O SB lançou a campanha mais interessante em termos de ética na política (algo que o padre paraguaio, ícone da esquerda latino-americana, parece ter lançado no lixo hegeliano da história (…logo, reciclável)): que a candidata (que não está em campanha, que-que-é-isso!) use o SUS para tratar seu câncer linfático.

Antes de mais nada, além do forte significado retórico, SB resumiu todo o resultado honesto da prática  ”desenvolvimentista” que hordas de governistas divulgam por aí. Eu ainda diria mais: não vale usar passagens aéreas para fins particulares. E também não vale reclamar que é uma frase maldosa. Não é. Ela mostra que o gestor público deveria ser o primeiro a mostrar confiança nos profissionais que contrata, remunera e nomeia para cargos públicos. Inclusive os da quota do partido X, Y ou Z.

Há gente séria no SUS, eu sei. Aliás, esta mesma gente séria,  embora possa discordar de mim quanto ao uso (honesto) do dinheiro público,  não curte o uso político do SUS. Médico sério quer respeito, não ser bucha de pelegos.

Lamenta-se, claro, que um ser humano tenha um câncer. Mas lamenta-se mais ainda o uso político, retórico e, claro, fora da regra do calendário eleitoral, deste mesmo câncer. Por quem quer que seja.