maio 2009


Alguma investigação aqui, no Economics Bulletin. Junto com Leo Monasterio, André Carraro, Ari Araujo (Jr, claro) e Otávio.

Eis o J-Pop dos anos 80 (os antigos membros do Seinen Kai curtiam isto…bons tempos).

No Brasil.

http://web.kyoto-inet.or.jp/people/maeda419/theater/takamine/hideko.jpg

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Primeiro, para os fãs da música japonesa, reparem em Tarou Shouji bem novo nesta biografia sobre Hideko Takamine. Sobre esta, basta dizer que é a professora de “Nijyuuyon(shi) no Hitomi” ou “24 olhos”, já citado aqui. O filme, do diretor Keisuke Kinoshita (o mesmo da versão original de “Balada de Narayama”) também é o responsável pelo primeiro filme colorido do cinema japonês, “Carmen Kokyou ni Kaeru” (note que Kokyou pode ser lido como “Furusato” cujo significado, em ambas as leituras, é “terra natal”).

Meu último investimento em conhecimento cinematográfico japonês incluiu um filme de Ozu mudo (pré-guerra), seu primeiro filme falado e, claro, o citaod Carmen. Se eu já era fã de Setsuko Hara, comecei a admirar o trabalho de Hideko Takamine. 

Não sei se há muito sobre o filme na internet, mas aqui vai minha opinião sobre o filme. 

Trata-se de uma comédia sobre a história de Lily Carmen, pseudônimo de uma jovem interiorana de uma vila aos pés do Monte Asano. Lily Carmen, aliás, é uma dançarina de cabaré (ou, no bom popular, uma stripper dos anos 50) que se diz artista. No filme, ela volta para a cidade em sua semana de férias com uma amiga. As reações iniciais são de estranheza diante do visual exótico da “artista” famosa de Toukyou (Tóquio, na péssima transliteração tradicional). 

Notável a ironia do contraste entre sua antiga paixão, o professor que fica cego durante a Segunda Grande Guerra, e que compõe belas músicas tradicionais e a moderna Carmen. Aliás, músicas infantis tradicionais estão belissimamente retratadas em “24 olhos”. 

O final do filme é interessante e desperta alguma reflexão sobre preconceitos, choques culturais, mas nada muito profundo. Afinal, o filme é uma comédia. Na minha opinião, inferior ao “24 olhos”, este sim, um belo filme, mas os estilos são distintos.

Aliás, eis o motivo de minha admiração por Hideko Takamine: de sofrida professora a vulgar patricinha moderna dos anos 50. Isto sim é flexibilidade dramática!

p.s. também adquiri o clássico Shanghai Gaeri no Lil, mas sobre este comento depois.

p.s.2. ainda serei o promotor de mostras de filmes japoneses em BH. Só filmes clássicos, do pré-guerra e do imediato pós-guerra. Tenho descoberto muita coisa bacana. De certa forma, volto à adolescência, quando bolava roteiros de filmes para cada quarteirão percorrido. Não é à toa que fiquei estranho e fiz economia. ^_^

  1. Thiago Lobato (dançou a Macarena e intimou o aluno “Bomba” a apagar o vídeo. Shame on you, Thiago). 
  2. Cebola (fala muito e, no final, decepcionou a turma, mas tentou).
  3. Daniela (após torcida da turma, mostrou talento para o jazz moderno e danças folclóricas de Varginha).

Mas o campeão de audiência mesmo, foi o vídeo do Pedro com o Salvato. Qual dos dois se diverte mais é uma questão em aberto.

Patrus: não aceito críticas ou investigações sobre falhas no processo.

Basta ver como Horwitz ensina conceitos básicos de economia para Hoppe. Segundo um austríaco brasileiro, o doutorado (Ph.D) é sinônimo de imbecilidade. Talvez o çábio (thanks, Gaspari) possa explicar quem é o imbecil, nesta discussão. 

Larry White, aliás, é um dos melhores nomes dos austríacos quando o assunto é moeda.

Herman Bierens, criador do EasyReg, tem uma bela aula de econometria sobre especificação de modelos. Sempre digo aos alunos que o mais importante não é a heterocedasticidade ou a auto-correlação dos resíduos. Estes problemas são facilmente tratáveis hoje em dia. O grande – e complicado – problema (pois envolve também o uso da Teoria Econômica) é saber se o modelo está corretamente especificado.

Como saber se uma equação linear com duas variáveis expressa bem a idéia de uma função de demanda? A discussão não passa apenas pelo uso de variáveis instrumentais (certamente um ponto importante), mas também por questões de mensuração das variáveis. Saiba mais lendo o texto dele. Aqui.

…por que não previu a crise? Pois é, foi o Roubini (e mais uns gatos pingados), economista do setor privado (leia-se: mercado) que deram alguns alertas.

Aí a crise veio e começou a onda de salamaleques para uma suposta eficiência do Estado (governo) sobre o mercado. Tanto que, diante disto, muita gente supostamente inteligente tá muito caladinha…

Mantenho a pergunta: se o governo é tão bom, por que não previu a crise? Se não previu, por que é a melhor solução para os seus problemas? Ah…

Tenho visto algumas mulheres de “echarpe” (sim, com aspas. Afinal, dizer isto é algo que só me ocorre de 76 em 76 anos). De qualquer forma, a moda é antiga. Basta pensar no primeiro super-herói moderno japonês.

Sim, estou morrendo de rir.

Sempre que aparece uma discussão sobre caridade privada e o tal gasto público supostamente social, vem-me um com sua habitual rejeição à ciência e seu pendor pela fé e me diz que “o gasto público supostamente social sempre inibe a caridade privada (ou o oposto exato)”. 

Bem, eis o problema do fetichismo do método, no (o)caso, verborrágico. Como qualquer um já deve ter percebido após fazer uma conta na padaria para conferir o troco, matemática (ou estatística) são ferramentas úteis para qualquer um que não queira ser enganado pelo padeiro (ou pelo leiteiro). Também são ferramentas que nos enganam quando não as entendemos bem. 

Por isto acho interessante artigos como este. Ele nos dá uma noção extra sobre o problema. Antes de rejeitar ou aceitar a pergunta dogmaticamente, o artigo nos diz: “olha, mané, presta atenção. Há uma variável importante que você pode ter deixado de lado de bobeira”.

Eis, portanto, a sugestão: (a) leia o artigo e (b) jamais tenha fé em argumentos humanos (ou humanóides). Ser cético ainda é o melhor remédio. 


Trata-se do LLL = 50 mil. Por que? Ora….

O sr. da Silva, desta vez, entregou-se: agora é certo, a prática de seu partido e sua trajetória pessoal o qualificam a ser um exemplo perfeito de rent-seeking em qualquer livro de economia. Eu sei que o pessoal da Ciência Política e da (S)ociologia (como diria Gaspari) levará um tempo para aceitar isto evocando algum tipo de conceito relacionado à sindicatos, obreirismo, personalidade carismática ou, claro, dialética (a “geléia” do marxismo).

Bem, pessoal, como diria o poeta Celso Furtado, a fantasia foi desfeita. Esbaldem-se.

David Friedman, os dados…e, claro, o problema do wishful thinking reaparece.

p.s. tenho amigo novo no IPEA.

Sim? Então leia isto:

Post-doctoral position: “Cliometrics”.

A post-doctoral position is offered at BETA, Department of Economics, University of Strasbourg (France).

1) Job description

The Bureau d’Economie Théorique et Appliquée (BETA), is recruiting a full time post-doctoral researcher in cliometrics (cliometrics of human capital especially).

More information on the Bureau d’Economie Théorique et Appliquée: http://cournot.u-strasbg.fr/beta/

More information on the cliometrics group: http://www.cliometrie.org

The purpose of the post-doctoral fellowship is to allow a young researcher to develop his/her research in a stimulating environment. He/She will participate in research activities on cliometrics, seminars, workshops and conferences. He/She will interact with other PhD students. He/She will have no teaching obligations.

2) Salary

1800 Euros net per calendar month. Contract start: 1st September 2009 (negotiable). Contract length: 12 months (extensible). Working conditions: office job according to BETA internal regulations.

3) Eligibility

A non-French Ph.D thesis in economics, econometrics or cliometrics. Age: less than 35.

4) How to apply?

Please send CV, list of publications, letter of intent, plus any relevant document by e-mail, until 15th of June 2009 to: Claude Diebolt (cdiebolt@unistra.fr). 

Algumas observações aqui.

É o que parece. Já havia este infeliz alertado para isto em nosso famoso e-book sobre a lei seca. Não apenas eu, mas diversos dos autores do mesmo e-book reclamavam do possível “golpe” do Estado (mais um) sobre seus cidadãos. Triste.

Estupidez não tem preço.

Hoje, no almoço, presenciei um motorista destes carrões da KIA (ohhhhhhhh!) tentar entrar numa vaga entre dois carros. O de trás era um Mercedes. O motorista (homem, diga-se de passagem) foi capaz de carimbar a frente do Mercedes CINCO VEZES. Não satisfeito, desceu do carro e nem checou se arranhou a propriedade alheia.

Gente assim é que me faz pensar sobre a proximidade entre o homem e o porco e no quão ofensivo isto é para o segundo.

Interessante índice de “Estados Policiais” (Eletronic Police States) foi divulgado hoje. Leia mais sobre a metodologia aqui. Na verdade, trata-se de policiamento eletrônico (vigilância sobre os indivíduos por meio de câmeras ou coleta de informações na Internet).

Certamente há o que falar sobre os dados e sobre sua coleta. A amostra, claro, inclui o Brasil. Por curiosidade, mera curiosidade, fiz umas correlações com o índice de liberdade econômica da Heritage Foundation e com o de Estados Fracassados (Failed States Index) da Fund for Peace (ambos devidamente referenciados no item “bases de dados” ao lado).

Para ler os gráficos abaixo tenha em mente:

Economic Freedom (quanto maior, maior a liberdade econômica), Failed Index (quanto maior, mais fracassado o Estado) e o Eletronic Police States (quanto maior, maior a vigilância). Todos referentes a 2008.

From Drop Box
From Drop Box

Todo sujeito mais ou menos liberal sabe que um Estado pode ser eficiente se proteger as pessoas de agressões às suas liberdades. Talvez as correlações acima sirvam para um pontapé inicial – e bem rasteiro – sobre este problema. Afinal, existem incentivos para que o Estado aumente seu poder de vigilância sobre os indivíduos sem que, necessariamente, isto signifique uma vida melhor para todos.

Como economista, eu sempre tento pensar, primeiramente, na existência de tamanhos ótimos para algumas variáveis, sejam os ótimos no mínimo ou no máximo. Foi assim que pensei, inicialmente, nos tópicos deste post.

Há mais meses alguns alunos – e colegas de profissão – reclamam do sistema de base de dados do Banco Central. Há motivos? Bem, há e a falta de correção é uma vergonha para a instituição. Afinal, fica sempre aquela piada com a tal “transparência” que o governo adora citar em suas páginas. Eis o motivo (clique na figura para ampliar):

From Drop Box

Em resumo, com o algoritmo errado, ninguém mais consegue acesso aos dados das “séries temporais” do Banco Central do Brasil. Um erro como este, claro, pode ser corrigido rapidamente. Mas já se passam meses? A quem interessa a perpetuação do erro?

Ou o Banco Central corrige isto, ou ninguém mais confiará que a instituição realmente queira divulgar seus dados com transparência. O povo do IPEA deve estar muito feliz. Não apenas falam mal de qualquer meta de inflação como possuem uma base de dados que funciona.  Não apenas eles, mas tantos outros cabeças-de-Word e os tradicionais ingênuos…

Vamos lá moçada do Bacen. Mostrem que são melhores do que os boatos.

Leo está cético. Ele tem lá suas – boas  - razões.

Aqui.

Muito do que você ouve sobre índios e economia no Brasil é besteira de má fé escancarada. Há também os erros de interpretação.

Claro, há a total falta de artigos cientificamente decentes sobre a importância dos direitos de propriedade para o desenvolvimento dos nossos remanescentes indígenas. O emotivo – mas fútil, pois não fundamentado cientificamente – discurso dos religiosos de esquerda (!) e outros grupos de interesse continua a embalar a imaginação de muita gente. Pessoas de boas intenções não pode ver um vídeo com um menino pelado no colo da mãe que já vai logo metendo a mão no bolso (seu e alheio) sem sequer se perguntar sobre a realidade. 

Ninguém se pergunta, por um único segundo, por que os índios querem tanto mudar a estrutura de direitos de propriedade de terras a seu favor. A pergunta é perigosa porque desmascara os discursos vazios que, inclusive, condenam o conceito de “direitos de propriedade” como alguma criação de um suposto “neoliberalismo”. Nada mais longe da realidade e mais próximo do vaso sanitário (em termos de mente humana). 

Dito isto, vamos sair do obscurantismo e avançar em nosso conhecimento da realidade. Eis aqui um interessante artigo sobre o tema. Mas, claro, para a América do Norte. O resumo vai de brinde:

Economic development lessons from and for North American Indian economies
Terry L. Anderson and Dominic P. Parker

This paper reviews the literature on economic development as it relates to indigenous people in the United States and Canada, and focuses on how institutions affect economic development of reservation and reserve economies. Evidence shows that strong property rights to reservation and reserve land and natural resources, whether communal or individual, are and always have been important determinants of productivity. Political and legal institutions that are perceived as stable and predictable to tribal members and to non-Natives also improve economic opportunities for indigenous people living on reservations and reserves. Research reviewed here also shows that culture and acculturation are important in the development process. Although our emphasis is on North America, the findings are applicable to indigenous people in other parts of the world and shed light on growth questions that loom large for developing countries around the world.

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