abril 2009


David Henderson tem comentários interessantes sobre a palestra de Robert Lucas no Council on Foreign Relations.

Alunos de graduação, agora, graças ao Mankiw (não a algum pterodoxo maluco), podem ter uma idéia do que seja DSGE. Até os que criticam Mankiw por não rezar na mesma igreja podem ter uma vaga idéia do que seja DSGE antes de fazerem suas críticas iradas e irracionais (porque, claro, racionalidade não existe).

Bom ponto do Ronald.

Trecho:

It’s strange to think of the Net as limiting, especially when it comes to knowledge, but the fact is that many students have forgotten or never learned how to make use of “real world” sources. In my own experience of teaching college students, I had numerous classes where most of the students were actually unable to locate books on the shelf, much less grasp the concept that journal articles which were not in databases might still contain useful information. Even the idea of digging through databases was foreign; if it couldn’t be found through Google, the thinking went, it’s not worth finding.

The predictable result was that a fair chunk of students in each class turned in papers using nothing but freely-available Internet sources, even when some scholarly sources were required. They had come to think of the Internet as so all-encompassing that it was hard to imagine the need for anything more. Also, going to the library required more work.

And so began the plagiarism. Students who were poor writers, students who were running behind, and students who were simply lazy copied sections of various websites directly into their papers. Their creative thinking had apparently been so circumscribed that they did not even bother to plagiarize from books or journal articles, both of which would have been far more difficult to detect.

Festa muito boa a de ontem. Meu papel foi cumprido. Eis o original.

p.s. agradecimentos ao meu professor de canto, Gustavo Eda.

Leo continua com seu trabalho educativo. Desta vez, um Boff pisou feio na bola. Por isto é que eu não falo de teologia. Nunca estudei nada sobre o tema. Correria o risco de falar uma besteira.

Há duas visões sobre a irracionalidade: uma, divulgado pela imprensa, errada. Outra, menos conhecida do público leigo, correta. É sobre esta que Posner faz uma crítica interessante. O pano de fundo: o novo livro de Shiller e Akerlof que tenta unir Keynes e a economia comportamental.

Como sabemos, a grande maioria dos pseudo-economistas pterodoxos já rejeita Shiller e Akerlof porque, afinal, eles falam de microfundamentos. Acredite ou não, leitor, há gente que não entendeu ainda a importância dos microfundamentos. Geralmente repete algumas boas críticas que leu de forma bem superficial e, portanto, não entendeu. 

Shiller, Akerlof e Posner, estes sim, vale a pena ler. A crítica de Posner é bem escrita e vale a leitura.

p.s. Finanças Comportamentais? Sim, isto existe. Mas, no mínimo, você tem que saber uma covariância, uma correlação….etc. Fora disto, como eu disse, é ignorância.

Bom ponto de Easterly. Aqui.

Al Roth fala sobre o mercado das prostitutas.

From Drop Box
From Drop Box

Joel tem uma reflexão interessante sobre a dona da Daslú.

Economistas explicam gangues? Sim, você já viu isto no livro do Levitt. Mas que tal mais uma overdose?

Eis um raro texto didático do NBER. Basta ser um aluno medianamente bom e esforçado que a leitura vai suave, com um ou outro momento de reflexão. Para quem dá aula destas coisas, eis uma chance de se reciclar.

p.s. aos quase-aposentados de sempre: o custo de oportunidade não é tão alto. Vale o esforço. (eu acho)

Meu aluno, Chicão, após a prova de História Econômica do Brasil II:

“- Pô, eu li a questão da lista de estudos sobre a SUMOC e as instruções 70 e 113 e pensei: ah, o professor só a colocou aqui porque é importante. Aí não estudei”.

Tradução: Sumoc, Instrução 70, Instrução 113 = sempre em provas de concursos ou ANPEC. Logo, é importante. Mas…não deve cair na prova.

Chicão enlouqueceu. E as provas começaram hoje. Vejamos os próximos passos de Chicão.

p.s. o aluno é bom, mas a justificativa ficou, digamos, “acebolada” (inside joke)

Anarchy, Groups, and Conflict: An Experiment on the Emergence of Protective Associations

Adam C. Smith, David B. Skarbek, Bart J. Wilson

Abstract: This paper examines group formation in a setting in which participants are endowed with a commodity that can be used to either generate earnings, plunder others, or protect against plunder. In our primary treatment, participants are allowed to form groups for the purpose of pooling resources. We also conduct a baseline comparison treatment that does not allow group formation. We find that allowing subjects to form groups endogenously does not lead to more cooperation and may in fact exacerbate tendencies for conflict.

Eis um experimento, para mim, contra-intuitivo (exceto se você disser que o aumento do número de membros em um grupo, em um mundo com vários grupos, aumenta o custo de transação de comunicação entre eles e, assim, pode haver menos cooperação). Mesmo com este longo parênteses, eu ainda me sinto desconfortável com o resultado.

Interessante trabalho, não?

O caso de Portugal.

Leia isto antes e depois pense criticamente no assunto.

Easterly, NYU…e você. Muito além dos similares brasileiros.

Como sabemos, Cristiano Costa é um maligno neoliberal e, portanto, economista (frio e calculista). Neste texto claramente tendencioso (tendendo para a seriedade, claro, mas quem se importa com isto?), ele mostra que reduzir o IPI dos automóveis pode não ser uma boa idéia

Cristiano, não resisti à brincadeira.

“- Professor, preciso fazer uma transformação monotônica do meu nome?”

Fascinante resumo do tema.

Tyler Cowen e Robin Hanson clamam por mais critério (não dizem isto, mas é o que fazem) nos estudos médicos.

Na verdade, não deixa ser um tanto vergonhoso discutir a questão das cotas. Exagerando um pouco, seria o mesmo que estabelecer reservas de leitos nos hospitais para os não-brancos, como se o direito à vida não devesse ser igual para todos.

 

Fonte: http://www.ensayistas.org/filosofos/brasil/vianna/oliveira.jpg

Fonte: http://www.ensayistas.org/filosofos/brasil/vianna/oliveira.jpg

 Parabéns aos defensores das frases bombásticas do presidente. Ressuscitaram interpretações sociológicas dos anos 30. Ah sim, é um dos ícones dos não-liberais.

Alguém precisa de aulas básicas sobre teoria dos jogos. Paga-se bem.

p.s. leitores deste blog com algum conhecimento de teoria dos jogos (ou seja, de boa economia) não caíram no conto do IPI.

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