undertakings are still reasonably high. Lastly, though there is significant variation in social sector reforms index, still there is a lot which needs to be done to include bottom sections of the society into the growth story of India.

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