Também vejo uma grande boçalidade na maioria dos blogs de “economia austríaca”, em que as obras originais escritas pelo Von Mises e pelo Hayek são elevadas a condição de verdade absoluta e sagrada, e quem simplesmente tenta ir contra elas, é detonado moralmente. No mestrado, pareceu-me óbvio que a ciência econômica busca a explicação, descrição e previsão de fenômenos econômicos. Por isso, um economista que tenta fazer análises aplicando diretamente pensamentos de seus autores favoritos dos anos 30 e 40 à realidade atual, mesmo que fazendo distorções horrendas, ou recorrendo a difamações morais, lei de Godwinn, e técnicas retóricas de ganhar debates sem ter razão, agora me parece ridículo. Por isso, deixei de acompanhar blogs desse tipo. E eu sei que eu fazia isso na graduação, não com os autores austríacos, mas com os autores que eu gostava de ler (Keynes, Amartya Sen, Fernando Rezende, Adam Smith, etc.). Agora, vejo que o que realmente importa na economia é a análise de dados econômicos, tanto quantitativos como qualitativos.
Olha aí o blogueiro que melhorou a qualidade de sua leitura. Talvez eu discorde do resto do texto dele, ou de boa parte do mesmo, mas este ponto acima é muito bom. Mostra que há como escapar da armadilha das idéias, versão doutrinal, seja de onde vier a raiz do fundamentalismo.
Alex dá uma outra lição básica. Esta com mais álgebra mas, como sabemos, álgebra é coisa “pouco nobre”, para “servos escravos” que não se dedicam ao trabalho nobre de fumar maconha e publicar as teses imaginadas no período etéreo como profundas verdades universais (não sujeitas ao “positivismo popperiano”).
Quando a blogosfera econômica brasileira atingirá o nível mínimo da americana é algo que não consigo prever, tamanha a sujeira em que vivemos. Entretanto, fica aí a esperança ao ler coisas como esta do Alex.
Muita notícia esquisita vem dos colegas chavistas do Irã. Nada que, por exemplo, mereça uma declaração singela de um grupelho de estudantes politizados (na versão estudantil ou na carreira política). O que me espanta é só isto. Na hora de achar uma verruga em um Bush, a gritaria é imensa. Mas quando o aliado é quem faz a lambança, o silêncio é gigantesco.
Este blog estranha o silêncio dos tais auto-declarados “socialistas democráticos”.
Tem papai rico (e amigos do papai advogados), tem dinheiro, acha que pode tudo. Quem é? Eu sei, tem um monte por aí (pela lei da procura, o valor delas é baixinho, baixinho), mas a campeã ainda é ela. Mais sobre a paty-dondoca-mor do universo aqui.
Está na moda falar de tentar controlar os “ganhos” dos CEO’s. Esta idéia comum não encontra paralelo no setor público – aquele explorado e abusado por políticos – no Brasil. Já Russ Roberts fez uma bela crítica a um político norte-americano aqui.
Aliás, esta é uma boa idéia: por que não discutimos melhor os incentivos sobre os gastos públicos? Continuo vendo muita pressa em culpar o mercado pela crise e pouco esforço intelectual em entender as incríveis falhas de governo envolvidas no início da crise. Sem falar na falta de discussão sobre os impactos de políticas econômicas sobre a economia e mesmo sobre a qualidade sofrível de muitos dados que o governo divulga (para fins de análise estatística, por exemplo).
De qualquer forma, Russ Roberts fez algo que poderíamos fazer com cada um destes políticos brasileiros. Basta analisar os dados da Transparência Brasil.
O pessoal de Minas Gerais quer fornecer uma nova opção política ao Brasil. Vejamos se a população realmente quer. Afinal, reclamações sobre a “falta de oposição” abundam. A questão é: libertários, oriundos da mesma cultura política e povo brasileiros, conseguirão se diferenciar do que está aí?
A priori, bem-vindos, claro. Não poderiam surgir em momento mais oportuno.
This paper develops a model of marital dissolution based on communication difficulties.
The quality of a marriage depends on the proximity of an action to a target. The target
is unknown, and must be learned over time. Each individual receives private signals
about the target, and can communicate them only imperfectly to his or her spouse. Because
of imperfect communication, spouses may hold different beliefs about the optimal
action. The action actually chosen is a compromise of the spouses’ distinct beliefs. If a
couple’s beliefs diverge too widely, one or both of them may prefer to dissolve the marriage.
The paper explores how poor communication contributes to marital unhappiness,
as well as its implications for the dynamics of divorce risk, the welfare properties of divorce
decisions, and the role of counseling. When the distribution of decision-making
power in the household favors men, wives (but not husbands) can find themselves
trapped for prolonged periods in a marriage that leaves them as unhappy as it is possible
to be without seeking relief through divorce.
This paper develops a model of marital dissolution based on communication difficulties. The quality of a marriage depends on the proximity of an action to a target. The target is unknown, and must be learned over time. Each individual receives private signals about the target, and can communicate them only imperfectly to his or her spouse. Because of imperfect communication, spouses may hold different beliefs about the optimal action. The action actually chosen is a compromise of the spouses’ distinct beliefs. If a couple’s beliefs diverge too widely, one or both of them may prefer to dissolve the marriage. The paper explores how poor communication contributes to marital unhappiness, as well as its implications for the dynamics of divorce risk, the welfare properties of divorce decisions, and the role of counseling. When the distribution of decision-making power in the household favors men, wives (but not husbands) can find themselves trapped for prolonged periods in a marriage that leaves them as unhappy as it is possible to be without seeking relief through divorce.
Marton tem idéias interessantes sobre o futuro da imprensa. Trecho:
Acho que, no futuro próximo, será possível e desejável criar micro-agências de notícias de escopo ultra-específico, por exemplo “agência do bairro de Perdizes”. Ou então um caderno ser transformado de editoria em agência, distribuindo seu material independentemte, por exemplo “agência Folha Ilustrada”. Mesmo assim, não faço a mínima ideia de como essas empresas poderiam se pagar. Pôr um RSS delas em sites seria capaz de sustentar seus jornalistas?
O problema dos incentivos é claro, não? Eis uma pergunta interessante vinda de um blog também muito interessante.
Quem gosta de currency board geralmente gosta do assunto. Larry White, agora na GMU, é uma das minhas leituras ocasionais, quando busco teses austríacas que vão além do reme-reme e do fundamentalismo de quermesse. Recomendo sua tese.
O departamento de economia da GMU tem um ganho incrível com a aquisição. Para quem, como eu, acompanha a produção acadêmica de lá há mais de 10 anos, trata-se de uma conquista considerável.
Uns dez mil reais, creio, é pouco. Mas é o que diz esta notícia. Veja, leitor, o risco que se corre. Vale a pena se expor, sujar o nome da família e ainda passar por um vexame destes? Pense bem antes do próximo plágio.
O time do Nepom – parte dele – tem trocado mensagens desde ontem sobre a apresentação de segunda-feira. O que eu tenho visto, vamos deixar bem claro, vai impressionar os convidados (isto é, você, leitor). Quer saber mais sobre o Nepom? Então marque a página do grupo em seus “favoritos”.
p.s. desta vez, um pouquinho de economia mineira no cardápio. Pronto, já falei muito. E nem é Minas Gerais o prato principal das novidades que teremos…