junho 2009


Eis uma boa pergunta para os que acham que uma canetada (com cotas) resolve tudo. Qual é a pergunta? Pense um pouco nestas figuras.

Lamentável, lamentável. Resumo da ópera: a turma do PAC e do suposto mensalão adianta um outro apagão energético no Brasil. Tudo por conta do bolivarianismo light, aquele do “top-top” do influente membro do partido do presidente da Silva no Itamaraty, da política que dançou em comemoração à pizza e também do mesmo partido dos militantes que adoram doutrinar, não educar.

Gente, enfim, como qualquer outra caricatura de político que aparece nos sempre críticos artigos de cientistas políticos de esquerda como “coronéis”, “donos do poder” ou, quiçá, “neoliberais”.

Nossas pesquisas continuam.

“It is the economy, companheiro!”: an empirical analysis of Lula’s re-election based on municipal data. Economics Bulletin, v.29, n.2, p.977-992, 2009/ (with Araujo Jr., Ari F.; Carraro, A.; Monasterio, L.M. and Damé, O.M.)

Religião e Criminalidade no Brasil: primeiras evidências sob enfoque econômico. Textos de Economia, v.11, n.2, p.90-107, Dez/2008. (with Araujo Jr., Ari F. and Murta, S.R.)

Leo indica Colistete que fala do desmatamento.

Todos os amantes do socialismo – e de seu filho prodígio, o bolivarianismo amado de alguns venezuelanos (e de muitos brasileiros que, ainda, não se assumiram como tais) – faz grandes conquistas científicas. Esta, por exemplo. Claro que o leitor brasileiro médio acha tudo muito divertido.

Chamberlain também achava.

Mito 1: Japonês não “cola” na escola

Em média, acredite, a sociedade japonesa tem um capital social mais sólido do que a nossa. Ok. Mas eu disse “em média”. Aí você assiste um dos mais antigos filmes de Ozu e a cena impagável é a de um aluno que rasga e come a “cola” ao ser pego pelo professor depois do exame.

Maravilhosa quebra de preconceitos, além de divertida. Uma comédia muda de 1929. O que mais eu poderia querer para minha cinemateca?

Sugestão simples.

A última reunião aberta do Nepom deste semestre será na próxima segunda-feira. Agende-se.

Honestamente, este resultado não me surpreendeu. Em uma economia ultra-fechada como a brasileira (sim, apenas os mais ricos têm acesso à grande maioria dos benefícios da globalização), na qual os efeitos da crise sequer foram seriamente computados pelo governo (vide todas as declarações contraditórias das supostas autoridades oficiais no assunto) para que se tomassem medidas importantes e na qual se mexe na poupança quase apenas para garantir a farra da dívida pública (sim, existe argumento teórico para isto, mas ele sai da academia, bate na trave e sai para escanteio), por que é que eu esperaria que o consumidor pensasse na crise como um norte-americano pensa?

Difícil, né?

Grandes momentos do bolivarianismo chinês em 1989.

Olha ela .

Realmente…

1. Incrivelmente frustrante,
2. Presidente frustrante,
3. Iraniano frustrante,
4. Mundialmente frustrante,
5. Literalmente, muito frustrante.

Realmente precisamos de coisas como o bolsa-família. Afinal, quase todo mundo que lê a maioria das notícias acima não acha que o problema é sério. Talvez seja um misto de inanição com ignorância permanente. Talvez eu vá ler minha nova Dicta & Contradicta mais tarde para ver se alivia.

Se bem que um bom livro de econometria…

Uma destilaria de saquê pisou na bola. Agora, toda a reputação depende de uma nova lei. Eis um bom exemplo para se discutir reputação, jogos não-cooperativos e incentivos.

From Drop Box

Tetê finalmente foi ao colo do tio. E quase sorriu. Já se acostuma, gradualmente, com a Ciência Econômica representada pelos braços do titio…

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