O futuro da imprensa
Marton tem idéias interessantes sobre o futuro da imprensa. Trecho:
Acho que, no futuro próximo, será possível e desejável criar micro-agências de notícias de escopo ultra-específico, por exemplo “agência do bairro de Perdizes”. Ou então um caderno ser transformado de editoria em agência, distribuindo seu material independentemte, por exemplo “agência Folha Ilustrada”. Mesmo assim, não faço a mínima ideia de como essas empresas poderiam se pagar. Pôr um RSS delas em sites seria capaz de sustentar seus jornalistas?
O problema dos incentivos é claro, não? Eis uma pergunta interessante vinda de um blog também muito interessante.
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há quem defenda mesmo esse jornalismo “micro”, assim como o tal do “jornalismo cidadão”, hiperlocalidade e etc
pessoalmente eu acho difícil de se pagar e pulveriza o poder da mídia
a idéia do caderno de jornal que vira editoria é interessante, mas distribuir de forma independente pode ser inviável. a taxa de encalhe dos jornais já é alta e o modelo só se sustenta por causa da escala
sem contar que a previsão de que as pessoas leriam cada vez menos jornal já vinha da década de 80, e se concretizou com os “aqui” e “super” da vida
a grande questão que os jornais precisam responder é “o que tem no jornal que eu não pego de graça na web”. Enquanto não se responder a essa pergunta, é um modelo de negócios fadado a sumir nos próximos 10 ou 20 anos (ou de forma menos radical, perder bastante força como foi com a transição rádio => tv)
vai ver, no futuro, não vai ter mais jornal, só clipping
e via google reader ainda por cima